Onde, como, quando, o quê estudar na Espanha

Maio 4, 2009

bz

 Glenda Dimuro
Sevilla-Espanha
 

 

Se você pensa em estudar na Europa, mais precisamente na Espanha, neste post encontrará algumas dicas. O assunto é um pouco extenso, mas tentei resumir da melhor forma possível. Lembre-se que para qualquer estância de estudos na Espanha é necessário a obtenção de um visto de estudos, que pode ser renovado ou não a cada ano, dependendo do tipo de estudo.

 

Pós graduação

Estudar uma pós graduação na Espanha, seja especialização, mestrado ou doutorado, pode ser uma ótima opção quando se pensa em morar alguns anos fora do Brasil. O processo de seleção é relativamente tranquilo, principalmente para os programas de doutorado, já que o pessoal aqui gosta mesmo é de trabalhar na “calle” e não precisa de mais de um título universitário para conseguir um bom emprego ou passar em um concurso, bem diferente do que acontece no Brasil.

O primeiro passo é a escolha do curso e do tipo de estudos. Isso, obviamente, vai depender da sua área profissional. A Espanha é um bom destino para quase todas as profissões e há opções para quase todos, principalmente para arquitetos e interessados em políticas públicas, relações internacionais ou direitos humanos.

Basicamente, são três os tipos de estudos de pós graduação: Máster, Máster Oficial e Doutorado. O sistema educacional espanhol está se adaptando ao Modelo Europeu de Educação e algumas mudanças foram feitas desde que cheguei por aqui em 2006. Anteriormente, o acesso ao Doutorado era imediato, ou seja, não era necessário um título de mestrado, já que o Máster Oficial como é realizado hoje não existia. Atualmente, poucos programas de Doutorado ainda continuam no modelo antigo, mas até 2010 os que não se adaptarem ao novo modelo poderão deixar de existir. Vou explicar brevemente como funciona cada uma das modalidades (modelo atual):

Máster: Como uma especialização no Brasil. Também pode ser chamado de “Experto”, “Máster propio”  ou “Título propio” e são cursos oferecidos pelas Universidades ou por outras Instituições (Institutos Universitários) que podem ter ou não vínculo com alguma Universidade. A duração é normalmente de um ano (ou menos), composto de aulas teóricas, práticas e estágios, dependendo muito de cada curso. São cursos relativamente caros, podendo variar entre 2500 euros até mais de 8000 euros.

Máster Oficial: Como o mestrado no Brasil. É oferecido pelas Universidades e é atualmente pré-requisito para o acesso ao Doutorado. Alguns cursos oferecem duas opções de estudos: profissional ou pesquisador. No profissional o trabalho final deve ser algum projeto prático e o pesquisador um mais teórico. Somente a modalidade pesquisadora permite que o estudante siga diretamente para o Doutorado. A duração também depende de cada curso, podendo ser um ou dois anos, divididos em aulas teóricas, seminários e um trabalho final (orientado por um professor) que deve ser defendido para uma banca examinadora (como se fosse uma dissertação no Brasil). O valor do curso está tabelado pelo governo e é baseado no número de créditos a serem cursados (os créditos podem variar de 60 até 120). O preço de cada crédito ronda os 30 euros, mas é variável em cada Universidade.

Doutorado: Semelhante ao Doutorado no Brasil, com a única diferença de que o aluno já não necessita fazer nenhum crédito nem assistir a nenhuma aula. Quando aprova o Máster Oficial (opção pesquisador) o aluno já pode inscrever diretamente a sua proposta de tese em algum departamento relacionado com o seu Máster Oficial. É como se fosse um projeto de pesquisa que deve ser aprovado por uma comissão. Depois da aceitação, a matrícula no Doutorado pode ser realizada sem nenhum problema e o vínculo com a Universidade pode durar até a finalização da tese, sem limite de anos desde que a matrícula seja paga todos os anos. O valor da matrícula pode ser considerado baixo quando comparado ao preço dos másteres, em torno de 60 euros, mas também variável em cada Universidade.

 Este tipo de visto pode ser renovado a cada ano, desde que seja comprovado que os estudos estão sendo realizados de forma satisfatória (normalmente são necessárias as notas do ano anterior) e que uma nova matrícula para o ano seguinte seja apresentada ao governo espanhol.

 

Intercâmbio estudantil

Se você ainda não está formado pode estudar na Espanha através dos programas de intercâmbio estudantil. É nada mais que passar uma temporada cursando matérias relacionadas com o seu curso em uma Universidade Espanhola. A Universidade de procedência no Brasil deve ter vínculo ou acordo com a Universidade escolhida na Espanha para facilitar o aproveitamento das disciplinas ao retornar (ainda que isso muitas vezes não acontença). Normalmente os alunos brasileiros não precisam pagar taxas de matrícula ou pelas matérias que vão cursar, mas não é regra e depende da Universidade de origem.

Este tipo de visto não pode ser renovado, por isso é importante planejar bem o tempo que se quer permanecer por aqui, com uma estância máxima de um ano.

 

Curso de língua espanhola

Ainda existe a possibilidade de morar na Espanha para aprender espanhol. São várias as escolas de idiomas, mas é muito importante que a escolhida esteja registrada no Consulado Espanhol no Brasil, já que nem todas são consideradas “oficiais”.

Assim como o visto de estudantes de intercâmbio, o visto para quem vem aprender o idioma não é renovável. É melhor planejar bem a viagem.

 

Como podem ver, as opções são várias e tudo depende dos planos de viagem. Convém lembrar que o visto de estudante não permite que se trabalhe legalmente na Espanha, salvo exceções devidamente autorizadas pelo governo espanhol (e ainda assim durante meio período). Isso não significa que não se trabalhe ilegalmente ou que ninguém “contrate” estudantes, muito pelo contrário. A grande dificuldade de trabalhar hoje se deve ao fato de que não existe emprego para ninguém, e os estudantes obviamente também são afetados.

Outro ponto importante: o processo do visto é bastante burocrático (principalmente para os estudantes de pós-graduação) e custoso. Burocrático porque necessita de carta da Universidade Espanhola (quando a matricula anda não foi efetuada), tradução e carimbo da Embaixada Espanhola em todos os documentos oficiais (diploma e histórico escolar), comprovante de renda de um familiar (ou amigo) e documento oficial onde diga que ele se compromete a enviar todos os meses certa quantia de dinheiro para a manutenção do estudante na Espanha (o valor depende de cada consulado regional, por exemplo, em Porto Alegre no ano de 2007 estavam pedindo que fossem 1700 euros ao mês!) e mais algumas coisinhas. Esse último documento assusta no início, mas é nada mais que um documento feito em cartório para apresentar ao consulado. Ninguém controla se essa quantidade de dinheiro é realmente enviada para você todos os meses, até mesmo porque este valor é completamente absurdo para um nível de vida de um estudante comum.

Além da burocracia, ainda temos o probleminha do bolso. Ou seja, além de todos os gastos com passagens e estadias aqueles que quiserem estudar na Espanha devem considerar os custos do visto, onde está incluído um seguro médico privado que cubra todo tempo que se viva no exterior. Em anos anteriores, muitos estudantes de aproveitaram do convênio de Saúde Pública existente entre o Brasil e a Espanha. Significava que quem havia contribuído com o INSS por pelo menos os últimos três meses antes de viajar ganhava o direito de usufruir da “Seguridad Social” na Espanha completamente grátis. Já não é mais assim e agora lhe obrigam a fazer um seguro privado que custa em torno de 1200 dólares ao ano.

Enfim, não é fácil, mas está longe de ser impossível. As regras mudam a cada ano e sempre digo que o melhor a fazer é visitar o consulado espanhol mais próximo e tirar todas as dúvidas com relação ao visto. De qualquer forma me ponho a disposição para quem quiser saber mais detalhes sobre o assunto.

 

Links interessantes:

Consulados Espanhóis no Brasil

Lista de Universidades Espanholas

Mapa das Universidades Espanholas

Ministerio de Ciencia e Innovación

Entry Filed under: Espanha, Uncategorized. .

25 Comments Add your own

  • 1. Ellen  |  Maio 5, 2009 at 7:08 pm

    Apesar de toda “burrocracia” vale muito a pena. Infelizmente meus 8 meses aqui de pós doutorado já estão no final. Mas aconselho a todos que tenham este sonho tentarem, é muito bom.

    Responder
  • 2. persistenciadamemoria  |  Maio 6, 2009 at 2:14 am

    Belo texto! Cheio de informações úteis….parabéns!

    Responder
  • 3. Sheila  |  Maio 11, 2009 at 2:46 pm

    Olá
    Adorei seu texto em especial porque estou com uma ida a Espanha engatilhada. Eu e meu esposo fomos aprovados para o Master Oficial em Madrid e Valencia… ainda estamos decidindo para qual iremos… estamos com muita duvida se iremos em virtude da crise mundial.
    Embora possua condição de nos manter ai por uns seis meses, teriamos que trabalhar no restante e ai mora o meso…
    Não sei como estão realmente as coisas e queria algumas dicas, se vc puder me ajudar agradeço mto.
    Seria possivel me dizer qual é a media de gastos mensais, perspectiva de trabalho, coisas assim?
    Parabéns pelo texto e aguardo ctto.
    Sheila

    Responder
  • 4. Isabel  |  Maio 19, 2009 at 3:17 am

    Olá,
    Muito bom o seu texto. Eu estou com uma duvida e quem sabe você poderá esclarecer. Meu marido conseguiu a dupla nacionalidade por ser filho de espanhóis. Temos 3 filhos, e um deles (casado) deu entrada nos documentos também, mas ainda não ficaram prontos. Acontece que eu e meu marido queremos nos mudar para Espanha e esse meu filho também. Sua esposa está grávida de 4 meses e só poderá viajar até o mês que vem (junho). Fomos ao consulado e não tem previsão de quando ficará pronto os documentos dele. Pergunto: existe uma forma deles viajarem conosco sem a ameaça de deportação? Minha nora trancou matricula na faculdade de educação física em função dessa viagem… Não conhecemos as leis espanholas, e se você puder nos dar alguma idéia ficarei imensamente grata.
    Abraços

    Responder
  • 5. Glenda  |  Maio 20, 2009 at 8:18 am

    Oi Sheila! A coisa tá preta! É tudo verdade o que dizem e um pouco mais…hehehehe…na Andalucía (reguão onde eu moro) a taxa de desemprego começa a rondar os 20% da população ativa… É muito!!! Tá dificil mesmo, mas… isso é como dizer para criança que colocar o dedo na tomada dá choque…tem que ver para crer!
    Com relação ao custo de vida, é tudo relativo. No orkut certamente vais encontrar comunidades de Brasileiros em Valencia que podem te dar informações mais verídicas que as minhas… Aqui em Sevilla, encontras quarto para dividir por 220 até 350 euros. Apartamento de um quarto não existe por menos de 500… por ai vai, com menos de 600 euros normalmente é dificil sobreviver.

    Espero ter ajudado!

    Responder
  • 6. Glenda  |  Maio 20, 2009 at 8:25 am

    Oi Isabel!

    Pois é, essa história de barrarem as pessoas no aeroporto é uma roleta russa. Não se sabem as razões, essa semana mesmo teve uma professora que foi parada na França. Enfim, não dá para saber.

    A única coisa que eu posso te sugerir é que não venhas diretamente para a Espanha, se pretendes ficar aqui. Ou seja, faça alguma conexão em outro país da UE que tenha o acordo de fronteiras (espacio schengen) e depois venha para cá. Assim, vc faz a aduana nesse país (menos França…hehehe) e como está em trânsito, as chances de colocarem “pegas” são mais remotas… É uma idéia. Comprar uma passagem de ida e volta (com a volta marcada para 15 dias) também é outra coisa boa. Não pode mostrar na cara que vão vir para ficar.
    O fato do seu marido ter a nacionalidade ajuda bastante. Na hora de passar pela fiscalização, aconselho a irem os 4 juntos, como se fosse turistas normais.
    Com relação aos documentos dele, vale a pena perguntar no consulado como proceder na hora da retirada dos documentos. Pode ser que ele tenha que voltar ao Brasil para fazer isso…não tenho certeza.

    Espero ter ajudado!

    Responder
  • 7. Beatriz Nogueira  |  Junho 6, 2009 at 10:03 pm

    Olá… Adorei o seu texto… muito informativo…

    Eu estou interessada em fazer um Máster propio em uma universidade pública de Madrid… Você saberia informar se normalmente eles pedem um certificado do DELE?

    Obrigada pela ajuda =)

    Responder
  • 8. Glenda  |  Junho 7, 2009 at 12:41 pm

    Oi Beatriz. Aqui não se costuma pedir DELE para nada… e imagino que menos ainda para um Master Propio.
    Abraço!

    Responder
  • 9. Felipe Molon  |  Junho 29, 2009 at 4:45 pm

    Bom dia, Glenda!!! tudo bem?!
    Achei muito bom texto, pois além de ser bem informativo, conseguiste captar uma temática geradora de muitas dúvidas. Parabéns.
    No momento, estou planejando um curso de linguas na Espanha, mais precisamente em Madrid, nos meses de janeiro à março de 2010. Por isso gostaria que me desse umas dicas sobre o custo com alimentação e viajens pela Europa. Já ouvi falar muito bem das famosas tapas, mas como vou ficar três meses, não posso esbanjar em comidas caras! Penso também que como já estarei na Europa, não posso deixar de conhecer Portugal nem França, no entanto, tudo dependerá dos valores….
    Agradeço pela atenção, e lhe parabenizo novamente, pois oferecer dicas e dar conselhos fazem toda diferença para quem vai viajar, principalmente para mim, já que será minha primeira ida ao exterior.

    Responder
  • 10. glendadimuro  |  Julho 7, 2009 at 8:56 am

    Oi Felipe! Realmente, já que estarás aqui tão pertinho vale muito a pena conhecer outros países… Pena que o tempo é curto, mas sempre é bom aproveitar os finais de semana para escapadas!

    Responder
  • 11. Rafaela  |  Julho 10, 2009 at 3:27 pm

    Ola!! Adorei o blog!! otimas informacoes!!
    fiquei com uma duvida..onde encontro a informação de que nao aceitam mais o convenio do INSS para fins de visto de estudante?? Pergunto pois na pagina do INSS ainda consta a Espanha como membro do Convenio!

    Abs

    Responder
  • 12. glendadimuro  |  Julho 10, 2009 at 8:54 pm

    Oi Rafaela!
    O convênio segue existindo para qualquer cidadão brasileiro que venha para a Espanha, o consulado é que não aceita mais como alternativa para o seguro de saúde privado (obrigatório para fazer o visto). Bom, pelo menos não aceitaram no consulado de Poa em 2007 e no de Recife em 2008… mas como cada consulado faz as suas regras e tudo muda o tempo todo… o melhor é ligar antes e procurar informação atualizada. :)

    Responder
    • 13. Rafaela  |  Julho 18, 2009 at 1:56 pm

      Muitissimo obrigada!!!! Vou tentar bscar essa informacao no consulado! Mas pelo que tenho visto, é isso mesmo que voce falou, eles nao aceitam!!
      Alguma dica de seguro mais barato?

      abs

      Responder
  • 14. LUCI  |  Julho 16, 2009 at 9:22 pm

    Tenho o permisso de residencia em españa, estou trabalhando com uma familia e agora vou renovar meu permisso para poder permanecer. Sou graduada com especializacao no Brasil gostaria de saber como devo fazer para poder fazer um MASTER aqui na españa. Como, quando posso comecar. Gostaria de saber todos passo para o ano vindoro dar inicio. LUCI da um direcao urgente…

    Responder
  • 15. glendadimuro  |  Julho 19, 2009 at 10:59 am

    O valor dos seguros variam muito porque a maioria é baseada na cotação do dólar. Eu já fiz o Acer e o do Mapfre, que na época era os mais baratos.

    Olha Luci, tudo o que eu poderia dizer sobre como fazer um Máster eu já disse ai no post… O lado bom é que pela tua situação não vais precisar dar entrada no visto de estudante, já que tens a residència. O melhor que tens a fazer é procurar no site da Universidad da cidade onde moras e buscar por informações mais específicas.

    Responder
  • 16. Erika  |  Agosto 4, 2009 at 3:16 pm

    Bom dia,
    Muito bom o texto!
    Gostaria de saber se fazendo um Master Oficial eu teria o título de mestre reconhecido também aqui no Brasil. Pretendo fazer um master oficial na Universidade de Barcelona.
    Alguém poderia me ajudar com essa informação? Ou me dizer onde posso conseguí-la?
    Muito obrigada!
    meu email: erikamoura@yahoo.com.br

    Responder
  • 17. Glenda  |  Agosto 6, 2009 at 7:15 am

    Bom Erika, o processo de homologação no Brasil existe e segundo o MEC cada Universidade tem autonomia para decidir como vai ser o seu. Ou seja, não existe um procedimento padrão. Atualmente estou nessa fase, pois acabo de enviar meus documentos para a UFRGS (Porto Alegre) para entrar com o pedido.

    Algumas coisas são certas:
    1) A Universidade escolhida para a homologação também deve oferecer um curso de pós graduação (mestrado e doutorado na área);
    2) O teu título e o teu histórico escolar do máster espanhol devem estar devidamente legalizados pelo Ministerio de Educación, pelo Ministerio de Relaciones Internacionales e finalmente pelo Consulado Brasileiro na Espanha (nessa mesma ordem, mais informações: http://www.educacion.es/mecd/jsp/plantilla.jsp?id=2&area=titulos/legalizacion) e depois traduzido ao português por tradutor juramentado.
    3) No meu caso ainda me pediram: a ata de defesa do master, um documento expedido pela Universidad com a carga horaria e o resumo das disciplinas cursadas, comprovante que residi na Espanha durante toda a duração do curso (não é aceito curso a distancia) e um exemplar da dissertação (pode ser em espanhol mesmo, não precisa traduzir).

    Toda essa documentação é apresentada na Universidade escolhida (lembrando que é necessário consultar a documentação de cada universidade) e depois de pagar uma taxinha de mais de 350 reais, é sentar e aguardar. Outros documentos podem ser solicitados durante o processo.

    Enfim, é um trabalho burocrático como tantos outros… resta agora esperar e ver o resultado.

    Responder
  • 18. Lucas  |  Agosto 10, 2009 at 5:28 pm

    Olá!
    Muito bom o post! Obrigado.
    Estou indo para Europa em Janeiro, primeiramente para Inglaterra dar um upgrade n omeu inglês e depois para Espanha fazer uma pós graduação. Gostaria de saber se devo já tentar ingressar na universidade da Espnha daqui do Brasil ou se devo fazer tudo estando lá? Claro que com a documentação necessária em ordem já. Ah sou cidadão Europeu, e já morei em barcelona quando era mais novo.
    Agradeço desde já se pudere me ajudar.

    Responder
  • 19. Glenda  |  Agosto 10, 2009 at 11:10 pm

    Oi Lucas! Sendo cidadão europeu, não precisas de visto para morar aqui… não sei qual a tua cidadania, mas se não for a espanhola acho que tens que te registrar somente para ter um documento daqui…confesso que não sei muito bem como funciona. Respeito ao ingresso na Universidade, vale a pena lembrar que as ínscrições para as pós graduações normalmente começam em junho/julho e as matriculas em agosto/setembro, já que o ano letivo começa em setembro/outubro. Se perder o prazo, só no outro ano! Não sei quanto tempo ficarás na Inglaterra, mas mais ou menos por essas épocas já deves começar o processo da inscrição, que normalmente é feito pela internet. :)

    Responder
  • 20. Ro  |  Agosto 25, 2009 at 10:26 pm

    oi glenda!
    Muito bom o texto, muito informativo.
    Pretendo fazer parte da minha graduacao, 6 meses, na Universisade de Barcelona, não entendi direito o processo de trabalho, se eu estudar meio periodo, 4 horas por dia, eu consigo permissao para trabalhar legalmente ou não é possivel estudar e trabalhar de forma legal.
    Muito obrigado!

    Responder
  • 21. glendadimuro  |  Agosto 27, 2009 at 8:16 am

    Olha, como eu já disse por ai em algum comentário, a Espanha não é como outros países que um visto de estudante te permite trabalhar automaticamente por meio período.

    Quem quiser trabalhar legalmente vai ter que enfrentar a oficina es estrangeiros e pedir uma autorização para trabalhar, que não sei se é concedida para qualquer tipo de trabalho ou somente para aqueles que não foram preenchidos por espanhóis ou membros da comunidade européia (ou seja, sobra – melhor sobrava, porque hoje em dia não sobra mais nada – trabalho de pedreiro, doméstica tempo integral, cerralheiro, enfim, trabalhos que nenhum espanhol quer – ou não queria).

    Quando o trabalho é relacionado com o que estás estudando, tipo um estágio, também te dão a autorização. Mas a grande maioria dos estudantes trabalha ilegalmente, ainda mais se vem por seis meses, que pode ser o tempo que dure para fazer toda a documentação (ou mais!).

    :)

    Responder
  • 22. Isabel  |  Setembro 13, 2009 at 8:10 pm

    Oi Glenda, estava pesquisando sobre Master e achei o teu blog, então.. eu quero muito ir pra España fazer um Master em Tradução, mas gostaria que fosse portugues-español, será que conheces algum?? eu já fucei por todos os cantos e não achei nada, mas quem sabe tu conheças algum.. ou se souberes de algum Master em tradução que valha a pena.
    bom.. se souber de algo fico feliz!
    =)
    Gracias!

    Responder
  • 23. glendadimuro  |  Setembro 19, 2009 at 9:45 pm

    Pois é Isabel, não conheço nenhum não… na verdade aqui ninguém tem muito interesse em aprender a falar português, por isso deve ser tão dificil encontrar uma máster com essa especialidade…

    Responder
  • 24. Teídes  |  Outubro 26, 2009 at 12:58 am

    OlÁ, PODERIA EM INFORMAR AS UNIVERSIDADES PUBLICAS PARA FAZER DOUTORADO, ESTOU FAZENDO MESTRADO AQUÍ NO BRASIL E PRETENDO FAZER DOUTORADO NA AREA DE ALIMENTOS. OBRIGADA, AGUARDO EMAIL.

    Responder
  • 25. glendadimuro  |  Outubro 26, 2009 at 10:24 pm

    Puxa vida! Tem tanta Universidade pública aqui! Melhor pesquisar no mapa das universidades espanholas: http://www.ua.es/es/internet/unimapa.htm

    ;)

    Responder

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