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Dez hábitos que eu aprendi morando no Vale do Silício e que mudaram a minha vida!

10/10/2014

EUARenata Kotscho Velloso
San Francisco, EUA
 

Atenção: esse não é um artigo sobre como a vida nos Estados Unidos é maravilhosa e no Brasil é uma porcaria ou vice versa. É sobre coisas que eu aprendi morando aqui. Obviamente também poderia escrever um artigo com 10 coisas que os Estados Unidos poderiam aprender com o Brasil, alias certamente bem mais do que 10. É uma ideia para um próximo post meu para o Brasil com Z.

Eu, meu marido e nossas 3 filhas nos mudamos para Califórnia faz 3 anos. Meu marido trabalhava no Google no Brasil e foi transferido para sede do YouTube aqui na região de São Francisco onde moramos desde 2011. Estamos amando a experiência e aprendemos muitas coisas desde que chegamos aqui.

           1. Escola pública de qualidade é possível

Nossas 3 filhas frequentam a escola pública aqui no Vale do Silício, algo que nunca passou pela nossa cabeça em São Paulo. As escolas públicas onde moramos são de excelente qualidade. Mas isso não é mérito apenas no governo. A comunidade abraçou as escolas e os pais são responsáveis por 20% do orçamento de educação da cidade. Além disso, todos os pais (todos mesmo!) participam do ensino dos filhos, atuando como voluntários na sala de aula ou na associação de pais. Eu por exemplo sou responsável pelas aulas de artes no terceiro ano, classe da minha filha caçula.

Aula de artes

Aula de artes

          2. Uma alimentação saudável faz você se sentir melhor

Vocês imaginariam que alguém iria aprender isso logo nos EUA? Mas a Califórnia é o estado mais geração saúde do país. Difícil você ir num restaurante aqui e não encontrar suco de couve no cardápio! Exageros a parte a verdade é que a nossa alimentação mudou para muito melhor aqui. Hoje damos muito mais valor para alimentos reais, de preferência orgânicos e fugimos o máximo dos industrializados. Com isso a saúde da família toda melhorou e para nossa surpresa não nos sentidos restringidos e sim com muito mais energia. Ah outra coisa é que aqui quase ninguém fuma o que ajudou o marido a largar o cigarro.

          3. Todo mundo pode ser útil

Trabalho voluntário aqui é incentivado desde os primeiros anos na escola e vai até bem depois da aposentadoria. A partir do sexto anos os alunos tem que cumprir horas mínimas de trabalho voluntário na cidade. Cada um pode escolher a sua causa e oportunidades não faltam. Nós trabalhamos na horta comunitária e doamos os alimentos que produzimos para um abrigo. É muito importante as crianças aprenderem desde cedo o quanto são privilegiadas e que podem contribuir para uma sociedade melhor e mais igualitária.

alimentação saudável da própria horta

alimentação saudável da própria horta

          4.Experiência são mais legais do que coisas

Foi aqui no Vale do Silício que fomos apresentados a filosofia minimalista. Resumidamente a ideia é você não ter nada na sua casa que não seja útil ou muito bonito. Parece simples, mas quando você começa a “destralhar” a vida é que percebe quanta coisa inútil e feia consegue acumular. Nessa filosofia temos privilegiado muito mais as experiência e muito menos o consumo. Preferimos gastar o nosso dinheiro em viagens, bons restaurantes, passeios legais e shows do que consumindo porcaria.

          5. Equilíbrio entre trabalho e vida pessoal é fundamental

A cultura das empresas aqui do vale do silício favorece que as pessoas tenham uma vida fora do trabalho. Todo mundo tem metas para cumprir, claro, mas ninguém é obrigado e ficar fazendo cera no serviço para parecer ocupado. Isso nem é valorizado. A pessoa aqui é considerada eficiente se ela consegue cumprir os seus objetivos dentro do horário normal que é das 9 as 5. Você também pode trabalhar de casa, resolver nadar na piscina do prédio no meio da tarde e ninguém vai olhar feio se precisar sair para levar sua filha ao médico. Como o serviço doméstico aqui é muito caro ninguém tem empregada todo dia e muito menos que dorme no emprego. Então quem tem filho nunca vai chegar do trabalho 9 da noite em casa, muito menos fazer disso uma rotina.

          6. Dá pra fazer quase tudo pelo celular

Estamos no centro das inovações da internet e isso facilita muito a vida. Quase tudo que eu compro é pelo celular. Reserva de restaurante, cinema, passeio, idem. Médico também dá pra agendar no celular, até serviço de emergência! Você espera em casa e consegue ver em tempo real quanto tempo levará para ser atendido e programar a sua chegada no hospital (claro se não for algo muito grave). Ver o Google self drive car (o carro que dirige sozinho, sem motorista) andando pelas ruas também é muito divertido! Viver nesse caldeirão de inovações é uma experiência única para as crianças e todo mundo é estimulado a colocar as suas ideias em prática. Minha filha de 10 anos por exemplo está aprendendo a programar e nesse verão fará um curso de criação de aplicativos para celular.

          7.É muito legal ser turista na sua própria cidade

Como a gente está morando longe muita gente vem visitar e com isso acabamos levando as pessoas para conhecer os pontos turísticos da cidade e fomos aprendendo que isso pode ser muito divertido. Hoje, mesmo quando não tem gente visitando nós olhamos os guias ou os sites e saímos para fazer passeios “de turista” na cidade. É engraçado como muita gente perde essa oportunidade. Meu marido por exemplo morou quase 5 anos no Rio de Janeiro e nunca tinha ido nem ao Cristo Redentor nem ao Pão de Açúcar. A gente tem a ideia que precisa viajar para conhecer lugares novos enquanto tem um monte de gente viajando para conhecer a cidade onde a gente mora e que nós não conhecemos por pura preguiça e falta de hábito.

          8.Uma comunidade que se apoia faz muita diferença na vida

Nós moramos em uma cidade pequena de 10 mil habitante. A comunidade tem um site (sempre a internet!) em que as pessoas se ajudam o tempo todo. Por exemplo quando quebrei o pé e precisava de uma muleta. Ao invés de comprar pedi emprestado na comunidade e consegui uma em menos de 5 minutos! Carrinho e cadeira de carro para os meus sobrinhos pequenos que estavam vindo visitar? Emprestado da comunidade. Ajuda para organizar a festa de 13 anos da minha filha? Na comunidade consegui 3 alunas colegial que vieram trabalhar de monitora. Dicas sobre o que visitar na Coréia e no Japão? Também perguntei na comunidade e recebi mais de 10 respostas de pessoas que já moraram nesses lugares. Todo mundo se ajudando a gente consome menos e vive bem melhor.

          9.Para se ter sucesso é preciso levar a sério.

Tudo aqui no Vale do Silício é levado a sério e é muito raro você encontrar alguma coisa feita de qualquer jeito. Isso vale para tudo mas no esporte fica mais evidente. Não é por acaso que os EUA papam tudo nas olimpíadas. Primeiro porque educação física é visto como uma matéria tão importante quanto as outras. Se você for fazer um esporte fora da escola então aí é que tudo fica ainda mais a sério. Minha filha de 12 anos jogou uma temporada em um clube de vôlei. Teve noite de assinatura do “contrato” com o time, teve palestra para os pais e atletas com psicólogo com doutorado em Stanford, 2 treinos semanais de quatro horas e dois campeonatos por mês onde, sem exagero, várias centenas de adolescentes jogavam volêi simultaneamente em centros de convenções gigantescos que algumas vezes somavam mais de 30 quadras. Ou seja, o talento é importante, mas o sucesso vem mesmo com muito, muito esforço.

          10. É muito bom quando a sua palavra tem valor

É lindo morar em um lugar em que as pessoas não sabem o que significa “reconhecer firma”. O nosso contrato de aluguel, por exemplo, foi fechado diretamente com os proprietários, por email. Se você precisa trocar alguma mercadoria, basta chegar na loja com o produto não precisa levar a nota, CPF e uma boa desculpa. E o seu dinheiro será reembolsado. Isso mesmo, você não precisa trocar por outra mercadoria. Não gostou, vai na loja e devolve. Se a sua encomenda da Amazon foi extraviada eles te mandam outra. Por exemplo, meu pai comprou um Kindle quando veio me visitar e o Fedex entregou o produto na casa do vizinho, que estava viajando. Eu contatei a Amazon e disse que apesar de estar escrito que o pedido tinha sido entregue eu não tinha recebido. Me mandaram um outro em 2 dias! Quando o vizinho chegou ele me entregou a encomenda e eu devolvi, obviamente. O sistema funcionou tão que eu jamais iria querer me sentir a laranja podre no meio de tanta confiança.

Bio:

Renata Velloso é autora do Bulle de Beauté onde presta consultoria individual e em grupo para quem quer ter uma pele bonita e saudável para a vida toda. Ela também é responsável pelo projeto Doctors on the Cloud onde ensina médicos a se tornarem nômades digitais ou desenvolverem projetos que possibilite mais liberdade na carreira.

Ricos, felizes… e endividados ?

24/09/2014

Duas notícias de cunho financeiro me chamaram a atenção essa semana:

1 – Após a Suíça, EUA e Bélgica a Holanda é o país com um dos povos mais rico do mundo  (fonte: Dutchnews.nl).

O valor médio da riqueza de cada cidadão foi calculado levando em consideração as economias pessoais, investimentos e possessão de propriedade, subtraindo em seguida as dívidas – tais como hipoteca da casa própria. O mais interessante dessa notícia é que “o mundo inteiro ficou mais rico” nos últimos 12 meses (fonte: nltimes.nl). E notícia nem tão nova assim: um povo mais rico tende a ser mais feliz. Os holandeses são sempre listados no top dos povos mais felizes do mundo (fonte: iamspat.nl), também em quarto lugar para ser exato !

2 – Riqueza e felicidade à parte, a imprensa holandesa vem anunciando há algum tempo (pelo menos durante os últimos três anos) que boa parte dos jovens holandeses está endividada.

A Holanda por ser justamente um país tão rico e com tanto subsídios para pesquisa, frequentemente monitora o desenvolvimento da população em diversas áreas (sexualidade, finanças, bem estar social, etc.) . Segundo uma pesquisa feita pelo NIBUD (National Institute for Family Finance Information)  1 em cinco jovens entre 18 e 24 anos já está com dívidas sérias e não tem como pagar seu seguro de saúde ou provedor de telefonia. Vários já tem multas acumuladas e atrasados com impostos. Um quinto dos jovens tem uma dívida de cerca de €2,500, segundo o NIBUD. A pesquisa foi feita com 1,500 jovens entre 12 e 24 anos. Um ponto positivo que resultou da pesquisa foi o fato de grande número de entrevistas declarar que conversam com os pais sobre finaças pelo menos uma vez por mês. “Os pais podem usar de influência para ajudar as crianças a ter os pés no chão sobre suas próprias finanças”, segundo o NIBUD.

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Disse no início que duas notícias me chamaram a atenção, mas devo confessar que me chamaram a atenção como bom mote para escrever um texto. As duas notícias são relativamente velhas para mim. Os holandeses são de fato ricos. Foi aqui que surgiu a primeira multinacional do mundo (a VOC – Companhia das Indias Orientais), e o mercado de ações. A influência inicial da religião calvinista se disseminou em um estilo de vida, que caracteriza a maior parte da população branca holandesa. Não, Jean Calvin não era holandês – mas em nenhum outro lugar do mundo seus ensinamentos morais encontraram solo tão fértil como na Holanda comercial do século XIX (seguido da Suíça e… EUA! Coincidência ? Hummm). Apesar de na fachada ser considerado um dos países mais liberais do mundo, na verdade os holandeses são reservados, resilientes, movidos a mil as regrinhas de comportamento, muito frugais com seus gastos, prósperos e industriosos. Esse comportamento é disseminado por todo país, todas as classes e profissões. Adoram design e teconologia, mas no geral não fazem compras por impulso, buscam sempre uma pechincha, e o mercado de artigos de segunda mão é imenso e dinâmico.

Como então jovens provenientes de uma cultura comedida nos gastos estão a se endividar cada vez mais ? Minhas conclusões pessoais, baseada puramente nas minhas observações são as seguintes:

- Nunca as gerações anteriores estiveram sobre influência da mídia como essa agora que está entre os 12 e 24anos. A TV bombardeia as crianças com bonecas, games, jogos, roupas das stars do Disney Chanel e Nickelodeon.

- Essa geração é “filha” de mães que pela primeira vez entraram no mercado de trabalho. Ao contrário de, por exemplo, a geração do meu marido que tinha estritamente o necessário para o lazer (nem de mais, nem de menos) essa geração de agora pode ter uns “extras”:  férias no exterior (de avião), ter sandálias Birkenstock (€50 o par!), clubinhos de esportes (não apenas o tradicional e barato “judo-dança ou futebol” mas golf, hipismo), aulas de música (não só piano ou violão, mas violino, harpa…). Enfim, o ingresso de mulheres no mercado de trabalho a partir dos anos 70-80 permitiu criar uma geração com mais luxos.

- A venda online de artigos. Fácil, rápido, com descontos e promoções. A Holanda é um país com um marketing bem sofisticado, e as escolas/faculdades de comunicação são de ponta. Há muita promoção, desconto ofertas bem distribuídas ao longo do ano.

- A oferta de trabalhos para jovens. Okay, os salários tem sido reajustados – para baixo-  com frequência na última década e o ritmo de produção é alucinante (rápido, eficiente). Mas um jovem holandês não precisa trabalhar em condições agonizantes como: ajoelhado em campos de tulipas no inverno, fábricas mal ventiladas, etc. Nada disso.

- Há inúmeras opções de lazer só para jovens. Mais bares e restaurantes. Concertos e shows o ano inteiro. Conheço meninas de 11 anos que usam toda a mesada para ir com os pais a show de “One Direction”, em Roterdã. E pais que colocam fotos no FB de filhos indo para o memso show com amiguinhos de… li-mu-si-ne. Oi ? Adolescentes muito classe média-média que usam seus salário em spas, fins de semana com os amigos em capitais européias.

As razões para jovens se endividarem vão obviamente muito além das citadas por mim acima. Atenção: são jovens (até 18 anos) que ainda moram com os pais – e isso me parece alarmante! Afinal esse é um país onde a maoiria das mães  praticamente não usam maquiagem ou esmaltes (apesar da imensa oferta), todos comem muito básico, não pagam empregados ou ajudantes de qualquer tipo, passam as férias em campings, o acesso a bilbiotecas é baratíssimo.  Começo a ver que institutos de apoio à pais e mães começam a divulgar workshops sobre finanças (quando cheguei aqui os cursos eram mais tradicionais: “Como estimular a auto-confiança da criança”, etc.) e as escolas também começam a dar dicas a respeito: nas newsletters pedem mais comedimento durante as festas de aniversário, roupas mais discretas na escola. Até o primeiro ministro holandês volta e meia pede um “retorno dos pais a normas e valores”, o que a imprensa chama de “apelo à necessidade de um neo-calvinismo”.

Eu já bati papo algumas vezes em festinhas sobre gastos infantis, mas não discuto mais. Percebi que a opinião geral dos pais é que se eles tem dinheiro vão dar sim para os filhos tudo que eles queiram.

Eu tenho a opinião que uma criança deve sentir “um pouco de frustração financeira” até conseguir que deseja. Eu fui criada assim: quando precisava de algo (um sapato, por exemplo) isso era discutido com minha mãe e ela falava o prazo que iria levar (“Esse mês não vai dar, dá para você aguentar mais um ou dois meses ? Eu tenho que ver também para seu irmão e sua irmã”). Ou seja; saber que as compras não são automáticas, que os recursos financeiros são obtidos de modo suado. Assim quando minha filha anuncia em voz alta no meio da recepção da escola de dança: “Minha sapatilha de balé está apertada, TEM QUE COMPRAR OUTRA”. Eu aviso que não precisa ser bem assim, num estalar de dedos. Calma aí mocinha, não vou pular na loja Papillon em Amsterdam e pagar uma nota em sapatilhas a cada 6 meses. Nesse caso eu dei uma olhada para ver se podia afrouxar o elástico transversal, eliminá-lo ou colocar outro. A dona da academia olhou na hora e disse: “Compra outra sapatilha não. Eu tenho um saco de elásticos e você escolhe e costura outro, mais frouxo.” A maioria das mães ouvindo concordou que era uma boa idéia e reclamaram como sapatilhas eram caras. Já meu filho vivia comentando que o violão que ele tinha era pequeno, sem recursos – não dava mais. E não dava mesmo. Meu marido procurou, procurou e encontrou um modelo excelente de segunda mão via internet pelo Marktplaats. Quando meu filho quer comprar um brinquedinho durante as férias, avaliamos primeiro esse desejo dele. Comparamos com outros produtos e ele já sabe que vai ter que pagar da mesada dele. Estamos sempre de olho, não é fácil – e fica sempre mais complexo. O melhor mesmo é os pais darem o exemplo pois só aconselhar nem sempre dará resultados.

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Fontes (todas em inglês):

Riqueza e felicidade dos holandeses:

http://www.dutchnews.nl/news/archives/2014/09/the_netherlands_has_fourth_ric.php

http://www.nltimes.nl/2014/09/23/netherlands-fourth-richest-country-world/

http://world.einnews.com/article__detail/225353457?lcode=K2y6e6yjSZ6POb1uTdsK3Q%3D%3D

http://www.iamexpat.nl/read-and-discuss/expat-page/news/netherlands-fourth-happiest-nation

Dívidas dos jovens holandeses:

http://www.dutchnews.nl/news/archives/2014/09/many_youngsters_already_in_deb.php

Holandeses: campeões de dívidas na Eurozone:

http://www.rnw.nl/english/article/dutch-are-rich-debt-laden

Calvinismo:

http://www.expatica.com/nl/news/news_focus/The-Netherlands_-The-_most-Calvinist-nation-in-the-world__14301.html

Eleições 2014: o que fazer se estou no exterior?

12/09/2014

bz_colaboradorGlenda Dimuro
Sevilla, Espanha

 

FOTO_0120090422193619Faltam poucas semanas para as eleições presidenciais no Brasil. Quem mora no exterior há bastante tempo e já faltou a vários pleitos com certeza está familiarizado com o processo. Mas para os novatos, ou até mesmo quem está de viagem, podem surgir algumas dúvidas: o que fazer? Sou obrigado a votar? Quero muito votar, mas não sei como…

Como a gente já sabe, todo e qualquer brasileiro ou brasileira maior de 18 anos e menor de 70 é obrigado a votar. Se não comparecer a sua mesa eleitoral, pelo motivo que for, tem que justificar.

Para você que mora no exterior, o governo diz que o título deve ser transferido para seu novo país de residência. Se vale a pena ou não fazer todo o processo (explicado aqui) é uma escolha pessoal. Em primeiro lugar, a transferência de título deve ser solicitada até 150 dias antes das eleições, depois, nada feito. Segundo, você apenas vota para presidente. Em terceiro lugar, as mesas de votação se encontram em locais onde existem serviços diplomáticos do governo brasileiro e tenham mais de 30 eleitores inscritos. Ou seja, apenas nas capitais e cidades mais importantes. Se você não vive em uma cidade grande, considere ter que fazer uma viagenzinha a cada quatro anos.

Se você transferiu o título mas não pretende/pode ir votar, tem até 60 dias para formalizar a justificativa eleitoral, encaminhando requerimento ao juiz eleitoral, ou seguindo os passos de quem não transferiu o título. A regra é a mesma para quem está de viagem em dia de eleição.

Em qualquer caso, a justificativa eleitoral deve ser apresentada nos 30 dias contados da data do retorno ao Brasil. Ou seja, quando voltar de férias ao nosso país (ou de vez), você deve dar uma passadinha no Tribunal Regional Eleitoral da sua cidade, com seu título de eleitor em mãos e com algum documento que comprove a sua ausência (com uma cópia do passaporte com carimbo de entrada e saída do país visitado ou da passagem que comprove a data de saída e retorno é suficiente). Não é necessário pagar nenhuma multa.

Se por algum acaso você precisar estar “quite” com a Justiça Eleitoral antes de regressar ao Brasil (o caso mais comum é quando se perde o passaporte), poderá comparecer à sede da embaixada ou repartição consular mais próxima, portando documento oficial brasileiro de identificação com foto e o título de eleitor, e entregar o Formulário “Requerimento de Justificativa Eleitoral” preenchido, ou enviar, por via postal, o requerimento ao Cartório Eleitoral do Exterior, em Brasilia.

Aqui está a lista de Embaixadas e Consulados brasileiros no exterior. Mais informações no site doTSE

Destinos certeiros nas férias de verão na Itália

02/08/2014

bz_italiaCarla
Roma, Itália

 

Agosto é o mês oficial das férias de verão!

Todo mundo quer ir viajar, descansar e curtir o mês mais quente do ano.

Quais os destinos mais procurados no verão italiano? (cliquem também nos links dos títulos 1, 2 e 3, para verem mais opções).

1 – Praias:

A Liguria é a região escolhida para quem mora mais ao norte. Não tem praias de areia clara, mas têm um mar límpido e de um azul incrível. Destino certo: Cinque Terre. São elas: Monterosso, Vernazza, Corniglia, Manarola e Riomaggiore.

Fica numa região muito peculiar na Liguria. Terreno acidentado, pequenos borgos na costa, um mar azul que não tem igual! Reserva ambiental e patrimônio mundial pela UNESCO. Bellíssima!

Monterosso

Monterosso

A Toscana também tem belas praias, como a Biodola em Portoferraio.

biodola

Biodola

A Emília-Romagna também é destino certeiro no verão. Na famosa Rimini, com longa faixa de areia, águas claras e tranquilas.

Rimini

Rimini

Claro, tem muito mais, praias bonitas é que não faltam, na Campania, Sardegna, Sicilia, Bari…  Tantas belezas!

Cala Mariolu - Sardegna

Cala Mariolu – Sardegna

2 – Lagos

Há claro, quem prefira os lagos. O Lago di Como e o Lago di Garda são os mais famosos. Com diversas cidadezinhas charmosas e “prainhas” para curtir o sol do verão.

Lago di Garda - Castelletto di Brenzone

Lago di Garda – Castelletto di Brenzone

3 – Montanhas ou campos

Há quem prefira fugir do calor e da multidão e se refugiar nas montanhas ou nas casas de campo. Para quem gosta de natureza e esportes de montanha é uma ótima pedida.

Alpe di Siusi - Alto Adige

Alpe di Siusi – Alto Adige

Há opções para todos!

Quantos lugares lindos nesta terra!

Viva o verão italiano!

 

Baci a tutti!

 

A primeira Copa do Mundo longe do Brasil

15/07/2014

EUA

Renata Kotscho Velloso
San Francisco, EUA

 

Pois é, essa foi a primeira copa do mundo realizada no Brasil desde que eu nasci. Coincidentemente também foi a primeira copa do mundo que eu passo fora do Brasil. Ai que achei que seria interessante compartilhar essa experiência com os leitores aqui do Brasil com z.

Eu moro na California. Aqui até uma semana antes do início da copa não ouvi, ou li qualquer palavra sobre o assunto, mas as coisas foram mudando… Começou pelos estrangeiros. Nessa região do vale do silício perto de São Francisco coisa rara é encontrar um americano tipo “quatrocentão” . Tem muito imigrante ou filho de imigrante. Chineses, indianos, russos, mexicanos, gregos, italianos e claro, brasileiros (notadamente goianos) tem de tudo por aqui.

E ai que a copa do mundo, que sempre para mim era um momento de um time só, todo mundo na “mesma corrente pra frente” virou uma coisa mais de rivalidade. Cada um defendendo e torcendo para a sua própria seleção, tirando sarro um do outro. Mais engraçado ainda é que aqui não há rivalidade local nos outros esportes. Todo mundo torce basicamente para o mesmo time de basquete, beisebol ou futebol americano, respectivamente Warriors, Giants e 49ers, que são os clubes da região.

Nessa rivalidade eu estava por cima. Rola um respeito estrangeiro pelo futebol brasileiro. Era como se tivessem discutindo o basquete olímpico e de repente chegasse um americano, ou quase isso. Quase, porque futebol, como sabemos, é o mais imprevisível dos esportes. Favoritos podem cair na primeira rodada, vide o que aconteceu com a espanha. Nessa imprevisibilidade em que nem sempre o melhor ganha, pesa a tradição da camisa. Se não temos a menor ideia de quem vai ganhar, melhor respeitar quem já ganhou mais. 10402081_10201768291803848_1753561356146001237_n Os americanos que antes estavam de fora foram entrando na copa aos poucos, embalados pela bom começo da seleção americana e com o fiasco de Portugal, apontado como segundo lugar quase certo no grupos dos EUA. Sempre o quase…

Ai que viramos especialistas. O americano típico não tem noção mesmo de futebol. As perguntas eram as mais básicas: Quantos tempos são? O jogo não pára nunca? Como assim se empatar está ótimo e pode até perder que tudo bem também? E se ninguém marcar um gol, tipo…nunca? E foram se empolgando na base do “eu acredito”.

A rivalidade porém sempre fico na brincadeira leve. Mesmo no jogo contra o México onde eu estava praticamente na casa do adversário o clima era de confraternização e alegria. E mesmo jogando mal, o Brasil foi caminhando…e o respeito meio que só aumentava. Era uma coisa tipo “eles devem saber o que estão fazendo”.

E ai veio o final que já conhecemos. E eu estava preparada para muita tiração de sarro. Afinal não é todo dia que um favorito perde de 7×1 (ai…ainda não acredito). Nós brasileiros levamos na gozação. Bom, pelo menos grande parte da nossa torcida levou esse massacre no bom humor. É a nossa forma de lidar com o luto. Piada de enterro para ajudar a assimilar o clima pesado. Acho que até é esse explicação psicológica que eu vejo para o “apagão” após o segundo gol da Alemanha. Já que não conseguiremos superar outra tragédia, vamos transformar esse jogo numa comédia. E assim foi. Muitos memes maravilhosos surgiram e acho que nunca ri tanto depois de um jogo.

O pessoal daqui, por outro lado, não viu dessa maneira. Ninguém veio tirar sarro. As pessoas olhavam para gente com uma cara de pena, como se a gente tivesse perdido não um jogo, mas alguém querido.

E mais, todos se sentiam perdedores. Perdedores do espetáculo. Torcedores de futebol antigos e recém contaminados pela magia do futebol ninguém gostou de ver o vexame do futebol brasileiro. Ninguém gosta de ver o fracasso de um mito, ainda mais de um mito querido e simpático.

Mas ai que já passou…e como fizeram todos os outros torcedores cujos times foram caindo fora, tenho que escolher o meu favorito. Então sou Alemanha. Desde antes de começar a copa, já achava que era a Alemanha que estava jogando o futebol mais bonito. Quem diria…e fica essa lição se eles conseguiram mudar o futebol deles, nós também conseguiremos mudar o nosso. Se quisermos, é claro.

Renata Kotscho Velloso é médica, mãe e maluca não necessariamente nessa ordem. Mora em San Francisco na California com o marido e suas 3 filhas. Escreve no seu blog, dando dicas de beleza e saúde baseadas na ciência. Quem quiser acompanhar as viagens da família pode assinar o canal do youtube.

Califórnia: dicas de viagem

03/06/2014

IMG_2200Olá leitores do Brasil com Z, eu sou a Renata, moro em San Francisco e nesse meu primeiro post para o blog eu vou aproveitar para cumprir uma promessa. Um amigo querido me pediu dicas para uma viagem que ele fará em breve pela Califórnia. Ai eu pensei que ao invés de eu mandar um e-mail só para ele seria muito mais legal eu escrever um post, todo mundo aproveita a informação e fica mais democrático. Espero que gostem!

Eu moro na região de San Francisco com meu marido e minhas 3 filhas faz 3 anos e nesse período a gente já viajou bastante, aproveitamos cada minuto de tempo livre para conhecermos mais esse lugar lindo. As possibilidades são infinitas, mas o melhor da Califórnia é a natureza e a comida. Se o seu objetivo é fazer compras não compensa vir pra cá, Miami é mais perto, né?

O californiano típico gosta de viver ao ar livre, fazer longos passeios a pé e comer comida saudável. Então as minhas dicas serão mais focadas nesses aspectos da via por aqui.

1) Região de San Francisco: A região de San Francisco é caracterizada pelas grandes empresas de tecnologia que ficam no Vale do Silício ao sul da cidade. Isso significa uma população jovem e moderna. O passeio mais tradicional na cidade é alugar uma bicicleta no Fisherman’s Warf e sair pedalando até passar pela Golden Gate e chegar na cidade de Sausalito, de lá dá pra pegar a balsa e voltar para perto do ponto de partida.  Outro lugar que eu amo nesta região chama Muir Woods, também fica ao norte, após a Golden Gate. É nesse lugar que você poderá ver as Redwoods, as árvores gigantes.  A versão mais recente do filme Planeta dos Macacos foi filmado em San Francisco e os símios concordam comigo que esse lugar é maravilhoso. Vale muito a visita! Um passeio a San Francisco também não é completo sem ir até Alcatraz, a famosa ilha-presídio. O tour é bem interessante mas é preciso reservar com antecedência de mais ou menos uma semana. Para quem gosta de ciências ou viaja com crianças dois passeios muito bacanas são Exploratorium e a Academy of Science, lugares que aliam conhecimento e diversão! Em termos culturais o balé da cidade é um dos melhores do mundo e você poderá encontrar vários bares de blues e jazz por San Francisco. Outro programa típico da cidade é o piquenique. Vá ao Ferry Building e compre muitos quitutes e leve para comer em algum dos parques da cidade. Um dos meus preferidos é a  Alamo Square onde você pode ver as painted ladies, casinhas coloridas construídas na época Vitoriana que também são símbolo dessa cidade linda!

2) Napa Valley: Quem gosta de vinho e comida boa não pode deixar e visitar a região do Napa Valley. A região fica a cerca de 2 horas ao norte de San Francisco. A cidade mais interessante da região é Yountville onde ficam os restaurantes do chef Thomas Keller e vários outros que servem refeições deliciosas. Difícil errar em termos de comida por ali. Vale a pena se hospedar em alguns dos muitos hotéis da região porque com isso você consegue desconto na degustação de várias vinícolas que são abertas para visitação. Uma das mais famosas é a Vinicola do Francis Ford Copolla que fica em Gerserville. Se for no verão, faça reserva e leve roupa de banho para aproveitar os deliciosos vinhos a beira da piscina. Outra alternativa em Napa é pegar o trem do vinho ou para os mais aventureiros que não se importam de acordar super cedo, sobrevoar a área de balão.

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Napa Valley

3) Big Sur: Esse é o nome da região cortado pela highway 1, que liga San Francisco a Los Angeles, pela costa. É um passeio longo, que pode ser cansativo, mas com paisagens deslumbrantes! A parte mais bonita do trajeto fica entre Monterrey e San Luis Obispo. Vale a pena alugar um carro e conhecer essa região.

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Big Sur

4) Lake Tahoe: Esse lago fica na serra nevada e é o lugar preferido dos californianos que gostam de esquiar. Existem vários resorts na região com diferentes preços e atrações. Eu gostei muito do Northstar, com pistas todos os níveis de esquiadores, ringue de patinação no gelo e algumas opções razoáveis de alimentação. O lugar é lindo e as paisagens nevadas são deslumbrantes.

5) Yosemite: Todo californiano que se preza já fez uma visita a esse que é um dos parques nacionais mais antigos dos EUA. Nós brasileiros não temos muito costume de visitar esse tipo de parque (o que é uma pena pois existem lugares lindos no Brasil como a Serra da Canastra e a Chapada dos Guimarães, por exemplo) então eu não entendia muito a graça e ir tão longe para ver uma floresta. Essa dúvida virá pó assim que você chega no “tunnel view” e de depara com a paisagem natural mais espetacular que eu já vi na vida (sorry Rio de Janeiro, você também é lindo). Nós levamos papel tipo tela e tinta guache e passamos ali  um dos melhores dias de todos os tempo pintando com as crianças e fazendo piquenique. Torça o nariz, mas vá!

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Yosemite

6) Los Angeles e San Diego: Eu sei que nem todo mundo vai concordar comigo. Mas eu sinceramente acho que não vale tanto a pena visitar essas cidades. As principais atrações são os parques Disney, Universal, Sea World e afins, todos em versões bem menores e menos interessantes do que os seus correspondentes na Florida. Mas se você estiver em Los Angeles não custa nada visitar o morro de Hollywood e a calçada da fama. Eu não achei grandes coisas, mas é questão de gosto. Pra mim, trânsito a gente pega em São Paulo.

Esses são os lugares mais conhecidos da Califórnia. Se você estiver com mais tempo ou tiver o espírito mais aventureiro tem alguns outros lugares que eu acho que valem muito a visita.

1) Mono Lake: Esse lago fica ao leste da Serra Nevada. Se você for ao Lake Tahoe dá para dar uma esticada até Mono Lake que fica do outro lados das montanhas. A grande atração desse lugar são as tufas, formações minerais de milhares de anos que também são encontradas na superfície de marte! E sim, parece mesmo paisagem de um outro planeta. Na região também existem várias fontes de água térmica que valem a visita.

2) Death Valley: O nome é sugestivo “Vale da Morte”, para o ponto mais baixo, mais seco e mais quente dos EUA. Muito quente! Mas a paisagem também é daquelas que você não vai ver em nenhum outro lugar do mundo. O Devil’s golf course por exemplo (ou Campo de Golfe do Diabo) é um lago de sal que é tão bonito quanto inóspito. Para os aventureiros que pensam em ir de carro da Califórnia até Las Vegas é uma parada no mínimo interessante. Eu não voltaria, mas gostei de ter estado lá.

Badwater Basin (ponto mais baixo dos EUA, lado de sal)

Death Valley

3) Sequoia e Kings Canyon: Esse é outro passeio que pode ficar entre a Califórnia e Las Vegas dependendo do caminho que você quiser pegar.  Lá você também encontrará as árvores gigantes.  As Redwoods que ficam mais ao norte da Califórnia são mais altas, mas as Sequoias são mais largas. Tem uma com o tronco tão grande que dá para passar com o carro dentro! Muitas trilhas e paisagens lindas por esse lugar também.

4) Deserto Mojave: É um outro deserto que fica perto de Nevada. O grande destaque do lugar são as Joshua Trees, as árvores típicas da região. O por do Sol, as dunas de areia e o céu super estrelado também são famosos. Se você for aventureiro mesmo, vale a pena acampar por ali. Mas eu ainda não cheguei nesse nível de “californiamento”.

IMG_1909

Deserto Mojave

Ufa acho que esses são os principais lugares para se visitar por aqui. Quem quiser fazer perguntas a caixa de comentários está ai pra isso! Fiquem a vontade!

Renata Kotscho Velloso é médica, mãe e maluca não necessariamente nessa ordem. Mora em San Francisco na California com o marido e suas 3 filhas. É autora do Bulle de Beaute dando dicas de beleza e saúde baseadas na ciência. Quem quiser acompanhar as viagens da família pode assinar o canal do youtube Home Sweet World

Os políticos na mira do ódio popular

24/05/2014
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bz_espanha

Edu
A Coruña, Espanha

 

 

35545715--644x362Há duas semanas, uma das políticas mais importantes da província de Castilla-León foi executada friamente com três tiros em pleno centro de León, às cinco da tarde.

Como este tipo de crime não é comum na Espanha, a primeira hipótese foi a de um atentado terrorista do ETA, afinal a vitima era Isabel Carrasco, uma das mais influentes integrantes do PP na região, partido de direita muito visado pelos terroristas. Entretanto, faz tempo que o ETA vem emitindo sinais de abandonar a luta armada e de fato há anos que não se tem noticia de um atentado no país, o que deixou a policia ainda mais intrigada. Mas o crime foi esclarecido no mesmo dia: a politica, na verdade, havia sido vitima de uma vingança pessoal, praticada por duas mulheres – mãe e filha – cujas carreiras, profissional e politica – haviam sido prejudicadas pela politica assassinada.

Este post não é para falar especificamente sobre este crime, mas sobre a repercussão dele nas redes sociais. Em pouco tempo uma avalanche de tweets e comentários no Facebook se apoderou da rede com comentários a favor das assassinas, fato que gerou muita controvérsia. Foram muitos os tweets dizendo que Isabel Carrasco mereceu ter sido morta e que muitos outros políticos deveriam sofrer o mesmo destino. Este ódio é um claro reflexo da péssima impressão que a população tem em relação a classe politica que comanda o país, muitos integrantes da elite empresarial. Muitos culpam a alta taxa de desemprego, os despejos e os cortes sociais na má administração pública.

A economia espanhola vem melhorando gradualmente, isso é fato, porém para isso foi necessário pôr em prática diversas medidas impopulares, como cortes no orçamento de saúde e educação. Enquanto os principais partidos espanhóis, PP e PSOE, se acusam mutuamente pela crise que se instalou no país, a desigualdade social aumenta gradativamente , junto com a indignação da população.

O assassinato de Isabel Carrasco, apesar de ter sido produto de uma vingança social, reflete o estado de nervos dos cidadãos, cansados de falsas promessas.

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