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Destinos certeiros nas férias de verão na Itália

02/08/2014

bz_italiaCarla
Roma, Itália

 

Agosto é o mês oficial das férias de verão!

Todo mundo quer ir viajar, descansar e curtir o mês mais quente do ano.

Quais os destinos mais procurados no verão italiano? (cliquem também nos links dos títulos 1, 2 e 3, para verem mais opções).

1 – Praias:

A Liguria é a região escolhida para quem mora mais ao norte. Não tem praias de areia clara, mas têm um mar límpido e de um azul incrível. Destino certo: Cinque Terre. São elas: Monterosso, Vernazza, Corniglia, Manarola e Riomaggiore.

Fica numa região muito peculiar na Liguria. Terreno acidentado, pequenos borgos na costa, um mar azul que não tem igual! Reserva ambiental e patrimônio mundial pela UNESCO. Bellíssima!

Monterosso

Monterosso

A Toscana também tem belas praias, como a Biodola em Portoferraio.

biodola

Biodola

A Emília-Romagna também é destino certeiro no verão. Na famosa Rimini, com longa faixa de areia, águas claras e tranquilas.

Rimini

Rimini

Claro, tem muito mais, praias bonitas é que não faltam, na Campania, Sardegna, Sicilia, Bari…  Tantas belezas!

Cala Mariolu - Sardegna

Cala Mariolu – Sardegna

2 – Lagos

Há claro, quem prefira os lagos. O Lago di Como e o Lago di Garda são os mais famosos. Com diversas cidadezinhas charmosas e “prainhas” para curtir o sol do verão.

Lago di Garda - Castelletto di Brenzone

Lago di Garda – Castelletto di Brenzone

3 – Montanhas ou campos

Há quem prefira fugir do calor e da multidão e se refugiar nas montanhas ou nas casas de campo. Para quem gosta de natureza e esportes de montanha é uma ótima pedida.

Alpe di Siusi - Alto Adige

Alpe di Siusi – Alto Adige

Há opções para todos!

Quantos lugares lindos nesta terra!

Viva o verão italiano!

 

Baci a tutti!

 

A primeira Copa do Mundo longe do Brasil

15/07/2014

EUA

Renata Kotscho Velloso
San Francisco, EUA

 

Pois é, essa foi a primeira copa do mundo realizada no Brasil desde que eu nasci. Coincidentemente também foi a primeira copa do mundo que eu passo fora do Brasil. Ai que achei que seria interessante compartilhar essa experiência com os leitores aqui do Brasil com z.

Eu moro na California. Aqui até uma semana antes do início da copa não ouvi, ou li qualquer palavra sobre o assunto, mas as coisas foram mudando… Começou pelos estrangeiros. Nessa região do vale do silício perto de São Francisco coisa rara é encontrar um americano tipo “quatrocentão” . Tem muito imigrante ou filho de imigrante. Chineses, indianos, russos, mexicanos, gregos, italianos e claro, brasileiros (notadamente goianos) tem de tudo por aqui.

E ai que a copa do mundo, que sempre para mim era um momento de um time só, todo mundo na “mesma corrente pra frente” virou uma coisa mais de rivalidade. Cada um defendendo e torcendo para a sua própria seleção, tirando sarro um do outro. Mais engraçado ainda é que aqui não há rivalidade local nos outros esportes. Todo mundo torce basicamente para o mesmo time de basquete, beisebol ou futebol americano, respectivamente Warriors, Giants e 49ers, que são os clubes da região.

Nessa rivalidade eu estava por cima. Rola um respeito estrangeiro pelo futebol brasileiro. Era como se tivessem discutindo o basquete olímpico e de repente chegasse um americano, ou quase isso. Quase, porque futebol, como sabemos, é o mais imprevisível dos esportes. Favoritos podem cair na primeira rodada, vide o que aconteceu com a espanha. Nessa imprevisibilidade em que nem sempre o melhor ganha, pesa a tradição da camisa. Se não temos a menor ideia de quem vai ganhar, melhor respeitar quem já ganhou mais. 10402081_10201768291803848_1753561356146001237_n Os americanos que antes estavam de fora foram entrando na copa aos poucos, embalados pela bom começo da seleção americana e com o fiasco de Portugal, apontado como segundo lugar quase certo no grupos dos EUA. Sempre o quase…

Ai que viramos especialistas. O americano típico não tem noção mesmo de futebol. As perguntas eram as mais básicas: Quantos tempos são? O jogo não pára nunca? Como assim se empatar está ótimo e pode até perder que tudo bem também? E se ninguém marcar um gol, tipo…nunca? E foram se empolgando na base do “eu acredito”.

A rivalidade porém sempre fico na brincadeira leve. Mesmo no jogo contra o México onde eu estava praticamente na casa do adversário o clima era de confraternização e alegria. E mesmo jogando mal, o Brasil foi caminhando…e o respeito meio que só aumentava. Era uma coisa tipo “eles devem saber o que estão fazendo”.

E ai veio o final que já conhecemos. E eu estava preparada para muita tiração de sarro. Afinal não é todo dia que um favorito perde de 7×1 (ai…ainda não acredito). Nós brasileiros levamos na gozação. Bom, pelo menos grande parte da nossa torcida levou esse massacre no bom humor. É a nossa forma de lidar com o luto. Piada de enterro para ajudar a assimilar o clima pesado. Acho que até é esse explicação psicológica que eu vejo para o “apagão” após o segundo gol da Alemanha. Já que não conseguiremos superar outra tragédia, vamos transformar esse jogo numa comédia. E assim foi. Muitos memes maravilhosos surgiram e acho que nunca ri tanto depois de um jogo.

O pessoal daqui, por outro lado, não viu dessa maneira. Ninguém veio tirar sarro. As pessoas olhavam para gente com uma cara de pena, como se a gente tivesse perdido não um jogo, mas alguém querido.

E mais, todos se sentiam perdedores. Perdedores do espetáculo. Torcedores de futebol antigos e recém contaminados pela magia do futebol ninguém gostou de ver o vexame do futebol brasileiro. Ninguém gosta de ver o fracasso de um mito, ainda mais de um mito querido e simpático.

Mas ai que já passou…e como fizeram todos os outros torcedores cujos times foram caindo fora, tenho que escolher o meu favorito. Então sou Alemanha. Desde antes de começar a copa, já achava que era a Alemanha que estava jogando o futebol mais bonito. Quem diria…e fica essa lição se eles conseguiram mudar o futebol deles, nós também conseguiremos mudar o nosso. Se quisermos, é claro.

Renata Kotscho Velloso é médica, mãe e maluca não necessariamente nessa ordem. Mora em San Francisco na California com o marido e suas 3 filhas. Escreve no seu blog, dando dicas de beleza e saúde baseadas na ciência. Quem quiser acompanhar as viagens da família pode assinar o canal do youtube.

Califórnia: dicas de viagem

03/06/2014

IMG_2200Olá leitores do Brasil com Z, eu sou a Renata, moro em San Francisco e nesse meu primeiro post para o blog eu vou aproveitar para cumprir uma promessa. Um amigo querido me pediu dicas para uma viagem que ele fará em breve pela Califórnia. Ai eu pensei que ao invés de eu mandar um e-mail só para ele seria muito mais legal eu escrever um post, todo mundo aproveita a informação e fica mais democrático. Espero que gostem!

Eu moro na região de San Francisco com meu marido e minhas 3 filhas faz 3 anos e nesse período a gente já viajou bastante, aproveitamos cada minuto de tempo livre para conhecermos mais esse lugar lindo. As possibilidades são infinitas, mas o melhor da Califórnia é a natureza e a comida. Se o seu objetivo é fazer compras não compensa vir pra cá, Miami é mais perto, né?

O californiano típico gosta de viver ao ar livre, fazer longos passeios a pé e comer comida saudável. Então as minhas dicas serão mais focadas nesses aspectos da via por aqui.

1) Região de San Francisco: A região de San Francisco é caracterizada pelas grandes empresas de tecnologia que ficam no Vale do Silício ao sul da cidade. Isso significa uma população jovem e moderna. O passeio mais tradicional na cidade é alugar uma bicicleta no Fisherman’s Warf e sair pedalando até passar pela Golden Gate e chegar na cidade de Sausalito, de lá dá pra pegar a balsa e voltar para perto do ponto de partida.  Outro lugar que eu amo nesta região chama Muir Woods, também fica ao norte, após a Golden Gate. É nesse lugar que você poderá ver as Redwoods, as árvores gigantes.  A versão mais recente do filme Planeta dos Macacos foi filmado em San Francisco e os símios concordam comigo que esse lugar é maravilhoso. Vale muito a visita! Um passeio a San Francisco também não é completo sem ir até Alcatraz, a famosa ilha-presídio. O tour é bem interessante mas é preciso reservar com antecedência de mais ou menos uma semana. Para quem gosta de ciências ou viaja com crianças dois passeios muito bacanas são Exploratorium e a Academy of Science, lugares que aliam conhecimento e diversão! Em termos culturais o balé da cidade é um dos melhores do mundo e você poderá encontrar vários bares de blues e jazz por San Francisco. Outro programa típico da cidade é o piquenique. Vá ao Ferry Building e compre muitos quitutes e leve para comer em algum dos parques da cidade. Um dos meus preferidos é a  Alamo Square onde você pode ver as painted ladies, casinhas coloridas construídas na época Vitoriana que também são símbolo dessa cidade linda!

2) Napa Valley: Quem gosta de vinho e comida boa não pode deixar e visitar a região do Napa Valley. A região fica a cerca de 2 horas ao norte de San Francisco. A cidade mais interessante da região é Yountville onde ficam os restaurantes do chef Thomas Keller e vários outros que servem refeições deliciosas. Difícil errar em termos de comida por ali. Vale a pena se hospedar em alguns dos muitos hotéis da região porque com isso você consegue desconto na degustação de várias vinícolas que são abertas para visitação. Uma das mais famosas é a Vinicola do Francis Ford Copolla que fica em Gerserville. Se for no verão, faça reserva e leve roupa de banho para aproveitar os deliciosos vinhos a beira da piscina. Outra alternativa em Napa é pegar o trem do vinho ou para os mais aventureiros que não se importam de acordar super cedo, sobrevoar a área de balão.

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Napa Valley

3) Big Sur: Esse é o nome da região cortado pela highway 1, que liga San Francisco a Los Angeles, pela costa. É um passeio longo, que pode ser cansativo, mas com paisagens deslumbrantes! A parte mais bonita do trajeto fica entre Monterrey e San Luis Obispo. Vale a pena alugar um carro e conhecer essa região.

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Big Sur

4) Lake Tahoe: Esse lago fica na serra nevada e é o lugar preferido dos californianos que gostam de esquiar. Existem vários resorts na região com diferentes preços e atrações. Eu gostei muito do Northstar, com pistas todos os níveis de esquiadores, ringue de patinação no gelo e algumas opções razoáveis de alimentação. O lugar é lindo e as paisagens nevadas são deslumbrantes.

5) Yosemite: Todo californiano que se preza já fez uma visita a esse que é um dos parques nacionais mais antigos dos EUA. Nós brasileiros não temos muito costume de visitar esse tipo de parque (o que é uma pena pois existem lugares lindos no Brasil como a Serra da Canastra e a Chapada dos Guimarães, por exemplo) então eu não entendia muito a graça e ir tão longe para ver uma floresta. Essa dúvida virá pó assim que você chega no “tunnel view” e de depara com a paisagem natural mais espetacular que eu já vi na vida (sorry Rio de Janeiro, você também é lindo). Nós levamos papel tipo tela e tinta guache e passamos ali  um dos melhores dias de todos os tempo pintando com as crianças e fazendo piquenique. Torça o nariz, mas vá!

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Yosemite

6) Los Angeles e San Diego: Eu sei que nem todo mundo vai concordar comigo. Mas eu sinceramente acho que não vale tanto a pena visitar essas cidades. As principais atrações são os parques Disney, Universal, Sea World e afins, todos em versões bem menores e menos interessantes do que os seus correspondentes na Florida. Mas se você estiver em Los Angeles não custa nada visitar o morro de Hollywood e a calçada da fama. Eu não achei grandes coisas, mas é questão de gosto. Pra mim, trânsito a gente pega em São Paulo.

Esses são os lugares mais conhecidos da Califórnia. Se você estiver com mais tempo ou tiver o espírito mais aventureiro tem alguns outros lugares que eu acho que valem muito a visita.

1) Mono Lake: Esse lago fica ao leste da Serra Nevada. Se você for ao Lake Tahoe dá para dar uma esticada até Mono Lake que fica do outro lados das montanhas. A grande atração desse lugar são as tufas, formações minerais de milhares de anos que também são encontradas na superfície de marte! E sim, parece mesmo paisagem de um outro planeta. Na região também existem várias fontes de água térmica que valem a visita.

2) Death Valley: O nome é sugestivo “Vale da Morte”, para o ponto mais baixo, mais seco e mais quente dos EUA. Muito quente! Mas a paisagem também é daquelas que você não vai ver em nenhum outro lugar do mundo. O Devil’s golf course por exemplo (ou Campo de Golfe do Diabo) é um lago de sal que é tão bonito quanto inóspito. Para os aventureiros que pensam em ir de carro da Califórnia até Las Vegas é uma parada no mínimo interessante. Eu não voltaria, mas gostei de ter estado lá.

Badwater Basin (ponto mais baixo dos EUA, lado de sal)

Death Valley

3) Sequoia e Kings Canyon: Esse é outro passeio que pode ficar entre a Califórnia e Las Vegas dependendo do caminho que você quiser pegar.  Lá você também encontrará as árvores gigantes.  As Redwoods que ficam mais ao norte da Califórnia são mais altas, mas as Sequoias são mais largas. Tem uma com o tronco tão grande que dá para passar com o carro dentro! Muitas trilhas e paisagens lindas por esse lugar também.

4) Deserto Mojave: É um outro deserto que fica perto de Nevada. O grande destaque do lugar são as Joshua Trees, as árvores típicas da região. O por do Sol, as dunas de areia e o céu super estrelado também são famosos. Se você for aventureiro mesmo, vale a pena acampar por ali. Mas eu ainda não cheguei nesse nível de “californiamento”.

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Deserto Mojave

Ufa acho que esses são os principais lugares para se visitar por aqui. Quem quiser fazer perguntas a caixa de comentários está ai pra isso! Fiquem a vontade!

Renata Kotscho Velloso é médica, mãe e maluca não necessariamente nessa ordem. Mora em San Francisco na California com o marido e suas 3 filhas. É autora do Bulle de Beaute dando dicas de beleza e saúde baseadas na ciência. Quem quiser acompanhar as viagens da família pode assinar o canal do youtube Home Sweet World

Os políticos na mira do ódio popular

24/05/2014
tags:

bz_espanha

Edu
A Coruña, Espanha

 

 

35545715--644x362Há duas semanas, uma das políticas mais importantes da província de Castilla-León foi executada friamente com três tiros em pleno centro de León, às cinco da tarde.

Como este tipo de crime não é comum na Espanha, a primeira hipótese foi a de um atentado terrorista do ETA, afinal a vitima era Isabel Carrasco, uma das mais influentes integrantes do PP na região, partido de direita muito visado pelos terroristas. Entretanto, faz tempo que o ETA vem emitindo sinais de abandonar a luta armada e de fato há anos que não se tem noticia de um atentado no país, o que deixou a policia ainda mais intrigada. Mas o crime foi esclarecido no mesmo dia: a politica, na verdade, havia sido vitima de uma vingança pessoal, praticada por duas mulheres – mãe e filha – cujas carreiras, profissional e politica – haviam sido prejudicadas pela politica assassinada.

Este post não é para falar especificamente sobre este crime, mas sobre a repercussão dele nas redes sociais. Em pouco tempo uma avalanche de tweets e comentários no Facebook se apoderou da rede com comentários a favor das assassinas, fato que gerou muita controvérsia. Foram muitos os tweets dizendo que Isabel Carrasco mereceu ter sido morta e que muitos outros políticos deveriam sofrer o mesmo destino. Este ódio é um claro reflexo da péssima impressão que a população tem em relação a classe politica que comanda o país, muitos integrantes da elite empresarial. Muitos culpam a alta taxa de desemprego, os despejos e os cortes sociais na má administração pública.

A economia espanhola vem melhorando gradualmente, isso é fato, porém para isso foi necessário pôr em prática diversas medidas impopulares, como cortes no orçamento de saúde e educação. Enquanto os principais partidos espanhóis, PP e PSOE, se acusam mutuamente pela crise que se instalou no país, a desigualdade social aumenta gradativamente , junto com a indignação da população.

O assassinato de Isabel Carrasco, apesar de ter sido produto de uma vingança social, reflete o estado de nervos dos cidadãos, cansados de falsas promessas.

Top 5 – Por que é bom morar na Itália?

22/05/2014

bz_italiaCarla
Roma, Itália
 

Já que dizem que o pior da Itália são os italianos, então o que é o melhor da Itália???

Ou melhor, por que é bom morar na Itália??

Hummmm…

Secondo me, o melhor da Itália é em primeiro lugar, sem dúvida, a culinária!! (gulosa!!!rs)

Não só os pratos, mas também os ingredientes (azeite, vinagre, queijos, presuntos, salames, leite, iogurte, as massas, os temperos, as hortaliças, verduras e frutas de cada época, huuuuuuummmmm).

Ô Dio! Só gostosuras! E como custa pouco comer bem por aqui! Difícil é manter o peso ideal. :)

 

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Baixa desigualdade social.

Salários justos, preços justos, a maioria consegue viver bem com um salário mínimo. E a maioria ganha dentro de uma mesma faixa de salário.

Se consegue comer bem, ter moradia, carro, saúde e educação e ainda viajar nas férias (A crise afetou um pouco isso, mas quem tem um emprego continua bem).

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O clima, mais precisamente a percepção da passagem de todas as estações do ano (claro, vai depender de onde morar também).

As tons avermelhados do outono, a diversidade de cores na primavera, o calor do verão, a neve do inverno.

stagioni

A geografia do país. Montanhas, planícies, vales, colinas, rios, lagos e  praias. Se tem de tudo em uma área pequena.

Boa parte da Itália é reserva natural. Além de ser muito valorizado o lazer, como praças e parques.

Incluo neste item também toda a parte histórica do país. A Itália tem muita coisa que é patrimônio da humanidade.

 

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Qualidade de vida!

Que no fim é uma soma de tudo. :)

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O pior da Itália? Hum… Isso fica pra uma próxima vez!

Arrivederci!

 

 

Colunista Convidada: Jane em Amsterdam

15/05/2014

Como foi prometido, aqui segue o post da Jane sobre Amsterdam. A Jane é engenheira química de São Paulo e retomou recentemente seu blog pessoal Mulheres Impossíveis (wordpress). Passe lá para ver suas dicas de viagem sozinha por Paris.

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A melhor definição da cidade quem fez foi minha amiga e guia particular Anita: Amsterdam é muito fotogênica! Realmente, a cidade é linda e inspiradora. Fora que têm vários Brads Pitts circulando por todos os lados, a pé, de bicicleta, atrás dos balcões, uma festa de beleza.

Jane 1

Falando em bicicletas, elas também estão por toda a parte, tirando finas de pedestres aéreos (e como não ficar aéreo num lugar como Amsterdam?), buzinando e falando palavras incompreensíveis. Na frente do nosso hotel o estacionamento de bicicletas estava espantosamente lotado, isso porque o Ibis que eu e minha amiga, a Gris,  nos hospedamos fica no melhor local possível: colado na Estação Central.

Ficamos no Ibis Amsterdam Centre, por três noites, de sexta a domingo.  Eu achei o serviço excelente e honesto, além da localização perfeita. De contra tinha o fato de não ter café da manhã incluído na diária, o que pode ser facilmente resolvido na própria Estação Central, onde existem vários locais para tomar café, incluindo uma Starbucks para o caso de bater  aquela saudade do jeito americano de viver. Para os mais liberais, pode-se tomar uma cerveja as 8 da manhã, sem preconceito.

Quando saímos da Estação Central sexta no fim da tarde já demos de cara com a Anita, o que foi uma sorte, já que qualquer palavra em holandês tem umas dez consoantes (mas o inglês é facilmente falado e entendido, ufa! ). Vale registrar que não eu sabia sequer onde ficava a saída quando desembarquei do trem simplesmente por não compreender uma única e básica palavra: uitgang.

Tínhamos saído de Paris no fim do dia e chegamos em Amsterdam na tal Estação Central em torno de 20 horas, de trem (fica a dica: viajar de trem na Europa, super prático). Depois de fazer o check in no hotel  saímos para jantar, num restaurante delicioso, chamado Humphrey’s (até que esse nome não tem tanta consoante, tremas e demais  símbolos). Adorei a comida: saborosa, quente e o lugar muito aconchegante, com paredes escuras.  Todos os requisitos atendidos! Como paulistana da gema devo  admitir que não há muita novidade culinária para mim, não comi nada diferentaço. Mas o jeito de servir, as combinações, o astral do restaurante, foram deliciosas descobertas.

O dia seguinte foi recheado de passeios a pé (e um pouquinho de  barco) entre as encantadoras ruas de Amsterdam. Eram tantas consoantes que jamais lembrarei o nome de todos os lugares que  visitamos. Mas a Ana fez um post no Greetings from Holland (blogspot), que pode dar uma ajudinha.

Primeiro a partir da Estação Central pegamos a Damrak e a Anita apontou para uma loja de departamentos chic, a Bijenkorf. Fomos até a praça do Dam e a Nieuwe Kerk (Igreja Nova) onde havia uma exposição. Mas já que esse sábado era para dar uma geral na cidade e andar muito, passamos só na lojinha da Igreja, onde compramos artigos de papelaria lindos, com flores e tulipas. Numa rua paralela à Damrak visitmaos o shopping Magna Plaza e fizemos umas fotos do hall, divino com muitas colunas. Pegamos a Kalverstraat e e depois na praça Spui passeamos por Begijnhof. Veja mais fotos da Begijnhof no blog da Anita.

Jane 2Minha guia favorita.

Saindo da Begijnhof continuamos na Kalverstraat e chegamos a praça Munt. Dica: visitar uma lojinha  de porcelana Delft (há duas) na praça Munt. Você já está com o mercado flutuante de flores debaixo do seu nariz. Sementes, bulbos, flores, artigos de jardinagem…  Nas lojinhas ao lado do mercado de flores degustei tudo que foi queijo e  mostarda disponíveis  (com mel, com cranberry, etc.). Cada potinho por volta de 6 ou 8 euros… eu achei caro. Como alternativa a Ana nos levou e  a um supermercado (Albert Heijn) na esquina do mercado de flores para comprar água e uma mostarda holandesa em pasta: 1 pote por apenas 1 euro !

Nós já estávamos muito cansadas nesse ponto e decidimos tomar um bonde na porta do supermercado que passaria pelos famosos anéis de canais e chegaria ao bairro dos museus.Podia ser o tram número 2 ou o número 5,  e logo chegaram.  Tivemos passeio pelo Museu Van Gogh, localizado nessa  encantadora ruazinha da foto abaixo. Lindo museu com uma lojinha que olha …. suspiros.

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Depois da visita ao Van Gogh decidimos ir comer um sanduíche e tomar umas cervejas holandesas e belgas num restaurante envidraçado (se chama “Cobra Café”, acho)  na Praça dos Museus (Museum Plein) onde o marido da Ana se juntou a nós.  Depois de andar tanto, ver tanta coisa e ter comido e bebido era hora de fazer um tour pelos canais de Amsterdam. Escolhemos um perto do Vondelpark / Stadhouderskade e tínhamos duas opções: o tour de 1h30 (por 18 euros) ou o de 1h (por 15 euros). O solzinho começou a sair e fomos fazer o tour de 1hora. Vale a pena para ter uma noção panorâmica da cidade – ele foi até o mar interior da Holanda (o “IJ”)  que fica atrás da Estação Central e depois voltou para perto do Vondelpark.

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Jane os barcos navegam por esses canaisOs barcos navegam por esses canais.

Depois fomos para o lugar mais óbvio para terminar a noite: procurar algum restaurante bom-bonito-barato na Leidseplein – um dos pontos principais de diversão em Amsterdam. Conseguimos um restaurante de tapas espanholas (Granada) com serviço meio confuso, mas precinho muito bom.

No domingo fomos de carro até um local chamado Zaanse Schans (repita se for capaz), que eu – acho – que fica numa village (que eu também não sei direito se equivale a um bairro, distrito, município etc.) . Ou seja, só sei o nome do local e sei que é lindo, lindo, lindo.

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Na entrada do Zaanse Schans, muitos narcisos brancos.

(obs.: a Jane aqui se refere ao Zaanse Schans que é uma village histórica muito bem preservada e pontilhada de algumas fazenda, moinhos e museus. As lojas são grandes e vendem queijos, peles, porcelanas, tamancos, suvenires. É possível, claro, chegar ao Zaanse Schans de ônibus. O 391 sai da Estação Central de Amsterdam e passa lá. A passagem deve custar uns 2,50 euros. Eu já fiz umas três postagens sobre o Zaanse Schans, basta procurar no meu blog. Osite oficial em inglês é: http://www.dezaanseschans.nl/en/)

Jane 7 Brad Pitt que faz tamanco

Brad Pitt que faz tamanco. 

No dia de ir embora (embora para Paris, ai que rica!), durante a manhã fiquei andando pela cidade. E é isso que se vê em Amsterdam,  assim, meio sem compromisso:

Jane Becos ou ruazinhas lindasBecos ou ruzinhas lindas

Jane Ruazinhas e bicletas por todos os ladosBicicletas para todos os lados.

Comprei umas camisetas na Mark Raven (http://markraven.nl/main.html) e almocei no Magik, ao lado da Bijenkorf. A loja Mark Raven  tem um estilo muito bonito, com desenhos bastante diferentes nas estampas. O atendimento também é diferenciado, ganhei um jogo de “bolachas” para copos com as ilustrações e um folder em – pasmem – português. Sou a rainha do souvenir mas se der para fugir das camisetas basiconas melhor ainda.

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E foram assim meus três dias em Amsterdam. Eu sei que não trouxe muitas dicas, mas com certeza mostrei fotos que facilmente farão todo mundo incluir visitar essa cidade na sua próxima lista de desejos. Agradeço a minha perfect hostess por ter me apresentado tanto encanto !

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(Todas as fotos desse post foram feitas pela Jane Murback.)

 

Colunista Convidada: Jane Murback

02/05/2014

A Jane Murback do blog que virou purpurina  Mulheres Impossíveis esteve recentemente em Paris e Amsterdam e aceitou graciosamente colaborar aqui com a agente passando dicas de viagem para os leitores do Brasil com Z.  Abaixo, o post introdutório da Janoca (que ela chama de “post número 0″) sobre o sonho de viajar pela primeira vez para a Europa. A Jane está no momento preparando mais outros textos, aguardem !

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Estimados leitores do Brasil com Z: depois de anos sem blogar acho que esse é um bom, não,  um ótimo na verdade “O” Motivo para voltar a postar: contar sobre minha viagem à Paris!

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Também fui à Amsterdam e me encontrei com a Anita, do blog Greetings from Holland, que não só me encorajou a escrever como me convidou para colaborar com o Brazil com Z . Então, vamos lá !

Passada a fase de definição de datas e compra das passagens de ida e volta (evidente que  comprar com antecedência garante melhores tarifas), a providência seguinte foi fazer  uma macro programação, ou seja, definir em linha gerais os locais que eu queria muito conhecer e que seriam os pontos centrais dos meus passeios.

Importante esclarecer que eu estava passeando sozinha (embora estivesse hospedada com  uma amiga que tinha outros objetivos) o que me deu total liberdade para poder, inclusive, dar umas “cabeçadas”. Aliás, dar cabeçada em Paris é uma ótima oportunidade de descobrir lindezas em série, mudar de percurso, ver uma novidade atrás da outra …. não tem erro.

Defini a seguinte programação para Paris:

- Torre Eiffel;

- Avenue des Champs-Élysées;

- Catedral de Notre Dame;

- Sacre Coeur / Montmartre;

- Versailles

- Louvre

Em Amsterdam tinha 3 dias inteiros e deixei a Anita encarregada de programar minhas andanças e não me arrependi, ao contrário, foi a melhor escolha!

Para mim, que sou presidente a Associação dos Neuróticos de Carteirinha, a programação é tão importante quanto a própria viagem, assim como o orçamento. Sabendo em linhas gerais o que eu queria, foi possível programar meus gastos por uma razão objetiva: levei dinheiro vivo.

Vale a pena considerar que as compras internacionais estão sendo taxadas pelo nosso amado governo em 6,38% tanto nas compras a crédito quanto nas compras a débito. Ou seja, usar  cartão é muito caro. Sabendo-se que o Euro custava R$ 3,40 quando eu fui viajar, preferi  economizar e não usar o cartão de crédito. A desvantagem de não usar cartão, além do risco de ser roubado, perder a grana ou outra tragédia, é que não se pode comprar no Brasil as entradas, ingressos, passagens etc, o que traria ganho de tempo e uma possível economia.

Mas espera aí … esse post era sobre sonho e não sobre dinheiro.

Eu “funciono” melhor quando tenho um certo domínio sobre o que vou executar, gosto de mapas, de planos, de saber meus passos com antecedência. De problema concreto eu tinha o fato de não saber falar uma única palavra em francês. E o que era um problema concreto se revelou num medo infundado, já que os franceses falam inglês e até preferem falar inglês do que um francês meia boca. Bastam um bonjour e um sorrisinho sem graça.

Então, voltando ao que realmente importa: peguei uma revista sobre Paris, um monte de guias, outro tanto de dicas de amigos e comecei a formar na minha cabeça a viagem que, com certeza, seria lindamente inesquecível.

Ah, se minha programação deu certo? Conto nos próximos posts.  Mas adianto que sim –  ou quase.

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Jane Murback: viajando sozinha e fazendo selfies. 

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