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A mais nova ferramenta de pesquisa e reserva de mais de 66.000 hotéis no mundo todo!
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Para onde irei nas próximas férias e onde vou me hospedar? Quem é que não conhece este preocupação?…
Hoje o melhor é mesmo planejar com antecedência para garantir bons preços e vaga nos bons hotéis.
A pesquisa pela melhor opção de estadia não é tão fácil. Além de requerer tempo, exige muita paciência para encontrar a melhor opção. A reserva de hotéis através de agências de viagens, geralmente exige pagamento de uma taxa e as revistas de viagens nem sempre estão atualizadas.
Com o propósito de facilitar a vida dos viajantes, uma pequena empresa alemã tomou a decisão de mergulhar no mercado mundial de hotéis. Foi assim que surgiu a mais nova ferramenta para pesquisar e reservar hotéis no mundo inteiro: o hotel.pt
Além disso, ainda oferece informações úteis sobre o destino, como pontos turísticos e dados gerais sobre as cidades.
O site hotel.pt tem um funcionamento simples e é muito fácil de se usar:
É só escolher a data do check-in e do check-out e o seu destino desejado.
A busca abrange mais de 66.000 hotéis no mundo todo! E àqueles que ainda não decidiram para onde ir, a página principal pode servir como fonte de inspiração. Lá são oferecidas estadias e os seus devidos preços.
Os hotéis encontrados podem ser listados de acordo com as estrelas, tipo de quarto, localização etc.
A reserva é efetuada online e sem nenhum custo adicional. As taxas e impostos já estão inclusos no preço final.
Hotel.pt é uma ferramenta perfeita para facilitar a vida de quem procura organizar as férias e a estadia!
Essa é uma dica de Ursula Schmid que mora há quase dois anos na Alemanha
Add comment Outubro 25, 2009
Vem chegando o verão…
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O verão na Europa se aproxima… Em Sevilla parece que já chegou. Enganam-se aqueles que pensam que pelos lados de cá o calor é menos intenso, principalmente nos países mediterrâneos. Sevilla é uma das cidades mais quentes e secas de toda a Espanha, um verdadeiro caldeirão. No auge do verão os termômetros beiram os 50 graus e às 9 horas da noite é muito comum ainda estarem por volta dos 35, 40. A praia mais próxima está a uns 80km mais ou menos. Alguns podem se perguntar, e como se vive em um clima assim? Sobrevive-se, claro.
Os sevilhanos natos já sabem de todos os truques para tentar diminuir a sensação de calor. Os estrangeiros, pouco a pouco, acabam aprendendo as “manhas”… Por exemplo, nas casas, ar condicionado é um artigo de extrema necessidade, nunca alugue um quarto ou um apartamento que não tenha pelo menos um bichinho desses. As janelas devem permanecer com os vidros e persianas fechados durante a maior parte do dia. O ar que vem da rua chega a queimar as narinas, portando colaborar com a inércia térmica é fundamental. Pela noite se abrem as janelas e se deixa correr um ventinho (claro, quando ele aparece), mas não devemos esquecer-nos de fechar tudo na manhã seguinte.
Mas não é só isso. Os horários das atividades cotidianas também se adaptam ao clima. Muitas lojas comerciais, supermercados e prestadores de serviços fazem horário de verão e funcionam apenas pelas manhãs. Alguns abrem pela tarde, lá pelas 18:30, já que depois das duas até mais ou menos por esse horário é bem comum encontrar as ruas completamente vazias. Aqueles que podem estão dormindo a “siesta” ou simplesmente fugindo do “inferninho”. Fora de casa, somente os desavisados (como eu costumo chamar os turistas que vêm à Sevilla em pleno agosto) ou os pobres coitados (quem não tem alternativa).

Janelas com cortinas externas para proteger do sol - Abanicos - Tinto de verano
O lado bom é que as noites são ótimas e te chamam para tomar aquela cervejinha ou um “tinto de verano” num dos inúmeros bares ou “terrazas de verano” da cidade. É impressionante, mas depois das nove horas da noite parece que toda a população está na rua e não há buteco que não tenha clientes. Também são realizadas várias programações culturais ao ar livre, como projeção de filmes e shows. O lado ruim é que para dormir também é complicado e impossível antes da meia noite, um pesadelo para quem precisa acordar cedo (que é recompensado com as horas de “siesta” pela tarde).
Isso é um ótimo exemplo de como o homem adapta-se ao meio em que vive. No principio foi difícil, pois como viemos de uma cidade do Brasil que é bastante úmida, fazíamos exatamente ao contrário: abríamos as janelas para “ventilar” (não dá para imaginar a massa de calor que entrava todos os dias).
Para quem vem à Sevilla fazer turismo, os meses de verão são uma péssima época, principalmente agosto. Passear no sol vira um pesadelo no deserto, isso que eu considero a cidade bastante arborizada e além do mais, a prefeitura “cobre” as principais ruas do centro antigo con toldos (como na foto). As dicas para quem se arrisca a enfrentar o desafio são: carregar sempre água (que em 5 minutos fica morna), ter um abanico (é o famoso leque da vovó, que aqui é um acessório feminino fundamental e que não sai de moda), usar roupas leves e claras, chapéu, protetor solar, sapatos confortáveis e evitar sair nas horas “pico” de calor. Se não cuidar dos detalhes, frita de verdade!
Escrevi alguns posts no meu blog pessoal sobre o assunto. Quem quiser conferir, é só passar por lá! Verão em Sevilla
3 comments Junho 2, 2009
Dica básica
Muita gente me escreve perguntando quais sãos os custos de vida em Sevilla, ou até mesmo se sei quanto se gasta em outras cidades da Espanha. Gastos de aluguel, alimentação transporte… Então ai vai uma dica básica: Orkut. Existem centenas de comunidades de Brasileiros em “qualquer cidade”. Tem brasileiro por todo canto e pode acreditar, a maioria das comunidades funciona. Na dos Brasileiros em Sevilla, por exemplo, você pode encontrar desde um “piso” para alugar até descobrir onde se vende guaraná e farofa na cidade. Enfim, é uma boa opção para se conhecer um pouco mais sobre as coisas bem reais que acontecem onde você escolheu para morar. Vale a pena dar uma conferida!
2 comments Maio 26, 2009
Onde, como, quando, o quê estudar na Espanha
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Se você pensa em estudar na Europa, mais precisamente na Espanha, neste post encontrará algumas dicas. O assunto é um pouco extenso, mas tentei resumir da melhor forma possível. Lembre-se que para qualquer estância de estudos na Espanha é necessário a obtenção de um visto de estudos, que pode ser renovado ou não a cada ano, dependendo do tipo de estudo.
Pós graduação
Estudar uma pós graduação na Espanha, seja especialização, mestrado ou doutorado, pode ser uma ótima opção quando se pensa em morar alguns anos fora do Brasil. O processo de seleção é relativamente tranquilo, principalmente para os programas de doutorado, já que o pessoal aqui gosta mesmo é de trabalhar na “calle” e não precisa de mais de um título universitário para conseguir um bom emprego ou passar em um concurso, bem diferente do que acontece no Brasil.
O primeiro passo é a escolha do curso e do tipo de estudos. Isso, obviamente, vai depender da sua área profissional. A Espanha é um bom destino para quase todas as profissões e há opções para quase todos, principalmente para arquitetos e interessados em políticas públicas, relações internacionais ou direitos humanos.
Basicamente, são três os tipos de estudos de pós graduação: Máster, Máster Oficial e Doutorado. O sistema educacional espanhol está se adaptando ao Modelo Europeu de Educação e algumas mudanças foram feitas desde que cheguei por aqui em 2006. Anteriormente, o acesso ao Doutorado era imediato, ou seja, não era necessário um título de mestrado, já que o Máster Oficial como é realizado hoje não existia. Atualmente, poucos programas de Doutorado ainda continuam no modelo antigo, mas até 2010 os que não se adaptarem ao novo modelo poderão deixar de existir. Vou explicar brevemente como funciona cada uma das modalidades (modelo atual):
Máster: Como uma especialização no Brasil. Também pode ser chamado de “Experto”, “Máster propio” ou “Título propio” e são cursos oferecidos pelas Universidades ou por outras Instituições (Institutos Universitários) que podem ter ou não vínculo com alguma Universidade. A duração é normalmente de um ano (ou menos), composto de aulas teóricas, práticas e estágios, dependendo muito de cada curso. São cursos relativamente caros, podendo variar entre 2500 euros até mais de 8000 euros.
Máster Oficial: Como o mestrado no Brasil. É oferecido pelas Universidades e é atualmente pré-requisito para o acesso ao Doutorado. Alguns cursos oferecem duas opções de estudos: profissional ou pesquisador. No profissional o trabalho final deve ser algum projeto prático e o pesquisador um mais teórico. Somente a modalidade pesquisadora permite que o estudante siga diretamente para o Doutorado. A duração também depende de cada curso, podendo ser um ou dois anos, divididos em aulas teóricas, seminários e um trabalho final (orientado por um professor) que deve ser defendido para uma banca examinadora (como se fosse uma dissertação no Brasil). O valor do curso está tabelado pelo governo e é baseado no número de créditos a serem cursados (os créditos podem variar de 60 até 120). O preço de cada crédito ronda os 30 euros, mas é variável em cada Universidade.
Doutorado: Semelhante ao Doutorado no Brasil, com a única diferença de que o aluno já não necessita fazer nenhum crédito nem assistir a nenhuma aula. Quando aprova o Máster Oficial (opção pesquisador) o aluno já pode inscrever diretamente a sua proposta de tese em algum departamento relacionado com o seu Máster Oficial. É como se fosse um projeto de pesquisa que deve ser aprovado por uma comissão. Depois da aceitação, a matrícula no Doutorado pode ser realizada sem nenhum problema e o vínculo com a Universidade pode durar até a finalização da tese, sem limite de anos desde que a matrícula seja paga todos os anos. O valor da matrícula pode ser considerado baixo quando comparado ao preço dos másteres, em torno de 60 euros, mas também variável em cada Universidade.
Este tipo de visto pode ser renovado a cada ano, desde que seja comprovado que os estudos estão sendo realizados de forma satisfatória (normalmente são necessárias as notas do ano anterior) e que uma nova matrícula para o ano seguinte seja apresentada ao governo espanhol.
Intercâmbio estudantil
Se você ainda não está formado pode estudar na Espanha através dos programas de intercâmbio estudantil. É nada mais que passar uma temporada cursando matérias relacionadas com o seu curso em uma Universidade Espanhola. A Universidade de procedência no Brasil deve ter vínculo ou acordo com a Universidade escolhida na Espanha para facilitar o aproveitamento das disciplinas ao retornar (ainda que isso muitas vezes não acontença). Normalmente os alunos brasileiros não precisam pagar taxas de matrícula ou pelas matérias que vão cursar, mas não é regra e depende da Universidade de origem.
Este tipo de visto não pode ser renovado, por isso é importante planejar bem o tempo que se quer permanecer por aqui, com uma estância máxima de um ano.
Curso de língua espanhola
Ainda existe a possibilidade de morar na Espanha para aprender espanhol. São várias as escolas de idiomas, mas é muito importante que a escolhida esteja registrada no Consulado Espanhol no Brasil, já que nem todas são consideradas “oficiais”.
Assim como o visto de estudantes de intercâmbio, o visto para quem vem aprender o idioma não é renovável. É melhor planejar bem a viagem.
Como podem ver, as opções são várias e tudo depende dos planos de viagem. Convém lembrar que o visto de estudante não permite que se trabalhe legalmente na Espanha, salvo exceções devidamente autorizadas pelo governo espanhol (e ainda assim durante meio período). Isso não significa que não se trabalhe ilegalmente ou que ninguém “contrate” estudantes, muito pelo contrário. A grande dificuldade de trabalhar hoje se deve ao fato de que não existe emprego para ninguém, e os estudantes obviamente também são afetados.
Outro ponto importante: o processo do visto é bastante burocrático (principalmente para os estudantes de pós-graduação) e custoso. Burocrático porque necessita de carta da Universidade Espanhola (quando a matricula anda não foi efetuada), tradução e carimbo da Embaixada Espanhola em todos os documentos oficiais (diploma e histórico escolar), comprovante de renda de um familiar (ou amigo) e documento oficial onde diga que ele se compromete a enviar todos os meses certa quantia de dinheiro para a manutenção do estudante na Espanha (o valor depende de cada consulado regional, por exemplo, em Porto Alegre no ano de 2007 estavam pedindo que fossem 1700 euros ao mês!) e mais algumas coisinhas. Esse último documento assusta no início, mas é nada mais que um documento feito em cartório para apresentar ao consulado. Ninguém controla se essa quantidade de dinheiro é realmente enviada para você todos os meses, até mesmo porque este valor é completamente absurdo para um nível de vida de um estudante comum.
Além da burocracia, ainda temos o probleminha do bolso. Ou seja, além de todos os gastos com passagens e estadias aqueles que quiserem estudar na Espanha devem considerar os custos do visto, onde está incluído um seguro médico privado que cubra todo tempo que se viva no exterior. Em anos anteriores, muitos estudantes de aproveitaram do convênio de Saúde Pública existente entre o Brasil e a Espanha. Significava que quem havia contribuído com o INSS por pelo menos os últimos três meses antes de viajar ganhava o direito de usufruir da “Seguridad Social” na Espanha completamente grátis. Já não é mais assim e agora lhe obrigam a fazer um seguro privado que custa em torno de 1200 dólares ao ano.
Enfim, não é fácil, mas está longe de ser impossível. As regras mudam a cada ano e sempre digo que o melhor a fazer é visitar o consulado espanhol mais próximo e tirar todas as dúvidas com relação ao visto. De qualquer forma me ponho a disposição para quem quiser saber mais detalhes sobre o assunto.
Atualizando!
Me dei conta que muita gente me escreve perguntando sobre coisas que estão escritas no próprio texto!!!! Tudo o que sei sobre onde, como, quando, o quê estudar na Espanha está contado no post ou nos comentários… Enfim, é só deixar a preguiça de lado e ler tudinho até o final! Outra coisa, sou arquiteta e urbanista e também estudo sobre Cooperação Internacional, ou seja, sobre estas profissões posso tentar colaborar… com todas as demais, desculpa, mas não sou a pessoa mais indicada para dar conselhos. Concluindo, não curto deixar comentários sem respostas, mas cansei de me repetir…
Links interessantes:
Consulados Espanhóis no Brasil
Lista de Universidades Espanholas
36 comments Maio 4, 2009
Vai que você venha para Houston…

Centro de Houston
Viajei na memória para tentar destacar um destino aqui no Brasil com Z. Mas decidi não ir longe. O motivo: pura provocação.
Nunca vi Houston na lista de desejos de nenhum turista, mas vai que você tenha que participar de um congresso, a cidade é referência mundial em saúde. Vai que você tenha uma reunião nesse pólo petroquímico. Vai que você faça uma escala e tenha que ficar plantado no aeroporto…
Pois bem, pode acontecer de você ter que gastar um tempo por essas bandas texanas, então por que não ter um plano B?
A cidade é enorme e tem um péssimo transporte público. Supondo que você tenha carona, alugue um carro ou tope bancar um taxi, você vai ver que a região tem lá seus encantos.
Para quebrar aquela imagem de faroeste, começo pela cozinha, um exemplo de como esse canto é cosmopolita. Como o povo aqui é bom de garfo, a redondeza é filial dos restaurantes mais premiados dos Estados Unidos. Prepare o bolso e a paciência. Filas são comuns, apesar dos quase 7 mil endereços com receitas do mundo todo. Apimentado e enorme são as características que resumem o prato típico local. Caso queira explorar sabores, procure por um Tex(as)-Mex(ico).
Vamos imaginar que você tenha dois dias por aqui.

Hermann Park
Eu não perderia um céu azul em outlets. Dividiria meu tempo entre uma volta no limpo, verde e calmo Hermann Park e o vizinho distrito dos museus. Por causa do relógio, a exploração artística ficaria de lado. Investiria alguns momentos no borboletário do Museu de ciências Naturais. O local climatizado tem mais de 100 espécies de borboletas voando pra lá e pra cá.
De lá, pegaria o metrô de superfície para o centro. Eu sempre perco um tempo na Main Street, local do desembarque. A rua tem um espelho d’água sob o trilho e chafarizes que hipnotizam.
Ainda na Main, entraria em qualquer edifício e iria sapear os túneis de pedestres que interligam os prédios comerciais da região. O local com ar condicionado é um alívio em meio ao verão de 40 graus.
Também faria uma pausa para almoço no Aquarium restaurante. Ressalva: o cenário vale mais que a comida.
Não perderia a oportunidade de caminhar até o distrito dos teatros e tentaria ver uma peça, um balé, uma ópera. Não falta opção. O site da cidade é completo e atualizado.
Caso queira só bebericar, sugiro ir até o último andar do Hotel Hilton. Do bar todo envidraçado, a gente lembra que o

Water Wall
anoitecer é mesmo um acontecimento…Escolha um dia sem nuvens.
Caso prefira um esporte, os estádios também estão próximos ao centro. O Houston Astros – time de baseball – joga de abril a setembro. O basquete do Rockets entra em cena de outubro a abril. A temporada de futebol americano do Texans vai de agosto a janeiro.
Uma coisa que acho interessante por aqui é que tem chafariz para todo lado. Próximo ao Galleria, shopping com as grifes mais badaladas do mundo, tem o que eles chamam de muro d’água, vale a pena uma passada…
A cidade tem vários bares e muita música ao vivo. Tem de tudo. De pub irlandês a lounge. De tasting room para vinhos a sport bar, que bomba em dias de jogos, não importa qual.
Bom…é isso…Geralmente quem vem para Houston não tem lá muito tempo de ziguezaguear pela cidade. Mas vai que…
Carmem Galbes. Outros textos sobre a vida longe no expatriadas.com
2 comments Abril 10, 2009
Superlativo, inclusive na crise.
Como disse há uns posts abaixo, avaliar a crise a partir de uma região banhada por petróleo – por mais que o preço do óleo tenha caído – ainda é um exercício de suposição. Em Houston, a taxa de desemprego está estável – difícil saber até quando – e abaixo da média nacional. Resumindo, é complicado, embora seja cruel dizer isso, tentar sentir na pele o frio da água quando ainda estamos na areia.
Mas é claro que é possível perceber que a maré está subindo e, acho sim, que vou ver aquela cena típica da onda chegando e levando tudo. Tsunami, pra falar a verdade. Como o superlativo aqui é regra, não é de se espantar que as notícias carreguem números difíceis de medir, de entender.
Um exemplo. Ontem, a Circuit City, segunda maior rede de lojas de eletrônicos dos Estados Unidos, encerrou as atividades. Com 60 anos de existência, a empresa não suportou a confusão financeira. Teve problemas para renegociar dívidas e driblar o prejuízo. O fechamento das 721 lojas começou em novembro. 30 mil pessoas perderam o emprego.
Dizem que crise é momento de oportunidade. Bom para a Best Buy, principal concorrente da Circuit City. Bom para quem mais? Talvez para os experts de plantão. Todo dia tem alguém falando sobre como cuidar do dinheiro nesse momento de turbulência.
Pelo jeito, os moradores de Sacramento, capital da Califórnia, não estão seguindo as orientações. Nessa manhã, o Today Show, mescla de jornalismo e entretenimento, mostrou como está a vida por lá. Comparou imagens da depressão de 1929 com as de hoje. São bem parecidas. Gente sem casa, sem comida, sem perspectiva. Segundo a reportagem, a cidade tem 2000 sem-teto, população que até pouco tempo frequentava a classe média.
Isso me leva à uma expressão bem na moda por aqui. A maioria dos sem-teto de Sacramento faz parte dos 20% daqueles que financiaram uma casa e agora estão afogados. “Be under water” resume o seguinte: sua casa vale menos do que você deve para o banco.
Mas penso que carrego pouco tempo de expatriação e de vivência em crises para poder seguir adiante. Prefiro encerrar com Lúcia Grimarães, expatriada há bastante tempo. No Caderno 2 do Estadão de hoje, ela mostra como a crise econômica nos Estados Unidos expõe “a cultura da insegurança” de uma sociedade pouco acostumada com o suporte social, seja ele do governo, da parcela mais rica, do vizinho…“A resignação do americano com a falta da rede social de proteção enraizou-se na cultura de tal forma, que quando o governo Bush lançou a ofensiva, felizmente fracassada, de privatizar a Previdência, ninguém saiu à rua. Não detectei na mídia o grau de indignação proporcional ao desatino que teria sido atracar a aposentadoria de dezenas de milhões de pessoas a ações que hoje valem 40 centavos de dólar.”
Carmem Galbes, de Houston.
1 comment Março 10, 2009










