Archive for Outubro 9th, 2008
Economizar é preciso. Mas é possível?
Como cortar custos, economizar e ao mesmo tempo ter uma boa qualidade de vida? Será que isso é possível na Eurolandia? As opções que Roma oferece:
Cinema – O ingresso dos cinemas custa 7 euros, mas às quartas-feiras o preço è reduzido para 5,50 euros. Alguns cinemas aplicam o mesmo desconto para a primeira sessão que normalmente começa entre as 15 e 16h. Normalmente são sessões frequentadas por idosos e adolescentes. O preço da pipoca e do refrigerante às vezes è mais caro do que a entreda do cinema. Dica de uma amiga: levar sempre na bolsa uma latinha de coca-cola e um saquinho de batatas fritas. Ou ir para o cinema de barriga cheia, né? O cinema Madison (Via Chiabrera 121 – bairro: San Paolo/Ostiense) oferece desconto para estudantes. Normalmente se faz uma carteirinha (custo aproximado de 5 euros) com direito a desconto de 50% em qualquer sessão, exceto nos finais de semana, que o desconto cai para aproximadamente 25% do preço do ingresso.
Transportes – o modo mais prático e barato é fazer o abbonamento mensile (passe mensal). O passe dá direito aos onibus, metro e trem dentro do município de Roma. Custa 30 euros por mês para o passe único e pessoal, 46 euros passe cumulativo (várias pessoas da mesma família podem usá-lo), 16 euros para pessoas desempregadas, 26 euros para estudantes até 26 anos e idosos, 4 euros para pessoas com deficiência física e aposentados que não ganhem mais do que 6.000 euros (aproximadamente) por ano. Fazendo passe anual o preço cai para 230 euros por ano para adultos e 150 euros por ano para idosos e estudantes até 26 anos. Para estudantes que residem fora de Roma, existem preços promocionais fazendo o passe anual.
Balada – (Infelizmente) balada boa é balada cara! Alguns lugares cobram menos de terça a quinta ou sexta. A grande maioria das baladas é paga, e em alguns lugares fazem seleção de pessoas na porta. Na maioria das vezes o critério é equilibrar o número de homens e mulheres para “facilitar o approach”. O preço médio é de 7-10 euros, com direito a uma consumação. Também surgiu há alguns anos a modo do “aperitivo”. Como funciona? Uma consumação única (normalmente 7-10 euros), mas com direito a comidinhas com bufê a la carte. O preço diz muito sobre a qualidade do que se come: quanto mais caro, se come melhor e a variedade é maior. Dica quente: bar Freni e Frizione (http://www.freniefrizioni.com/) no bairro Trastevere. O aperitivo custa 5 euros, a comida é boa e o ambiente é muito legal e bem internacional. O lugar não é muito grande, mas tem uma praça enorme bem na frente e sempre fica lotado nos finais de semana.
Comida – Para poupar com a alimentação do dia-a-dia a solução é diversificar as compras: feiras, mercadinho, supermercado e “discount”. Os discounts começaram como “supermercados de série B” porque praticamente só vendem marcas desconhecidas. Não tem Coca-Cola mas “X-Cola” (nome fictício), não tem Fanta mas “Refri-fanta” (nome fictício). Você nunca vai achar por lá as grandes marcas, mas muitos produtos são bons e custam 1/3 do preço do supermercado normal. O ideal è ir experimentando os produtos aos poucos e ver a qualidade. Eu, por exemplo, só compro iogurte no Todis.
Outra boa opçãp è ir nas feiras um pouco antes do horário da xepa, principalmente se for aos sábados. Como as feiras de bairro abrem a segunda à sexta, quando chega no sábado muitos feirantes querem se livrar de toda a mercadoria. Em alguns casos dá para comprar alimentos bons com 50% de desconto. Exemplo: um dia passei na feira de manhã e a caixa de morango custa 1,50. Ao meio dia e meia ela custa 1,00.
Aluguel – esse é o pior item e eu acho que para poupar a única solução é ir morar na periferia, em municípios limítrofes ou dividir casa com outras pessoas. Uma vaga em Roma pode custar 250-300 euros, e dependendo do bairro, o aluguel de um quarto custa até 600 euros. Preço médio de um apartamento de 50 metros quadrados: 800-900 euros, mais as normais despesas de água, luz, gás, condomínio e aquecimento.
Roupa – tem roupa para todos os preços e bolsos. Dá para comprar roupa em camelô, em lojas de departamento e nos outlets de lojas de marca. Em Roma dois lugares famosos para a pechinha è a feira de domingo de “Porta Portese” e a feira semanal da “Via Sannio”. Existem dezenas de barracas de roupas, acessórios e afins. A atividade è legalizada e as barracas dão até notinha fiscal. Algumas também possuem provador (sempre meio improvisado), mas têm.
Bandejão - as universidades públicas possuem bandejão. Uma boa refeição pode custar de 1,80 a 7,60. O preço defende da renda do estudante. Normalmente a maioria dos estudantes paga entre 2 e 3 euros por um prato principal, acompanhamento, refrigerante e sobremesa. Em alguns campus o bandejão também abre para o jantar, principalmente para os estudantes que residem fora da cidade.
Museus – muitos museus dão desconto para quem tem o passe dos meios de transporte. Todos os demais dão descontos para estudantes (em alguns casos só para estudantes até 18 anos) e idosos acima de 65 anos. Alguns museus de Roma também dão desconto de 1 ou 2 euros se o visitante apresentar o bilhete do ônibus timbrado. O museu do Vaticano é grátis todos os últimos domingos do mês, mas chegue cedo porque a fila é enorme.
Semana da Cultura – normalmente uma semana por ano (mês de março) todos os museus são grátis. Muitos cinemas também cobram 1 euro para as primeiras sessões e/ou entre 2 e pague 1. Para saber quando será a próxima Semana da Cultura (agora só em 2009), o site é http://www.beniculturali.it/settimanacultura/
Sagra – as sagras são festas populares, tipo quermesses. Normalmente são ligadas à promoção e época de colheita de um produto regional típico: sagra do vinho, sagra da alcachofra, sagra do cogumelo, sagra do leitão, sagra da abóbora, sagra do coelho, sagra do azeite, etc. Essas festinhas, que muitas vezes até lembram um pouco as nossas festas juninas, são uma ótima oportunidade para provar e comprar produtos típicos locais, por um precinho camarada, quando não são de graça (infelizmente cada vez mais raro). Nas sagras de vinhos, espumantes e champanhes, normalmente se paga 1,50 por um copo de bebida. Em outras sagras dá para almoçar/jantar comendo entrada, prato principal e sobremesa com 7 euros. Normalmente são festas populares com um certo patrocínio da prefeitura e empresas locais, além de contar com os próprios habitantes que trabalham na organização da festa.
Jornal – Normalmente os jornais de sábado são “recheados” com uma revista de moda a atualidade, além de todas as dicas dos ‘jabás’ para o final de semana. O famoso: leve 2 e pague 1.
2 comments Outubro 9, 2008
Economizar na cidade da luz
Ingrid Mantovani
Paris, França
Nunca gostei da idéia de ser conselheira. Aqui no blog dou dicas importantes e conto minhas experiências, mas não são conselhos em si e sim uma maneira de dividir o que já passei com os que pretendem vir, os curiosos ou os que já moram aqui. Mas se eu tivesse que escolher um só conselho para quem vem para a França seria; fique atento às informações. Informações são valiosas e fazem você economizar dinheiro e entender melhor seus direitos na sua nova pátria. Hoje darei algumas dicas baseadas em experiências minhas, de amigas ou de gente que me procura na internet, espero que ajude.

Antes de vir
Como a maioria das pessoas sabe, a França pertence ao tratado Schengen que permite a entrada de brasileiros como turistas até 3 meses sem visto. Muita gente vem assim com a esperança de prolongar sua estada. O problema é que essa entrada raramente pode ser transformada em visto. Em raros casos isso acontece quando há casamento ou PACS, mas não é nada garantido e depende da Mairie que realizar o matrimonio. Então, o brasileiro que vem pra cá como turista, tem como única opção, voltar para o Brasil para pedir um visto de estudante. Lembrando que o status de turista não nos dá direito a trabalhar legalmente.
Portanto para quem vem com a intenção de ficar por longo tempo, melhor discutir suas opções de visto com o consulado francês. Isso vai garantir menos dor de cabeça e economizar muitos euros no bolso.
Fora isso, é bom calcular bem o dinheiro e já vir preparado para gastar um pouco mais no começo. A princípio não temos carteirinha de estudante, temos que pagar o depósito da casa e não sabemos qual o mercado mais barato. Acabamos colocando nosso dinheiro em um monte de besteiras.
Je suis à Paris – o dia a dia

- O grito de Munch
Quando cheguei à Europa fiquei realmente assustada. Como cheguei em Londres lembro que nos dois primeiros dias gastei quase 200 libras em coisas que eram extremamente necessárias (faça as contas em reais). Já em Paris não foi tão assustador, já que estava acostumada com os preços londrinos. Mas se você chegar Brasil/ Paris, certamente terá aquela reação de desespero que tive ao chegar em Londres.
O que mais pesa no orçamento é o aluguel. Apartamentos minúsculos em péssimas condições custam caríssimo.
Porém o governo ajuda muito as pessoas e meu namorado e eu descobrimos através de uma assistente social “La Caf” (allocations Familiales) que são responsáveis por ações sociais.
Se você é estudante universitário em Paris pode fazer uma inscrição na Caf e eles pagam metade do seu aluguel, o que alivia bastante.

- Metrô de Paris
Como estudante e menor de 25 ano, você também usufrui de outra vantagem o Passe Navigo Imagine que é um cartão para estudantes e dá desconto nos transportes. Eu, por exemplo, pago 30,95 euros por mês e tenho direito a viagens ilimitadas pelas redes RATP , SNCF e OPTILE , zonas 1 e 2.
Mercadorias
Quanto aos mercados,certamente os que são mais próximos das regiões centrais de Paris são mais caros. O ED é barato,mas não tem muitas opções, o franprix, monoprix e casino, o oposto.
A solução foi ir um pouco afastado de Paris e fazer minhas compras no Auchan. Mercado maravilhoso, cheio de coisas boas e com os melhores preços. Lá,inclusive, você poderá comprar roupas de cama para o frio (comprei um ededron de casal por 20 euros) e roupas.
Lembrando que aqui, em alguns mercados você precisa comprar os saquinhos plásticos.É um maneira de proteger a natureza contra o uso desnecessário de plástico, portanto o melhor a fazer é comprar sacolas de feiras para fazer suas compras.
Se você não pensa muito em qualidade e quer coisas provisórias para sua casa (panela, talhares) ou para você (talvez um sapato para trabalhar ou algo assim), recomendo as lojas Tati. Mas já aviso que a loja é uma loucura. Imensa e cheia de gente, mas compensa em algumas coisas.
E finalmente, para se divertir
As baladas aqui, geralmente são gratuitas. O que é ótimo. Mas é claro que o preço das bebidas é alto. O que eu geralmente faço é comprar um vinho(no mercado os vinhos são baratos e bons)e beber em casa, antes de sair.
Uma casa altamente recomendada é La Flèche d’Or , que tem concertos de rock independente gratuitos.
Para os passeios do dia-a-dia pouca gente sabe, mas os menores de 25 anos têm uma noite gratuita nos principais museus.
De quarta-feira podem entrar gratuitamente depois das 18 horas no Centre Pompidou, de quinta no musée d`orsay , sexta no Louvre e sábado no Quai Branly.

- UGC do La défense
E para finalizar,um cineminha. Ir no cinema é bem caro em Paris. (9 a 12 euros e eles não aceitam carteirinha de estudante no final de semana).Mas claro que não poderia ficar sem meus filmes na telona, portanto eu sempre vou no UGC do La défense. É um pouco mais afastado, mas vale a pena. Eles aceitam carteirinha de sábado (então pago 6,50 euros) o cinema é grande, lindo e bem estruturado.
É isso aí, Paris é uma cidade cara, porém cheia de opções econômicas, basta escutar informações dos outros ,andar, analisar e aproveitar.
3 comments Outubro 9, 2008

