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Feliz 2009 de Dublin!
Dois de nossos primeiros leitores no Brasil com Z formam a dupla, Edu Giansante e Homero Carmona do excelente E-dublin.
Sempre incentivando as pessoas a fazer intercâmbios, eles publicaram um texto maravilhoso de final de ano.
Vou publicá-lo aqui e espero que anime muitos brasileiros que têm sonho de viajar ou qualquer outro sonho.
“É, acabou, 2008 passou, 2009 começou e cá estamos… O mundo já passou por crises, bug do milênio, tsunami, katrina e até previsões de fim do mundo em 1999, 2000, 2001… Qual vai ser a próxima… Acho que tudo isso serve para mostrar pra gente que somos mais fortes do que tudo isso! Vamos em frente, porque atrás vem gente!
Acho que fiz vários registros de aprendizados que tomei aqui em Dublin, mas acho que o maior deles demorou para cair a ficha para mim. Está relacionado mais uma vez com a forma que eles vivem o hoje, e viverão o amanhã… como a qualidade de vida deles é preservada, e com ela, a identidade.
No Brasil, aos 15 anos, quando entramos éramos pressionados, diariamente por parentes, professores, mídia e tudo mais, a decidir o que queria fazer da vida. Quando eu só queria curtir…
Aos 18, isso foi mais duro ainda! E a faculdade? Escolheu? Estudou? Já procurou estágio? No segundo ano da faculdade já vão te pedir experiência no trabalho, tem que começar no primeiro ano.
22, você não tem experiência na área? Nunca trabalhou? Não foi efetivado no estágio? F&*%u ein?
A vida cobra sério pra quem nasceu em uma cidade como São Paulo, cidade que amo… cidade que odeio!
Pois é, aos 24, 25 você está ficando velho para começar a sua vida profissional. Imagine você ouvindo seguinte frase de alguém por ai no Brasil:
- Estou terminando a faculdade agora, mas vou passar um ano viajando pelo Franca, trabalhando no que der. Tenho alguns amigos que já terminaram a faculdade e dizem que o trabalho é muito pesado, estressante… não sei se estou preparado. Quando eu voltar eu vejo o que faço – algum garçom irlandês, 24 anos.
No mínimo absurdo para a nossa realidade capitalista, hipócrita, e massacrante… que aos 15, quando a criatividade e a capacidade de aprendizado são grandes, você é massacrado com uma só possibilidade: estudar um monte no colegial para entrar em uma faculdade boa, trabalhar, trabalhar, trabalhar, e viajar nas férias, pra santos, se der…
Tudo isso, aconteceu, e você tem 22, 23 anos. E de bom, o que você fez? O que você planejou que realmente para você?
Ao chegar aqui na Irlanda, ou na Europa como um todo. Meu currículo e do Edu foram super valorizados. Entrevistas, elogios, por conta do pouco tempo de vida, e já 5 anos de experiência! Isso praticamente não existe por aqui. Não é permitido ao aluno trabalhar durante o período de aulas, apenas nas férias. Alguns fazem estágios, work experiência, trabalham de garçom ou atendente de telemarketing só para levantar um dinheiro para as farras, as bebidas!
Aos 22, 23 ou 24… Estão formados, mas quem disse que é hora de entrar no mercado de trabalho? Pode ser que sim, pode ser que não, vai do seu coração (foi só pra rimar essa, tudo bem).
Muitos deles vão para a Austrália tirar “one year off”, ou mesmo França (onde nossa amiga Ingrid do BrasilcomZ está, Espanha (país onde está a Amanda do Destaque SP. Outros, engrenam em trabalhos de menor responsabilidade / estresse, como garçom, bartender, promoter em supermercados etc.
Cedo ou tarde, muitos deles engrenam na carreira, mas isso não é uma obrigação. 27, 28, 30… Você ainda é jovem, e pode começar o que quiser… por ser o que quiser. 40? não está satisfeito com as escolhas? Foi trabalhar em banco mas descobriu que gosta mesmo é de cozinhar… Vire conzinheiro… Isso é possível, e ninguém vai te recriminar por causa disso!
Antes de vir pra cá, eu tinha um pouco na minha cabeça que eu ainda era jovem, e era o momento de vir pra cá! Por outro lado, eu tinha medo e vim o mais rápido que pude, porque com 26 ou 27, eu imaginei que estaria velho para vir. Quando cheguei aqui, percebi que com 23 era jovem, com 24, ainda sou, e com 30 ainda serei jovem. E se eu quiser / puder, com 40, 50, 70 ou 80, serei jovem e recomeçarei quantas vezes der na telha, e vou aproveitar a vida da mesma forma.
As festas de fim de ano vieram para me mostrar isso. Trabalhei em diversas festas de fim de ano, e me surpreendi em cada uma delas, mas em uma em especial. Era a premiação do “heróis” da comunidade, alguns jovens, algumas famílias, mas a maioria idosos, simpáticos e sorridentes.
Quando a banda começou, todos foram para a pista. Até um senhor, surdo, ganhador de um dos prêmios por ajudar em um azilo de surdo e mudos, foi para a pista dançar. Mas ele é surdo!!! E daí?
Mas eles comeram a mesma coisa que os outros comiam na festa? Dançaram a noite toda? Não estão velhos pra isso?
Velho pra isso? Quem foi que perguntou uma loucura dessa? Existe “ser velho” pra fazer alguma coisa? É a sua vida, é o que você quer fazer… então porque se censurar com uma frase tão idiota quanto essa: “Eu sou muito velho pra isso”. Pobre daquele, que, aos 90, aos 50, 30, ou 15 anos de idade, pensou isso. A impressão que tenho é que os irlandeses nunca pensaram isso. E uma festa de idosos, é tão, ou mais animada que uma festa onde só há jovens, que ainda sofrem com o medo do que os outros vão pensar. Mas aqui, tanto para velhos, quanto para jovens, o livre arbítrio é levado em conta, eles fazem o que querem, quando querem, APENAS porque querem.
Este post aqui, é de alguma forma, um pedido de desculpas… A mim mesmo, e a todos que um dia posso ter dito que estava ficando velho para alguma coisa.
Peço desculpas a meu amigo Shimoda (apelidado de cocô), pois quando ele tinha 24, e não tinha trabalhado na área, eu dava sermões, e mais sermões dizendo que ele estava ficando velho para engrenar em uma carreira. Talvez para os brasileiros, ele estivesse mesmo, mas eu não sou mais só brasileiro, eu sou um “cidadão do mundo”, e sei que o Brasil não é o limite, que a idade não é o limite, e que a felicidade e o recomeço não tem tempo, é ontem, hoje e agora… e a qualquer momento.
Se você acha que tudo isso é loucura, pergunte a Rosagenla e a Lili, para o Jonas ou então para o Rocco – pizzaiolo viramundo, ou a Ines que comecou aos 30…
Feliz 2009 a todos, sem exceção! É o que o E-Dublin deseja a vocês!”
3 comments Janeiro 9, 2009
Como economizar em Dublin!
Marcos Oliveira Gomes
Dublin, Irlanda
Dublin é conhecida por ser umas das cidades mais caras da Europa, isso pode assustar no começo, mas sempre tem um jeito de economizar e manter as contas em dia.
- Pra quem vem estudar em Dublin, a primeira coisa é fazer a carteirinha de estudante, os descontos não são de 50%, mas é uma economia que faz diferença;
- A melhor opção é comer em casa, sem dúvida, existem supermercados como Tesco, Lidl e Aldi que tem preços bem atrativos e muitas promoções;
- Na hora do aperto existem opções pra salvar o seu almoço, Lasanha do Centra €1,86 por exemplo;
- O Tesco possui o Clubcard, um cartão fidelidade que você acumula pontos a cada compra, não custa nada e esses pontos retornam e forma de crédito para outras compras;
- Leve sempre uma bolsa ao fazer compras, as sacolas plásticas são cobradas nos supermercados (€0,22);
- A maioria dos brasileiros compra celular Vodafone, as vezes tem uma promoção pra falar de graça entre celulares Vodafone, além disso o minuto para telefone fixo no Brasil custa €0,09;
- Dublin é uma cidade pequena, dependendo do seu trajeto para escola e trabalho pode ir a pé ou comprar uma bicicleta e economizar no transporte;
- Se for depender de transporte público, procure pelos passes semanais ou mensais que tem desconto com a carteira de estudante e saem bem mais em conta;
- Sair a noite em Dublin é caro, uma Pint custa em média €5, porém os Pubs não cobram entrada;
- Aluguel é o item mais caro, a solução é pesquisar muito, muitas vezes a localização não vai influenciar no preço, já vi vagas bem localizadas mas que o apartamento era horrível e vagas em apartamentos luxuosos com preço mais em conta.
- Algumas épocas são mais difíceis de achar uma boa vaga, pesquise bastante e procure se informar sobre a região, quantas pessoas moram na casa, contas, opções de transporte;
- Não adianta economizar €50 pra morar muito longe do centro e gastar a mesma quantia em transporte;
- Lembre-se que você tem que se deslocar pra escola por 6 meses, porém o seu emprego pode mudar, então de preferência pra morar perto da escola até porque você já sabe o local desde o início enquanto o emprego pode levar até meses para achar um;
- Ao alugar uma vaga precisamos pagar o depósito, geralmente é no mesmo valor do aluguel, essa quantia você recebe de volta quando sai da vaga e recebe do próximo morador;
- Dublin faz frio e venta muito, no começo se precisar comprar roupas vá direto a Penneys, existem várias lojas pela cidade, é parecido com uma C&A, e os preços são muito baratos!
- Dublin é uma cidade com muitos imigrantes, inclusive muitos brasileiros, então você sempre vai achar algum produto, loja ou serviço mais em conta.
Bom, o segredo no final das contas é planejmento, se você ainda não arrumou emprego procure economizar ao máximo, no começo os gastos são muito altos e a busca por emprego pode se tornar um pesadelo. Mas tão logo você comece a trabalhar a situação melhora, o salário mínimo é um pouco mais de €8 e mesmo só podendo trabalhar 20hs por semana durante as aulas você consegue equilibrar as despesas.
6 comments Novembro 7, 2008
Irlanda e as Batatas!
Marcos Oliveira Gomes
Dublin, Irlanda
Pra falar de culinária na Irlanda precisamos falar de Batata! O tubérculo está presente no dia-a-dia dos Irlandeses desde a segunda metade do século 16, vinda da América do Sul. As condições climáticas na Irlanda não favorecem a agricultura, mas a batata cresceu muito bem no solo irlandes e além disso era fácil de estocar e ser consumida no Inverno.
Para entender a relação do povo Irlandês com as batatas precisamos voltar no tempo. De 1845 à 1849 a Irlanda passou pela “Irish Potato Famine” (A Grande Fome da Batata). Crise provocada por um fungo nas plantações de batatas que era a base alimentar em toda Europa e matou cerca de 1 milhão de Irlandeses e outros milhares emigraram fugindo da fome e das doenças.
Na época considerado um milagre, as batatas resistiram a moléstia e criaram imunidade, sendo cultivadas intensamente após umas das mais profundas crises alimentares na Europa.

Bom, depois desta rápida aula de História, vamos falar de… Batatas!
A batata obviamente é a base de muitos pratos tradicionais na Irlanda. Eu não passei pela experiência de me hospedar numa homestay, mas os brasileiros aqui reclamam comentam que se come batata todos os dias: batata ensopada, batata assada, batata frita, batata com carne, batata com peixe, batata com batata.
Bom, nas ruas a história é um pouco diferente, o que vemos por aí são restaurantes dos mais variados tipos e origens. O mais tradicional é o Fish & Chips que é uma posta de bacalhau empanado frito acompanhado de batatas fritas (usa-se vinagre e curry pra temperar a batata frita e fica muito bom).

Espalhados pela cidade temos fast-food, pizzarias, kebabs, sanduíches, comida chinesa, thailandesa, polonesa e até um restaurante brasileiro!
Nos supermercados encontra-se uma boa variedade de produtos, algumas coisas que são comuns no Brasil aqui não existem, como requeijão e feijão(só enlatado). Já outros produtos como polvilho e leite condensado podem ser encontrados nas lojas asiáticas e polonesas comuns em Dublin. Por coincidência esses dias achei uma loja brasileira que vende feijão, leite condensado, limão, farofa pronta, doce de leite e outros produtos comuns no nosso dia-a-dia.
A cozinha tradional irlandesa considerada pela maioria, tem sua origem não nos nobres, mas sim na cozinha dos fazendeiros do passado, preservando assim a identidade culinária dos antepassados.
O Café da manhã tradicional, o Full Irish Breakfast é bem diferente do nosso: bacon, ovos, salsichas, tomate, cogumelos, pudding, frutas frescas, torradas com manteiga e geléia. Na verdade é bem parecido com o English Breakfast.
É difícil falar da Culinária Irlandesa estando há apenas 2 meses aqui e não conviver com Irlandeses, só experimentei o Fish & Chips que é muito bom por sinal. Mas existem muitos outros pratos tradicionais, e a batata está sempre na receita. Além disso muitas vezes usam cerveja para cozinhar.
Esse post já estava prontos há alguns dias, mas estou completamente sem tempo pra terminar. Decidi publicar assim mesmo senão nunca ia ficar pronto, mas prometo que vou fazer um “esforço” e experimentar os pratos típicos da Irlanda, terminar a pesquisa sobre a culinária local e volto aqui pra contar!
Pra minha sorte sou fã de batata!
Abraços
5 comments Setembro 14, 2008
Baile Átha Cliath (… ou Dublin mesmo!)
Marcos Oliveira Gomes
Dublin, Irlanda
Bom, sou novo aqui no Brasil com Z então o primeiro post é para me apresentar!
Meu nome é Marcos e moro em Dublin, cheguei na Irlanda há 45 dias!

Passei os últimos dois anos trabalhando em Navios de Cruzeiro, foram dois contratos em cias e navios diferentes, várias amizades e muitos lugares visitados (ah, e muito trabalho principalmente!). A experiência foi válida e essencial para atingir meu objetivo de morar no exterior e estudar inglês.
Tinha vários países em mente e na verdade me decidi por Dublin em cima da hora, pois já estava com tudo pronto para ir pra Austrália. Mas não desisti da terra dos cangurus e muito menos me arrependo de vir pra terra da Guinness!
Como desembarquei de férias do navio em Veneza (foi só pegar um vôo da Ryan Air pra Dublin), vim primeiro como Turista pra conhecer a cidade e não precisei pensar muito, no dia seguinte já tinha matriculado na escola de inglês.
Como desde cedo sempre viajei, mudei algumas vezes de cidade e também a experiência no navio de dormir na Itália e acordar na Grécia, dividir uma cabine minúscula e chamar de casa, conviver com pessoas de mais de 50 nacionalidades diferentes, enfim conhecer diferentes culturas, costumes e lugares me fez uma pessoa mais adaptável. Então se preparem para uma visão bem otimista de Dublin!
Estou em Dublin para estudar inglês, conhecer os Pubs (e trabalhar neles), tomar muita Guinness, viajar pela Europa, sentir frio voltando do trampo as 4 da madruga no inverno, se jogar na grama do Stephen’s Green Park no verão, comer batata, ver igreja, guindaste e pub por todos os lados, etc, etc, etc… enfim, pela experiência de vida!
*Como vocês sabem a Tânia também é colaboradora de Dublin e acho que vai ser bem interessante opiniões e pontos de vista diferentes!
Abraços!
4 comments Agosto 28, 2008
Irlanda – Como morar e se locomover
Tânia Miyazaki
Dublin, Irlanda
Conversando com colegas de outros países, posso concluir que o custo de vida na Irlanda é um dos mais em conta. Claro que temos que por em prática o dito “quem converte, não se diverte”.
Sobre a habitação não muda muito: quanto mais perto do centro, mais caro. Em Dublin, as zonas são dividas em sei lá até que número (depois procuro esta informação) e, quanto maior o número, mais longe do centro. Aliás, o centro é Dublin 1 e 2.
Historiazinha: existe um rio, o Lifrey, que corta Dublin em duas partes, norte é o lado ímpar e, duh, o sul o lado par.

Várias coisas influem no aluguel, como a localização, quantidade de pessoas na casa e em cada quarto, assim por diante. Existem pessoas que vêm pra cá no esquema host family e continuam na mesma casa pela comodidade. Só pela comodidade mesmo, pois no meu ponto de vista nem vale muito a pena. Eu por exemplo pagava €650 (se não me engano, porque já esqueci, mas é por aí, e já com as contas) e agora pago €190 (só aluguel, sem as contas). Alguns lugares solicitam que vocês tenham um fiador, uns não. Outros pedem depósito (geralmente equivalente a um mês de aluguel), outros não. Alguns tem contrato de 6 meses, outros de 1 ano. Tem que procurar mesmo com os colegas de sala, de trabalho. Sei de um site bacana que o povo costuma consultar: www.daft.ie
As contas de luz e gás chegam de dois em dois meses. A água é “de graça”. A minha de luz, veio €83 com oito pessoas morando na casa. A de gás não chegou ainda. Creio que vai ser um pouco mais cara que a de luz, isso porque nem tá na época de frio. Porque quando o inverno chegar, a conta de gás deve ser altíssima por causa do aquecedor.
O transporte daqui tem seus pontos bons e ruins. Existem os ônibus, o dart (trem) e os luas (tipo bondinho). Para todos eles, existem as tabelas com os horários. Se bem que a pontualidade irlandesa é bem duvidosa. Já vou falar um pouco dos luas, porque nunca peguei e a única coisa que sei que é uma mão na roda pra ir do centro até os Dublins mais afastados.
O sistema do dart é bonzinho. As três estações que servem o centro são: a Connoly, a Tara e a Pearse. Os trens são bem conservados, mas as plataformas são horrorosas e algumas, a maioria, são abertas. Ou seja. Como nesse lugar chove quase o tempo inteiro, é um inferno. Com o Dart, você consegue ir para vários pontos de Dublin, até o mais interiorzão. Claro que o valor muda de estação para estação, dependendo da distância.
Os ônibus também são bonzinhos, vai. Só que o intervalo deles no domingo e nos feriados (ah, isso acontece no dart Tb) são imensos. E muitas das vezes que precisei deles, tiveram ainda mega atraso. De dia de semana, no centro de Dublin, é um horror. Transito infernal. Não chega a ser um daqueles de duas horas de São Paulo, mas pode ter certeza que deixa os motoristas de cabelo em pé.
Por isso que, ao escolher uma moradia, você tem que por na balança se realmente vale a pena pagar menos e morar mais longe do seu local de estudo ou de trabalho. Eu nem escolheria isso.
E o taxi aqui não é tãaaaaaaao caro assim. Por exemplo: do centro até o aeroporto de Dublin (mais ou menos meia hora)dá em média uns 24 euros. Em último caso, se você perder os horários do dart e do ônibus, ou se você e seus amigos estiverem cansados e com preguiça, ou ainda se você estiver cheio de sacola de compras, é uma opção super viável :}
Já volto…
Sites úteis, com infos, horários:
ônibus – www.dublinbus.ie
dart – www.irishrail.com
luas – www.luas.ie
1 comment Agosto 22, 2008
Primeiras impressões – parte 01
Hello-o
Bom, contarei um pouquinho da minha chegada em Dublin e dos meus primeiros dias. Acho que vou dividir em algumas partes porque vai ficar comprido. Vamos lá.
Fechei a viagem para a Irlanda com uma agência no esquema de host family. Um dia antes de embarcar, liguei para a mulher da casa para avisar que horas chegaria. Foi um horror. Não só por conta do meu inglês, que não estava (e ainda não está) aquela maravilha. O importante é que peguei o contexto do blábláblá e ela conseguiu me entender.
Sempre ouvi falar que os irlandeses tinham um sotaque carregado, só que não esperava que fosse tanto. Pior mesmo só os que vem do norte da Irlanda. Parece que falam com dois ovos na boca. No comeco é desesperador, mas depois os ouvidos vão se acostumando, apesar que até hoje não consigo entender 100%.
Quando cheguei ao aeroporto de Dublin, congelei. Sabia que era frio, adoro frio, mas gente do céu, que frio de matar. O tempo aqui é aquela coisa: chuvinha chata o dia inteiro, com muito vento nas orelhas. Dá-lhe suco de laranja.
Fui pegar um táxi. Vi uma fileira com um monte deles e fui até lá. Achei estranho que todos estavam ocupados, já que vi uma cabeça no banco do passageiro em cada um deles. Quando me dei por conta, percebi que eram os motoristas. Esqueci totalmente que a direção muda de lado. Perdoei-me porque eu estava super grogue depois de 14 horas de viagem. Bela desculpa.
Só um comentário: não sei porque raios alguns países da Europa têm que ser diferentes. Motoristas de automóveis no lado direito do carro, tomada com três pinos…
A casa da minha host family fica em Malahide, um bairro de Dublin, que podemos considerar que é uma Alphaville de SP, já que o povo que mora aqui é um povo mais endinheirado. Depois falo mais daqui. Fui super bem recebida pelo casal da casa. Fiquei mais aliviada que consegui entendê-los mais pessoalmente do que pelo telefone.
Não vem muito ao acaso falar da família feliz, mas com eles aprendi muito dos costumes irlandeses. As refeições, por exemplo, são basicamente batata-carne e carne-batata. Purê, batata frita, batata assada, batata cozida, batata, batata, batata. Eu amo batata, mas já não agüentava comer mais. Tanto que, agora que moro sozinha, não comprei nenhuma até hoje.
O mais foda pra mim foi acertar os horários das refeições. Aliás, aqui não tem almoço. Eles só comem um lanche já que o jantar é servido entre 17h00 as 19h00. Bizarro, porque no final da noite, minha barriga roncava adoidado.
E a saga continua…
Postado por Tânia Miyazaki
2 comments Agosto 12, 2008
Irlanda – chegando-o
Tânia Miyazaki
Dublin, Irlanda

Ois!
Como não sei por onde começar, seguirei o modelo dos colegas deste blog, com uma mini apresentação:
Meu nome é Tânia e apesar do meu sobrenome ser Miyazaki, não sei falar bulhufas de japonês e nem sou fã da culinária japonesa. Tenho 25 anos, formada em gestão e educação ambiental. Adoro filmes de terror, trash, gore e afins. Comer queijos é um dos meus maiores vícios e uma das minhas maiores paixões é o meu tricolor paulista. Sou de São Paulo, cidade que amo intensamente, mas desde abril deste ano, meu novo e querido lar situa-se na Irlanda.
Trabalhei quase cinco anos em uma empresa como consultora ambiental. Com o andar da carruagem, comecei a ter mais responsabilidades e por conseqüência, mais dores de cabeça. Quando tive meu segundo ataque de gastrite, surtei e resolvi dar um basta. Decidi pegar minhas economias, que estavam direcionadas para a aquisição de um veículo, e fugir para a Europa.
Depois de algumas pesquisas, decidi ir para a Irlanda. “Por que Irlanda?” Primeiramente por não precisar de visto, o que quebra um super galho, economizando tempo e dinheiro, evitando agonias e crises nervosas. Na verdade, como eu queria fechar tudo em um mês, foi esta a razão crucial para a minha escolha. Segundo pela moeda ser euro, já que na época, março de 2008, a libra estava no auge de sua cotação. Agora não encontra -se tão em alta, mas ainda continua bem mais valorizada, ou seja, totalmente inviável para o meu bolso. Terceiro pelo custo de vida (escola de idiomas, residência, alimentação), que estava bem mais em conta comparado com os de outros países, já que a Irlanda tem recebido dezenas de estudantes nos últimos meses. E o último, mas não menos importante: o primeiro show da nova turnê do Radiohead, para promover o álbum “In Rainbows”, foi marcado em Dublin…
Nos próximos posts, tentarei falar um pouco mais sobre o cotidiano no “país da Guiness e do U2″ sob a minha visão, com um leve toque de prezepadas. Aviso desde já que não sou uma grande fã daqui.
slan leat… (tchau em gaelic – a primeira língua irlandesa – felizmente quase ninguém usa no dia-a-dia daqui)
Postado por Tânia Miyazaki
8 comments Julho 30, 2008






