Síndrome do ex-namorado
Este mês vai completar 3 anos que vim morar na Austrália. Ainda não fui visitar o Brasil e volta e meia sofro o que chamo de síndrome do ex-namorado.
Você que terminou o namoro, mas agora não lembra direito o porquê. Só consegue pensar em como o seu ex era divertido. E sexy. E bonito. Resolve ligar pra ele, pede pra voltar e em menos de 1 semana – putz – você lembra perfeitamente a razão de ter terminado. Você sabe! Com ele, nunca vai dar certo!
É assim que às vezes me sinto em relação ao Brasil. Porque estou longe, porque sinto saudades, volta e meia esqueço porquê decidi ir embora do meu próprio país.
Quando a síndrome do ex-namorado bate, não consigo me lembrar do pânico que sentia ao dirigir pelas ruas do Rio. Esqueço que não parava mais em sinal de trânsito, pois podia ser assaltada. Esqueço que não aguentava mais a corrupção e a impunidade que infelizmente assola o nosso país. Não lembro das crianças dormindo nas ruas, dos tiroteios… esqueço totalmente como a desigualdade social é gigantesca no Brasil. Esqueço como vivia estressada e correndo e com medo o tempo inteiro.
A síndrome do ex-namorado é um fenômeno real, que assola muitas das brasileiras que vivem por aqui. Fazer o quê?
A verdade é que, pra mim, o Brasil será sempre meu eterno namorado, o meu primeiro amor. Mas não adianta fantasiar. Eu sei muito bem porque “terminei” com ele.













Olá Cláudia,
Muito interessante esse seu ponto de vista! Acho que essa síndrome do ex-namorado ainda pega mais forte em nós brasileiros, pq o país tem tanto a oferecer, tanta coisa boa, mas ao mesmo tempo, não sai do “eterno país do futuro”. Creio que o que mais queríamos era o “país do presente”, e que td isso que vc colocou, ficasse no passado.
Abç…
Ai, eu voltei com ele! Achei os outros namorados cheios de defeitos, também…rs
Excelente o texto!
ola caludia! Gostei muito do seu texto.
Eu viajei pro brasil esses tempo e voltei com o sindrome de namorado que vc chama. ultimamente fico lamentando por nao Poder largar tudo e voltar. E tento lembrar pq sai do pais.
Ja que, largar tudo do pra voltar e um risco serio.
~>.<
ola caludia! Gostei muito do seu texto.
Eu viajei pro brasil esses tempo e voltei com o sindrome de namorado que vc chama. ultimamente fico lamentando por nao Poder largar tudo e voltar. E tento lembrar pq sai do pais.
Ja que, largar tudo do pra voltar e um risco serio.
Ih, eu nunca volto mais pra ex. Fica aquele gosto de quentinha requentada, sabe ? Ja vi esse filme e nao gosto de replay.
Oi gente! Obrigada pelos comentários!
Como é difícil recomeçar a vida em outro país, não é mesmo? Bom que podemos dividir nossas experiências por aqui.
Beijo grande
Claudia
Oi Claudia,
Adorei o seu texto! Você conseguiu traduzir maravilhosamente bem o que sinto e tantas outras amigas sentem em relaçao ao Brasil. Valeu! E que historia a sua, menina, parabéns pela coragem de escolher uma vida melhor. Beijocas e se precisar de algo aqui na Provence, me avisaaaaa!
Eu sofri dessa síndrome quando vivi no Canadá. E depois de 5 anos, voltei ao Brasil. Agora sofro da síndrome do ex Canadá.. rss. Esqueci o frio, a solidão, a vida de imigrante…
Nenhum lugar é perfeito, mesmo!
Home is where the heart is.
Bjo!
Adorei seu texto!!!
Embora, me considere namorada do Rio.. Aquela que sabe dos seus defeitos, se estressa com eles, mas que o ama tanto, o acha tão gostoso e divertido, se sente tão bem com ele… Que releva esses defeitos. =)
Mas como disse a Isa, nenhum lugar é perfeito!
O importante, para mim, é a gente se sentir feliz no lugar que escolhemos para ser a “nossa casa”!
Parabéns pelo post! =)
Esse texto eh uma obra prima, devia ser publicado na primeira pagina do Estado de Sao Paulo. Meu, como pode? Voce conseguiu escrever o que todos sentimos sem sabermos explicar. Eu ainda nao estou na fase do ex-namorada(o). Ainda estou encantado com meu novo namorado (EUA) e ainda sinto muita raiva do ex (Brasil). Nao eh facil recomecar a vida/carreira aos 40 anos de idade mas ficar no Brasil simplesmente “nao dava” mais. Nem dormir direito eu dormia mais. Cansei das janelas com grades, das portas com 3, 4 trancas, dos muros altissimos e de ficar olhando por cima do ombro nas ruas. Ja nem saia mais a noite com medo de voltar e colocar o carro na garagem.
Pra esse eu so volto deportado e te garanto, fico la por pouco tempo…
Parabens!
Sucesso
Abs
Renato
Olá Claudia.
Gostei muito do seu ponto de vista, principalmente em relação ex-namorados(as). É bem isso mesmo… em certos momentos de tristeza voltam as lembranças boas (e isso é bom né!?), só que as vezes esquecemos o porquê do término.
Mas nesse caso, eu não encararia como um ex-namorado(a). Para mim esse é um caso de família, pois nascemos aqui e não escolhemos isso (pelo menos não enquanto ser humano). E por pior que seja, não acho que a melhor coisa seja fechar os olhos e “virar as costas” para os problemas da sua “família”.
Confesso que as vezes tenho vontade de largar tudo e esquecer dos problemas do Brasil, mas sinto uma certa obrigação para com o Brasil, devido a todas oportunidades que tive e que grande parte da população não teve.
Enfim, não acho que você seja uma pessoa má por isso! hehe
Eu só acho que pessoas com grande potencial e experiência, como acredito ser o seu caso e dos integrantes desse blog, poderiam fazer muito mais pelo nosso país.
Boa sorte aí na Austrália. Aproveite muito a experiência, mas volte… o Brasil precisa de ti \o/
Beijos
Pablo
OI pessoal..
estou passando por uma situação parecida,mais o problema é que eu to qrendo sair do paiz justamente para aprender uma lingua que sou apaixondo,vivenciar outros tipos de costumes, adapitar a uma outra cultura,agregar mais conhecimentos para meu futuro.
Isso tudo com o intuito de evoluir na vida,não gosto muito de estudar mais sei que é preciso!
No entanto tem uma coisa que me segura aqui…
minha namorada,pois amo ela dmais..
hj em dia o nosso mundo esta totalmente banalizado, e pessoas com a indole como e dela,na minha opnião…
esta pra existir!
to com muito medo,minha cabeça ta a mil,estão se passando tantas coisas q ja não sei se vou conseguir..
ai vem aquela pergunta neh???
e se eu decidir não ir, e com o tempo agente terminar???aff
esses empecilhos estão acabando com minha cabeça!
se alguem me entender e puder me ajudar, será muito gratificante..
abrços
Leva ela contigo! Não precisa se mudar de mala e cuia… 6 meses não matam ninguém e se o amor é verdadeiro, aguenta! Lembra daquela frase: é melhor se arrepender do que a gente fez do que de aquilo que deixamos de fazer!