Archive for Outubro, 2008
Paz no meio do caos
Flor do Exílio
Londres, Inglaterra

O Hyde Park é o maior parque do centro de Londres cobrindo 2.5 km² juntamente com o Kensington Gardens
Meu lugar preferido em Londres sem sombra de dúvida é o Hyde Park. Uma escolha não muito original, mas tive a sorte de ter morado nas redondezas por algum tempo e de ali ter passado muitas tardes de verão memoráveis.
Não estou dizendo que não se deva visitá-lo no inverno, muito pelo contrário. O lugar é bem frequentado o ano inteiro. Quando neva, muitos vão ao parque para brincar na paisagem embranquecida. Na primavera, acredito que o parque esteja no seu primor com os lindos canteiros de flores cuidadosamente arranjados. E no outono, a paisagem muda com a folhagem das árvores adquirindo diversas tonalidades antes de cair de vez. No entanto, é mesmo no verão que a coisa ferve .
Milhares de londrinos desesperados por um pouco de sol invadem o parque trazendo consigo cestas de piquenique, um livro, uma bola ou um filtro solar para passar o dia esparramado sobre a grama. Grupos de pessoas se reúnem para jogar voleibol, hockey sobre patins ou arremessar bumerangues. Casais passeiam de mãos dadas, crianças fazem fila para comprar sorvete e rola muita paquera entre os jovens. Turistas fotografam os esquilos e idosos alimentam os patos. Há dias em que partes do parque fecham para eventos, mas nunca falta espaço para ninguém.
Onde no passado membros da família real se divertiam caçando animais selvagens, hoje há restaurantes, quadras de tênis e futebol, concertos de rock, trechos para cavalgada e muito mais. É permitido andar de bicicleta, patins ou skates e há banheiros públicos próximos às entradas. Veja bem que as cadeiras reclináveis são alugáveis, mas os bancos fixos são gratuitos.
Equivalente ao Central Park de Nova Iorque, o Hyde Park ocupa uma parte imensa da região centro-oeste de Londres. Pode-se chegar ao parque através de cinco estações de metrô. Dois séculos atrás, o parque original foi dividido em duas partes dando origem ao Kensington Gardens na parte oeste, onde situa-se o Kensington Palace. Este foi moradia da Princesa Diana desde que se separou do Príncipe Charles até sua morte em 1997. Em 2004 foi inaugurado uma fonte memorial em sua homenagem na parte sudoeste do Hyde Park.
O lago Serpentine divide o parque ao meio e tem esse nome devido ao seu formato de cobra. Há pedalinhos, canoas de remo e uma piscina que abre apenas no verão. Esse lago deu o nome à Serpentine Gallery, uma galeria de arte moderna que fica no Kensington Gardens. Próximo dali, está o Albert Memorial que a rainha Victoria mandou construir em homenagem ao falecido marido. Em frente ao memorial, já do lado de fora do parque fica o Royal Albert Hall, uma sala de espetáculos culturais onde já se apresentaram os artistas mais renomados do mundo inteiro.
Voltando ao Hyde Park, não poderia deixar de citar o Speaker’s Corner localizado no extremo nordeste, próximo à estação de Marble Arch. Ali, qualquer um pode discursar informalmente sobre qualquer assunto e exercer a liberdade de expressão. Marx, Lenin e George Orwell fazem parte da lista dos que já discursaram ali.
Muitos podem achar outros parques mais bonitos em Londres, o que felizmente pode bem ser verdade pois estamos muito bem servidos nesse departamento. Mas nenhum outro parque tem tantas coisas interessantes para se visitar, visto que nem pude citar aqui todas as atrações do parque. É um verdadeiro oásis de tranquilidade no meio da loucura de Londres.
2 comments Outubro 31, 2008
Os cantos encantadores de Sevilla
Pensar no tema da semana do blog, lugares preferidos, me custou alguns dias de reflexão. Depois de quase três anos era impossível que eu ainda não tivesse um lugar preferido para ir em Sevilla, uma cidade linda e cheia de encantos em quase todos os cantos.
Lá na minha cidade natal, onde vivi quase toda a minha vida, tenho muitos lugares preferidos. Lugares lindos e outros nem tanto, mas que para mim são bem importantes. Tenho o meu predileto para ir quando estou feliz, triste, com vontade de comer doce, de tomar chimarrão ou encontrar a galera “confirmada”. Transportando os sentimentos para Sevilla, descobri que aqui também tenho alguns lugares especiais, para onde corro dependendo da situação.
Uma das coisas que eu mais gosto daqui são os parques e as pequenas praças espalhadas pelo centro antigo da cidade. Durante dos dois primeiros anos, vivi em frente a um parque chamado Miraflores. Era lindo, enorme, verde, vivo! Sempre que dava eu descia e ia ler um livro deitada na grama, dar uma volta de bicicleta ou simplesmente tirar uma soneca tranqüila em contato com a natureza. Uma canga, meu chimarrão, um bom livro, boa música e nada mais: receita para a tranqüilidade!
Outro lugar que eu adoro ir é no Rio Guadalquivir. Ele divide a cidade em duas e em determinado ponto existe uma praça verde, aonde muita gente jovem vai para beber e jogar conversa fora. Um ambiente animado e alegre nos finais de semana, mas nos outros dias pode ser lugar para relaxar e pensar na vida, enquanto admiramos a paisagem e esperamos o pôr-do-sol na Triana (bairro do outro lado do rio).
Já comentei aqui no blog que Sevilla é uma das cidades que mais bares possui por m2 e ter um lugar preferido para encontrar os amigos na rua não é difícil. Onde eu mais gosto de ir é na Alameda de Hércules, uma região (na verdade pode ser chamada de praça) cheia de bares de copas (só serve bebida), restaurantes de tapas e algumas discotecas. E o melhor: fica a 5 minutos a pé da nossa casa. Durante o dia é palco de crianças, pais e cachorros que brincam despreocupados. Pela noite o clima muda e o pessoal fazendo festa na rua toma conta do cenário. A Alameda ainda abriga muitos eventos culturais, shows, teatro de rua, mágicos. Há alguns meses atrás, os vizinhos reclamaram e desde então a polícia vem dando toque de recolher depois das 12 da noite. Ninguém mais bebe na rua. Convenhamos, numa cidade onde no verão faz 38 graus pela noite, beber e ficar na rua conversando é uma delícia (quem consegue dormir com esse calor?). Enfim, aqueles que “utilizam” a Alameda reclamam que dupla polícia/vizinhos quer acabar com a sociabilidade do espaço. Aqueles que “vivem” na Alameda reclamam que querem dormir… Enquanto isso, ficamos submetidos às regras e depois das doze badaladas, todo mundo para dentro dos bares!
Depois desse momento de reflexão, descobri que está cheio de lugares em Sevilla maravilhosos e que, sim, eu tenho lugares preferidos por aqui! Só o fato de caminhar pela noite nas ruas estreitas (que cheiram a flor de Laranjeira) de mãos dadas com alguém especial, já é o máximo. Com certeza deixarei um pouco de mim em todos esses cantos e levarei um pouco deles comigo quando for embora.
Para quem vem de visita, sugiro uma pausa entre as caminhadas às margens do Guadalquivir e uma boa janta na Alameda, que transmitem um clima diferente da cidade histórica. Não vão se arrepender…
Postado por: Glenda Dimuro
2 comments Outubro 27, 2008
Se sentir em casa
Ingrid Mantovani
Paris, França
Mudar é sempre um desafio. Quando se diz adeus a uma cidade não deixamos para trás somente nossos amigos e familiares que demoramos anos para conquistar e entender (muitas vezes sem sucesso).
Deixamos para trás um pouco do nosso passado e nossos lugares preferidos. Aquela técnica de relaxamento, que só funcionava ali. Eu, por exemplo, quando estava cheia de tudo e de todos, em São Paulo, gostava de ir assistir um filme sozinha no espaço Unibanco. Chegava algumas horas antes, sentava na cafeteria, tomava meu expresso e lia um livro até a hora de começar a sessão. Em Londres senti muita falta disso até que descobri que sentia a mesma sensação de relaxamento quando faziam minha caminhada às margens do rio Tâmisa, até chegar ao Tate modern.
Em Paris demorei um pouco para achar um lugar que me trouxesse essa sensação de “lar”.Paris é uma cidade linda, apesar de seus defeitos. Em qualquer parque você se impressiona com o tratamento da grama, das árvores. O problema é que tudo é imperial demais e acho que isso era muito prepotente para mim.
O Jardin du Luxembourg, por exemplo, é lindo, mas eu me sinto muito pequena nele. Montmartre tem seu passado artístico e lascivo, mas tem muita gente e não dá pra ficar muito tempo parada sem escutar um “Pardon” ou “sorry”.
Então, um belo dia de final de inverno, resolvi passear na Place des vosges, que também não tem nada de simplista. É uma praça que se encontra no bairro Le Marais que no momento é o mais “cool” de Paris. É a praça mais antiga da cidade,logo depois da Place Dauphine. Antigamente era uma praça da realeza construída por Henri IV, mas hoje é simplesmente um lugar lindo e arborizado, na frente da antiga casa de Victor Hugo.
Chegando lá, encontrei crianças com sorrisos hipnotizantes brincando, exposições de arte moderna, adolescentes fazendo piquenique e pessoas tranqüilas lendo seus livros.
Além de ótimas fotos, La Place des vosges me deu muito mais. Fez com que finalmente eu me sentisse menos deslocada. Fez com que eu me sentisse um pouquinho em casa. E foi assim, que deixei um pouco da minha alma brasileira/londrina em Paris e tomei um pouco dela. Afinal é disso que são feita as mudanças saudáveis. De trocas.
Se você também tem um lugar preferido em Paris ou em qualquer lugar do mundo, mande um texto para o Brasil com Z (blogbrasilcomz@gmail.com).
2 comments Outubro 26, 2008
COSMOPOLITAS SOMOS NÓS
Uma das nossas leitoras que mora em Milão, colaborou com um texto sobre as suas impressões na Itália.
Confiram:
“Um dos principais motivos que me fez querer vir morar na Europa foi a possibilidade de entrar em contato com um mundo mais avançado e desenvolvido principalmente em termos culturais.
Depois de um ano em Milão tive a oportunidade de ver e conhecer as mais diversas manifestações culturais , porém a idéia de que aqui encontraria uma sociedade muito avançada não durou muito tempo.
Descobri que os italianos são o povo europeu que menos lê e menos estuda. Que faz menos viagens culturais ( e mais viagens para paraísos naturais ou de “baladas”). Descobri que eles não falam outras línguas, e que até no quesito comida eles são fechados para o mundo( surgiu até um projeto de lei querendo tirar os kebabs do centro da cidade). Descobri que eles não conhecem a voz do Jack Nickolson e que até o Mickey Mouse aqui tem outro nome.
Já ouvi muitas defesas a respeito dessas constatações, de como eles preservam a própria cultura e protegem da influência externa as suas tradições,etc e tal.
Mas a impressão que se tem, até mesmo em Milão ( que teoricamente é a cidade mais cosmopolita da Itália), é que vc está numa cidadezinha provinciana.
O meu grande exemplo foi quando comecei o meu curso de Cool Hunting. Cheguei na minha sala de aula toda tímida, achando que eu seria a pessoa menos “ informada”, afinal estava vindo da América do sul, primeira vez na Europa. Com o passar do tempo me dei conta que conhecia muito mais das revistas internacionais, cinema, música, arte do que os meus colegas italianos.
Essa situação me fez pensar em como nós brasileiros nos inferiorizamos em relação aos países do “ primeiro mundo”. Quando na verdade, seja por não valorizar tanto a nossa cultura, ou por sermos abertos a todos os povos do mundo, nos tornamos cosmopolitas, e sabemos mais do mundo do que nós mesmos imaginamos. Temos uma bagagem cultural imensa dos nossos familiares , dos vizinhos, dos conhecidos vindos de todas as partes do mundo e hoje todos brasileiros. Sem falar nas nossas aulas de história, que para construir a nossa, tivemos que obrigatoriamente passar por todas as outras mais antigas, ou das nossas influências na arte e no cinema.
Conhecer a Europa me fez valorizar o que temos e quem somos, apesar de acreditar que nos faltam incentivos e estrutura para o nosso desenvolvimento, mas que não nos afasta tanto daquilo que conhecemos como primeiro mundo.”
Postado por Karen Ricci
Milão, Itália.
8 comments Outubro 19, 2008
Como economizar em Londres
Aqui vão as minhas dicas de como economizar em Londres:
Transporte
O Oyster Card é um cartão magnetico essencial para todos os que moram e trabalham em Londres. Ele é aceito em todos os ônibus, metrôs e trens que passam pela zona central. Pode-se tanto usá-lo como pré-pago, como um Travelcard (passe semanal, mensal ou anual) ou como um Bus Pass. Lembre-se que é necessário passar o cartão no sensor tanto na entrada como na saída das estações, senão você será penalizado. Os estudantes têm desconto de 30%. Jamais compre um bilhete unitario de papel. Eles custam £4 enquanto usando o Oyster Card essa mesma viagem poderá custar até a metade do preço.
Muitos reclamam do preço alto, da superlotação, atrasos, sujeira, ratos, greves, calor etc, mas poucos sistemas de transporte do mundo cobrem toda cidade como o de Londres.
www.tfl.gov.uk – tudo sobre transporte público
A bicicleta é uma ótima opção para se economizar. Também é possível encontrar carros com preços bem em conta, no entanto, o seguro poderá sair caro e deve-se levar em consideração os custos para adquirir a carteira de habilitação européia.
Comida
Nos supermercados, a pedida é optar pelas marcas econômicas dos próprios supermercados: Value do Tesco, Basics do Sainsbury’s, Smart Price do Asda e assim por diante. Muitas vezes, a qualidade dessas marcas são as mesmas dos produtos concorrentes que custam mais do que o dobro. Além de comida, as lojas grandes também oferecem roupas boas a um preço bem baixo. Fazer sua própria comida em casa sempre vai sair mais barato. Um sanduíche médio na rua pode custar £3, enquanto com esse dinheiro compra-se pão e recheio para toda a semana. Não caia na tentação dos take-aways. Uma entrega não vai sair por menos de £10. Para jantar fora, aconselho ir por recomendações de conhecidos ou fazer pesquisa na internet para não cair numa roubada. Se você quiser economizar na bebida, não tenha vergonha de pedir a tap water (água de torneira). Caso você não tenha side bem servido ou simplesmente não queira deixar caixinha, a taxa de serviço não é obrigatória.
www.timeout.com/london – guia cultural, artistico e gastronomico
Acomodação
A maneira mais econômica de se viver em Londres são as repúblicas, que são casas ou apartamentos onde se divide o aluguel entre os inquilinos. Os hostels são uma boa opção para os que estão só de passagem. Para os que estão planejando vir para estudar inglês, morar com uma família inglesa pelo menos no início não é uma má idéia. Fuja dos B&B (Bed & Breakfast) a não ser que voce esteja realmente desesperado. Eles são todos imundos e custam uma fortuna.
www.gumtree.co.uk – acomodação e trabalho
Viagens
É possível encontrar passagens aéreas custando £0.01 na baixa estação pela Ryanair, que voa por toda a Europa. Não é difícil de se encontrar ofertas de passagens onde paga-se apenas as taxas de aeroporto, algo em torno de £30. Eu mesmo já visitei a maior parte das capitais européias viajando por essa companhia. A pegadinha são os horários dos vôos (saem muito cedo ou retornam muito tarde), os aeroportos são longe do centro das cidades e não há serviço de bordo. Para quem não abre mão de conforto, a British Airways baixou os preços das passagens nos últimos anos devido à concorrência então vale a pena dar uma conferida (infelizmente não para o Brasil). No site da Expedia, vende-se bilhetes para o Brasil e também pacotes de viagens para toda parte do mundo.
www.ryanair.com
www.expedia.co.uk
Roupas
A sensação do momento na Oxford Street é a Primark, próxima à estação de Marble Arch. Lotada o dia inteiro, vende roupas com o preço mais baixo da cidade. Caso você vá passar o final do ano em Londres e não tiver nada para fazer no feriado do Boxing Day (26/12), aproveite a liquidação nas lojas dessa avenida quando o trafego é bloqueado devido à multidão que desce em peso. Outra loja de roupas barata é a Lillywhites próxima à estação de Piccadilly Circus.
Lazer
Os cinemas da Leicester Square são famosos pelas premieres quando os atores de Holywood desfilam pelo tapete vermelho. Não se iluda. Fuja deles pois custam o olho da cara. Vá ao Prince Charles Cinema ali do lado que é baratinho e passa filmes já em cartaz ou procure um cinema de bairro que custará a metade do preço para ver os filmes em lançamento.
Quando cheguei aqui, a maioria dos museus cobravam a entrada. Agora não tem desculpa vir a Londres sem ir ao museu pois os mais famosos são gratuitos: National Gallery, British Museum, Tate Modern, National History Museum, Science Museum etc. Eu que nunca fui muito amiga de museu já fui a todos eles e adorei.
Muitas baladas são gratuitas para quem entra antes das 9 da noite. Aproveite as promoções das Happy Hours nos bares pra beber coquetéis baratos antes de cair na noite.
As bibliotecas públicas oferecem acesso gratuito a internet, além de emprestar livros, CDs, DVDs etc.
Para quem gosta de malhar, as opções mais em conta são os leisure centers locais. Eles cobram bem pouquinho para umas braçadas na piscina e a mensalidade sai bem mais conta do que as academias particulares. Dessas, a mais em conta é a Fitness First.
Outras dicas
- Adquira os cartões de fidelidade do Tesco e Boots. Você não tem nada a perder e ganha créditos a cada compra.
- Acha-se de tudo nos sites do Ebay e Amazon, mas apenas compre de quem tenha um bom feedback e pesquise bem os preços antes de efetivar a compra. Use e abuse dos sites de comparação de preço.
- Na Poundland, tudo ali sai por £1. Porém, veja bem se o que você vai comprar pode talvez custar menos em outra lugar.
- Vende-se quase tudo no Argos. Trata-se de uma loja que vende por catálogo: anote o código, confira se tem em estoque, pague no caixa e retire no balcão. Muito prático, no entanto nem tudo ali é barato.
- Para quem gosta de decorar a casa pagando pouco, vá a Ikea que sempre tem algo bacana ou que você tá precisando por um preço justo.
- O preço mais em conta no momento para corte de cabelo sai em torno de £5 para homens e £12 para as mulheres. Existe uma rede chamada Supercuts espalhada em Londres que tem preços razoáveis. Nos salões mais conhecidos tipo Tony & Guy, você talvez vá pagar uma pequena fortuna apenas para aparar as pontas.
- Toda residência que tenha um aparelho de TV precisa pagar a tal da TV Licence (£139.50 por ano). Se você realmente quer economizar, não caia na besteira de pagar TV a cabo. Compre a caixa digital que custa em torno de £10 e você terá acesso a mais de 40 canais gratuitos pelo Freeview.
- Anticoncepcional é gratuito. Basta cadastrar-se em qualquer GP (General Practicioner ou clínico geral) próximo da sua casa e marcar uma consulta. Se mesmo com essa dica você acabar engravidando, pelo menos os hospitais públicos não vão cobrar nada para o acompanhamento e o parto.
- Use e abuse das text messages (torpedos) que aqui são muito utilizados e custam quase nada. Celular pré-pago é a opção mais em conta se você não passa o dia todo ligando para os amigos. Para ligar para o Brasil, não ligue direto e evite usar o celular. Use Skype ou use as companhias telefonicas que cobram pouco (Bestminutes cobra 1.5p por minuto – 0844 3006060). Ligação para os telefones que começam em 0800 são gratuitos. Preste atenção pois os que começam com 084, 087 e 09 não são gratuitos.
- Leia os jornais gratuitos (Metro News, London Paper e London Lite) ou vá a biblioteca local para ler os jornais do dia de graça.
Para finalizar, deixo um site fantástico para os que moram em Londres e adoram economizar. Tem vouchers, códigos para descontos, milhões de dicas, freebies etc.
www.moneysavingexpert.com
3 comments Outubro 17, 2008
Aficionados por histórias em quadrinho na França.
Ingrid Mantovani
Paris, França
Se você é como eu que adora histórias em quadrinho, saiba que a Bélgica e a França têm uma enorme produção de “Bande Dessinée” (como são chamadas) e, além disso, o público que as lê é enorme.

A força das Hqs, surgiu nos anos pós guerra, quando foi criado uma boa quantidade de Hqs de qualidade, como tin tin de Hergé ,Astérix Le Gaulois de Uderzo e Goscinny e Spirou et Fantasio, de Rob-Vel.
Mas onde comprar Hqs em Paris?
Ontem, estava caminhando perto de Notre Dame e cai na Rue Dante. Uma rua cheia de lojas de Hqs, mangas e action figures, tanto usados, como novos.

Inclusive descobri uma loja chamada Album com uma variedade de produtos incrível.
Vale a pena passear por lá de descobrir o que eu tem de novo,pois muita coisa não chega no Brasil, onde o consumo de Hqs ainda é limitado.
2 comments Outubro 16, 2008
Espanha: como ecomizar para chegar ao fim do mês?
Glenda Dimuro
Sevilha, Espanha
A grande maioria do pessoal que chega por essas bandas, seja de turismo ou para viver uma temporada, quase sempre vem com o dinheirinho contado, por isso abrir o olho e principalmente segurar a mão é imprescindível.
Então vamos falar por partes, vou tentar dar algumas dicas para os marinheiros de primeira viagem sobre como economizar em terras espanholas, mais especificamente em Sevilla, onde vivo. Já deu pra perceber pelos posts anteriores que muita coisa se parece Roma e em Paris, principalmente a questão dos museus, cinema e a adorável carteirinha de estudante. Então vamos ao que interessa!
- A tentação dos restaurantes: Sevilla é uma das cidades que mais bares e restaurantes possui por m2. A cidade tem muita vida noturna e “callejera” (de calle – rua). Comer em restaurante é muito bom, a maioria dá água na boca, mas evite aqueles que só servem o menu do dia. Explico-me. Na Espanha em geral, os restaurantes ou servem os pratos feitos combinados (primeiro, segundo, sobremesa, pão e uma bebida) ou as famosas tapas (pequenas porções de comidas servidas num prato menor). Há uma variação das tapas que são as chamadas “media ración” ou “ración”, quando elas são servidas em pratos maiores. Os preços variam muito, mas quase sempre duas tapas são suficientes para matar a pequena fome. Resumindo: “salir de tapas” é bom demais e não sai tão caro assim.
- Não sei cozinhar: A primeira coisa que uma pessoa aprende quando vai morar sozinho (e ainda mais longe) é a se virar na cozinha. Nem que seja um ovo frito ou esquentar água o cidadão aprende. Mas se a cozinha é território inimigo e o bolso não agüenta “tapear” todos os dias, uma boa dica é comer nos restaurantes universitários. Cada Campus Universitário tem o seu, onde são servidos pratos combinados por um preço bem razoável. A comida é boa, não é maravilhosa, mas dá para o gasto.
- Transporte: Em Sevilla ainda não temos metrô, assim que as opções de transporte público dentro da cidade são o ônibus e a bicicleta. Sai muito mais barato comprar um “bonobús” (passe de ônibus) em qualquer quiosque (desses de revista) que pagar cada viagem. Podes comprar com transbordo ou sem com 10 viagens cada um, ou ainda um mensal com viagens indefinidas por um mês. Para os estudantes que comprovem que não tem renda suficiente, a Prefeitura facilita um mensal bem mais barato. Mas a melhor opção é a bicicleta pública. Podes comprar abonos para uma semana ou pedir um cartão anual (tem que enviar a documentação para a Prefeitura). Mais informações no site oficial e neste post que escrevi.
- Cervejinha nossa de cada dia: Beber na balada, como na maioria do mundo, é bem mais caro que comprar a cerveja no supermercado. Vou dar um exemplo: Uma Cruz Campo (cerva mais famosa daqui) de litro no super custa 1,19 euros; uma “caña” (copo de 330ml) num bar normal (desses que abrem pela manhã e fecham a meia-noite) pode variar entre 1 a 1,5 euros. Na balada pode chegar até 3 euros. Falo da cerveja porque não bebo whisky, mas uma “cubata” na noite pode custar uns 5 euros e uma garrafa 8 no supermercado. Sevilla era famosa por seus “botellones” (botella é garrafa em espanhol) onde centenas de pessoas se juntavam nas ruas para beber ao ar livre, mas também incomodavam a vizinhança. A lei diz que depois das 22 horas ninguém mais bebe na rua e a policia está de marcação cerrada com os botellones.
- Balada: A maioria dos bares e discotecas de Sevilla não cobra a entrada, mas “mete a faca” nos preços das bebidas. Outra curiosidade é que dependendo se o porteiro vai ou não com a tua cara, pagas ou não. A grande maioria não admite a entrada de gente mal vestida ou homens de tênis. Certa vez nos cobraram 25 euros para entrar numa boate (onde nunca ninguém pagou para entrar) porque estávamos em 15 pessoas. Enfim, aqui tem dessas coisas…
- Compartir, compartir, compartir: já diz a frase, quem parte, reparte. Essa é a melhor dica para economizar. A grande maioria das pessoas divide apartamento com outros, seja estudantes ou trabalhadores. Dividindo-se a moradia, os gastos de luz, água, internet também são divididos. Se a convivência é boa, até a comida pode ser repartida. Esta última é melhor coisa, já que aqui na Espanha a maioria das embalagens nos supermercados é tamanho família numerosa (sério, tudo muito grande). Muitas redes fazem altas promoções do tipo 2X1 ou diminuem o preço da segunda unidade. Assim fica bom ir ao supermercado acompanhado e dividir a conta no final.
A dica para quem vem de viagem é comprar comida no supermercado e fazer seu próprio “bocadillo” (sanduíche). Nada mais gostoso que horas de caminhada e uma pausa num parque para o lanche. Uma das coisas boas da Europa é isso, trazer a marmita de casa não é vergonha nenhuma, pelo contrário, é hábito!
O jeitinho brasileiro ajuda bastante na hora de chegar ao fim de mês. Um pouquinho de planejamento é fundamental para não gastar dinheiro onde não se deve, principalmente quando se gasta em euros! Sevilla não é uma cidade cara, mas se caímos na tentação de viver na esbórnia, a coisa muda de figura. E aqui isso não é muito difícil…
Postado por: Glenda Dimuro
Add comment Outubro 10, 2008
Economizar é preciso. Mas é possível?
Como cortar custos, economizar e ao mesmo tempo ter uma boa qualidade de vida? Será que isso é possível na Eurolandia? As opções que Roma oferece:
Cinema – O ingresso dos cinemas custa 7 euros, mas às quartas-feiras o preço è reduzido para 5,50 euros. Alguns cinemas aplicam o mesmo desconto para a primeira sessão que normalmente começa entre as 15 e 16h. Normalmente são sessões frequentadas por idosos e adolescentes. O preço da pipoca e do refrigerante às vezes è mais caro do que a entreda do cinema. Dica de uma amiga: levar sempre na bolsa uma latinha de coca-cola e um saquinho de batatas fritas. Ou ir para o cinema de barriga cheia, né? O cinema Madison (Via Chiabrera 121 – bairro: San Paolo/Ostiense) oferece desconto para estudantes. Normalmente se faz uma carteirinha (custo aproximado de 5 euros) com direito a desconto de 50% em qualquer sessão, exceto nos finais de semana, que o desconto cai para aproximadamente 25% do preço do ingresso.
Transportes – o modo mais prático e barato é fazer o abbonamento mensile (passe mensal). O passe dá direito aos onibus, metro e trem dentro do município de Roma. Custa 30 euros por mês para o passe único e pessoal, 46 euros passe cumulativo (várias pessoas da mesma família podem usá-lo), 16 euros para pessoas desempregadas, 26 euros para estudantes até 26 anos e idosos, 4 euros para pessoas com deficiência física e aposentados que não ganhem mais do que 6.000 euros (aproximadamente) por ano. Fazendo passe anual o preço cai para 230 euros por ano para adultos e 150 euros por ano para idosos e estudantes até 26 anos. Para estudantes que residem fora de Roma, existem preços promocionais fazendo o passe anual.
Balada – (Infelizmente) balada boa é balada cara! Alguns lugares cobram menos de terça a quinta ou sexta. A grande maioria das baladas é paga, e em alguns lugares fazem seleção de pessoas na porta. Na maioria das vezes o critério é equilibrar o número de homens e mulheres para “facilitar o approach”. O preço médio é de 7-10 euros, com direito a uma consumação. Também surgiu há alguns anos a modo do “aperitivo”. Como funciona? Uma consumação única (normalmente 7-10 euros), mas com direito a comidinhas com bufê a la carte. O preço diz muito sobre a qualidade do que se come: quanto mais caro, se come melhor e a variedade é maior. Dica quente: bar Freni e Frizione (http://www.freniefrizioni.com/) no bairro Trastevere. O aperitivo custa 5 euros, a comida é boa e o ambiente é muito legal e bem internacional. O lugar não é muito grande, mas tem uma praça enorme bem na frente e sempre fica lotado nos finais de semana.
Comida – Para poupar com a alimentação do dia-a-dia a solução é diversificar as compras: feiras, mercadinho, supermercado e “discount”. Os discounts começaram como “supermercados de série B” porque praticamente só vendem marcas desconhecidas. Não tem Coca-Cola mas “X-Cola” (nome fictício), não tem Fanta mas “Refri-fanta” (nome fictício). Você nunca vai achar por lá as grandes marcas, mas muitos produtos são bons e custam 1/3 do preço do supermercado normal. O ideal è ir experimentando os produtos aos poucos e ver a qualidade. Eu, por exemplo, só compro iogurte no Todis.
Outra boa opçãp è ir nas feiras um pouco antes do horário da xepa, principalmente se for aos sábados. Como as feiras de bairro abrem a segunda à sexta, quando chega no sábado muitos feirantes querem se livrar de toda a mercadoria. Em alguns casos dá para comprar alimentos bons com 50% de desconto. Exemplo: um dia passei na feira de manhã e a caixa de morango custa 1,50. Ao meio dia e meia ela custa 1,00.
Aluguel – esse é o pior item e eu acho que para poupar a única solução é ir morar na periferia, em municípios limítrofes ou dividir casa com outras pessoas. Uma vaga em Roma pode custar 250-300 euros, e dependendo do bairro, o aluguel de um quarto custa até 600 euros. Preço médio de um apartamento de 50 metros quadrados: 800-900 euros, mais as normais despesas de água, luz, gás, condomínio e aquecimento.
Roupa – tem roupa para todos os preços e bolsos. Dá para comprar roupa em camelô, em lojas de departamento e nos outlets de lojas de marca. Em Roma dois lugares famosos para a pechinha è a feira de domingo de “Porta Portese” e a feira semanal da “Via Sannio”. Existem dezenas de barracas de roupas, acessórios e afins. A atividade è legalizada e as barracas dão até notinha fiscal. Algumas também possuem provador (sempre meio improvisado), mas têm.
Bandejão - as universidades públicas possuem bandejão. Uma boa refeição pode custar de 1,80 a 7,60. O preço defende da renda do estudante. Normalmente a maioria dos estudantes paga entre 2 e 3 euros por um prato principal, acompanhamento, refrigerante e sobremesa. Em alguns campus o bandejão também abre para o jantar, principalmente para os estudantes que residem fora da cidade.
Museus – muitos museus dão desconto para quem tem o passe dos meios de transporte. Todos os demais dão descontos para estudantes (em alguns casos só para estudantes até 18 anos) e idosos acima de 65 anos. Alguns museus de Roma também dão desconto de 1 ou 2 euros se o visitante apresentar o bilhete do ônibus timbrado. O museu do Vaticano é grátis todos os últimos domingos do mês, mas chegue cedo porque a fila é enorme.
Semana da Cultura – normalmente uma semana por ano (mês de março) todos os museus são grátis. Muitos cinemas também cobram 1 euro para as primeiras sessões e/ou entre 2 e pague 1. Para saber quando será a próxima Semana da Cultura (agora só em 2009), o site é http://www.beniculturali.it/settimanacultura/
Sagra – as sagras são festas populares, tipo quermesses. Normalmente são ligadas à promoção e época de colheita de um produto regional típico: sagra do vinho, sagra da alcachofra, sagra do cogumelo, sagra do leitão, sagra da abóbora, sagra do coelho, sagra do azeite, etc. Essas festinhas, que muitas vezes até lembram um pouco as nossas festas juninas, são uma ótima oportunidade para provar e comprar produtos típicos locais, por um precinho camarada, quando não são de graça (infelizmente cada vez mais raro). Nas sagras de vinhos, espumantes e champanhes, normalmente se paga 1,50 por um copo de bebida. Em outras sagras dá para almoçar/jantar comendo entrada, prato principal e sobremesa com 7 euros. Normalmente são festas populares com um certo patrocínio da prefeitura e empresas locais, além de contar com os próprios habitantes que trabalham na organização da festa.
Jornal – Normalmente os jornais de sábado são “recheados” com uma revista de moda a atualidade, além de todas as dicas dos ‘jabás’ para o final de semana. O famoso: leve 2 e pague 1.
2 comments Outubro 9, 2008
Economizar na cidade da luz
Ingrid Mantovani
Paris, França
Nunca gostei da idéia de ser conselheira. Aqui no blog dou dicas importantes e conto minhas experiências, mas não são conselhos em si e sim uma maneira de dividir o que já passei com os que pretendem vir, os curiosos ou os que já moram aqui. Mas se eu tivesse que escolher um só conselho para quem vem para a França seria; fique atento às informações. Informações são valiosas e fazem você economizar dinheiro e entender melhor seus direitos na sua nova pátria. Hoje darei algumas dicas baseadas em experiências minhas, de amigas ou de gente que me procura na internet, espero que ajude.

Antes de vir
Como a maioria das pessoas sabe, a França pertence ao tratado Schengen que permite a entrada de brasileiros como turistas até 3 meses sem visto. Muita gente vem assim com a esperança de prolongar sua estada. O problema é que essa entrada raramente pode ser transformada em visto. Em raros casos isso acontece quando há casamento ou PACS, mas não é nada garantido e depende da Mairie que realizar o matrimonio. Então, o brasileiro que vem pra cá como turista, tem como única opção, voltar para o Brasil para pedir um visto de estudante. Lembrando que o status de turista não nos dá direito a trabalhar legalmente.
Portanto para quem vem com a intenção de ficar por longo tempo, melhor discutir suas opções de visto com o consulado francês. Isso vai garantir menos dor de cabeça e economizar muitos euros no bolso.
Fora isso, é bom calcular bem o dinheiro e já vir preparado para gastar um pouco mais no começo. A princípio não temos carteirinha de estudante, temos que pagar o depósito da casa e não sabemos qual o mercado mais barato. Acabamos colocando nosso dinheiro em um monte de besteiras.
Je suis à Paris – o dia a dia

- O grito de Munch
Quando cheguei à Europa fiquei realmente assustada. Como cheguei em Londres lembro que nos dois primeiros dias gastei quase 200 libras em coisas que eram extremamente necessárias (faça as contas em reais). Já em Paris não foi tão assustador, já que estava acostumada com os preços londrinos. Mas se você chegar Brasil/ Paris, certamente terá aquela reação de desespero que tive ao chegar em Londres.
O que mais pesa no orçamento é o aluguel. Apartamentos minúsculos em péssimas condições custam caríssimo.
Porém o governo ajuda muito as pessoas e meu namorado e eu descobrimos através de uma assistente social “La Caf” (allocations Familiales) que são responsáveis por ações sociais.
Se você é estudante universitário em Paris pode fazer uma inscrição na Caf e eles pagam metade do seu aluguel, o que alivia bastante.

- Metrô de Paris
Como estudante e menor de 25 ano, você também usufrui de outra vantagem o Passe Navigo Imagine que é um cartão para estudantes e dá desconto nos transportes. Eu, por exemplo, pago 30,95 euros por mês e tenho direito a viagens ilimitadas pelas redes RATP , SNCF e OPTILE , zonas 1 e 2.
Mercadorias
Quanto aos mercados,certamente os que são mais próximos das regiões centrais de Paris são mais caros. O ED é barato,mas não tem muitas opções, o franprix, monoprix e casino, o oposto.
A solução foi ir um pouco afastado de Paris e fazer minhas compras no Auchan. Mercado maravilhoso, cheio de coisas boas e com os melhores preços. Lá,inclusive, você poderá comprar roupas de cama para o frio (comprei um ededron de casal por 20 euros) e roupas.
Lembrando que aqui, em alguns mercados você precisa comprar os saquinhos plásticos.É um maneira de proteger a natureza contra o uso desnecessário de plástico, portanto o melhor a fazer é comprar sacolas de feiras para fazer suas compras.
Se você não pensa muito em qualidade e quer coisas provisórias para sua casa (panela, talhares) ou para você (talvez um sapato para trabalhar ou algo assim), recomendo as lojas Tati. Mas já aviso que a loja é uma loucura. Imensa e cheia de gente, mas compensa em algumas coisas.
E finalmente, para se divertir
As baladas aqui, geralmente são gratuitas. O que é ótimo. Mas é claro que o preço das bebidas é alto. O que eu geralmente faço é comprar um vinho(no mercado os vinhos são baratos e bons)e beber em casa, antes de sair.
Uma casa altamente recomendada é La Flèche d’Or , que tem concertos de rock independente gratuitos.
Para os passeios do dia-a-dia pouca gente sabe, mas os menores de 25 anos têm uma noite gratuita nos principais museus.
De quarta-feira podem entrar gratuitamente depois das 18 horas no Centre Pompidou, de quinta no musée d`orsay , sexta no Louvre e sábado no Quai Branly.

- UGC do La défense
E para finalizar,um cineminha. Ir no cinema é bem caro em Paris. (9 a 12 euros e eles não aceitam carteirinha de estudante no final de semana).Mas claro que não poderia ficar sem meus filmes na telona, portanto eu sempre vou no UGC do La défense. É um pouco mais afastado, mas vale a pena. Eles aceitam carteirinha de sábado (então pago 6,50 euros) o cinema é grande, lindo e bem estruturado.
É isso aí, Paris é uma cidade cara, porém cheia de opções econômicas, basta escutar informações dos outros ,andar, analisar e aproveitar.
3 comments Outubro 9, 2008
Será que vai acabar em pizza?
Luciana R.
Colaborando de Roma, Itália
Emmanuel Bonsu Foster é um jovem africano de 22 anos, residente em Parma, no rico Norte da Itália. No dia 29 de setembro o jovem vai para a escola noturna que freqüenta. Por ter chegado muito cedo, deixa seu material na sala de aula e decide dar um passeio num parque público nos arredores.
Mas como muitos sabem, os parques públicos são alguns dos lugares mais freqüentados por traficantes e usuários de drogas. E freqüentemente os traficantes são jovens e adultos africanos, contratados pelas máfias locais para fazer o “trabalho sujo”, enquanto os chefões se escondem nas suas mansões.
Emmanuel é jovem, Emmanuel é negro, Emmanuel é africano e Emmanuel está passeando no parque. Emmanuel está no lugar errado, na hora errada.
Para alguns policiais Emmanuel é mais um negro delinqüente e traficante. Guardas municipais à paisana seguem Emmanuel, que se assusta e corre. Emanuel se assusta porque vê uns homens estranhos que o seguem. Os guardas municipais à paisana jogam Emmanuel no chão, batem, chutam e levam o “negrinho traficante” para a delegacia.
O jovem é humilhado e acusado de um crime que não cometeu, os policias forçam o jovem a confessar. O rapaz amedrontado assina uma declaração de “desacato e resistência física à autoridade policial”, e mais um outro documento que ele diz desconhecer o conteúdo.
A polícia se justifica dizendo que “quem não deve não teme”, e que se o jovem correu, ele provavelmente tinha algo a esconder.
Emmanuel e sua família resolvem denunciar e a Itália se inflama em polêmicas: racismo, fascismo, preconceito, imigração, criminalidade, quem tem razão? A polícia sempre na defensiva declara que o hematoma no olho do jovem foi causado quando ele escorregou e caiu no chão. Ou que os ferimentos foram feitos pelo próprio rapaz. Ou que, ainda, que a frase “Emanuel negro” escrito no envelope que continha os seus objetos pessoais, foi escrita por ele mesmo, e não por um dos policias, forjando uma denúncia de racismo.
Há uma semana esse é um dos temas mais abordados nos jornais. Após muitas autoridades policiais e até políticos tentarem desmentir e desacreditar o jovem, três testemunhas resolveram contar a verdade: cidadãs italianas corajosas que estavam no parque naquele momento e viram a cena de violência.
Emanuel hoje foi operado, porque a violência sofrida causou uma séria lesão no seu olho esquerdo.
E como se não bastasse, há quatro dias um grupo de jovens delinqüentes, de idade entre 14 e 17 anos, espancou um chinês que passava em um bairro da banlieu romana? O motivo do espancamento: “simplesmente” porque ele era chinês.
A população, a mídia, os políticos de esquerda, enfim, muitos perguntam se a estratégia eleitoral do governo de direita está dando seus (maus) frutos. Parte da campanha eleitoral foi baseada em slogans que ligavam o imigrante e/ou o imigrante clandestino à violência, marginalidade, ilegalidade. Como se toda a violência urbana das grandes cidades italianas (que nem de longe se compara à violência de grandes cidades brasileiras como Rio de Janeiro ou São Paulo) fosse culpa dos africanos, dos albaneses, dos romenos, dos “marroquinos” (como normalmente se chama qualquer imigrante “mulatinho” do Norte da África).
5 comments Outubro 7, 2008







