Odaiji ni!

bz_japao3Gabriel Shiguemoto
Tóquio, Japão

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Ah, enfermeiras japonesas...

Se tem uma coisa que deixa qualquer pessoa preocupada, essa coisa só pode ser a saúde. Mais que isso é ficar doente no exterior. Um agravante que eleva à décima potência qualquer “indisposição” de marcar consulta e ir ao médico. Principalmente se você não fala muito bem o idioma dele e é incapaz de encontrar sequer uma aspirina para dor de cabeça na farmácia.

Mas ficar doente num país de primeiro mundo não é preocupante, certo? Afinal, nós brasileiros estamos acostumados com um sistema de saúde precário e ineficiente dos países em desenvolvimento. Então, tratar-se num país de primeira como o Japão é um privilégio! Não é?

Era isso que eu pensava até ficar doente alguns meses atrás. Nada grave, Graças a Deus, mas incômodo o suficiente para me fazer mudar o horário do serviço para enfrentar fila no hospital. Coisa que eu gosto muito por sinal. ¬¬

Já fui ao dermatologista, dentista, oculista e vários outros “istas” aqui no Japão. Todo funcionário regular paga um imposto de saúde que dá direito a descontos e certas regalias para cuidar da saúde. As consultas são baratas, ficando na faixa de 5 a 10 dólares e são bem rápidas, tanto na hora de ser atendido quanto durante a consulta. A típica eficiência japonesa funciona muito bem em clínicas e até mesmo hospitais, onde tudo pode ser resolvido muitas vezes em menos de 1 hora. Os remédios também não são muito caros e o máximo que gastei de uma vez na farmácia foi 30 dólares, em remédios para gripe.

Porém, há algum tempo atrás precisei me consultar com um clínico-geral pois estava sentindo alguma coisa estranha na região do estômago. Como vira e mexe eu passo mal com a comida daqui (sim, não é tudo que é saudável), a coisa piorou com a pressão no trabalho desde o início da crise. Geralmente eu vou sozinho ao médico, mesmo passando aperto para entender o diagnóstico em japonês. Como estava com receio de não entender o que o médico dissesse, o pessoal do trabalho me indicou o Centro Médico Internacional do Japão, aqui mesmo em Tóquio. A vantagem desse hospital é que os médicos e os funcionários falam o inglês. Apesar disso eu não vi muitos estrangeiros por ali e também não usei nada de inglês já que consegui me comunicar apenas com o dicionário do meu pequeno DS.

Consultório do International Medical Center of Japan

Os brasileiros residentes no Japão sempre se queixaram dos médicos japoneses. Primeiro por que comumente eles não explicam o que você tem, apenas passam a receitam e dizem “odaiji ni”, que significa “melhoras para você”. Outra coisa é que os médicos muitas vezes são inseguros e parecem que não sabem o que estão fazendo, ou se sabem não dizem. Isso somado à fraca reação dos remédios japoneses contribui para a imagem de que a medicina no Japão não funciona bem.

Por exemplo, uma amiga espanhola que faz Taiko (os tambores japoneses) estava sentindo dores nas costas das mãos quando tocava e resolveu se consultar para ver se havia algo de grave. O médico ao examiná-la superficialmente prescreveu o tratamento: “Amarre alguma coisa na mão quando for tocar”. Ela ficou possessa e voltou do hospital xingando Deus e o mundo.

Comigo foi parecido.Vou narrar o evento:

Depois de passar por exames, entregar amostras e tudo mais; o clínico (que devia ser residente pois era mais novo que eu) disse que todos os resultados não mostravam nenhuma anormalidade no meu corpo e que não havia nada a se fazer. “Como assim? Eu ainda sinto DOR, está doendo agora mesmo” – disse incrédulo. Pensativo, ele pediu licença e saiu da sala, depois de alguns minutos voltou e disse com determinação. “Estive conversando com um médico mais velho. Não há indícios de doenças graves como câncer e também não há hemorragia interna, portanto não deve haver ferida. Vamos esperar algumas semanas, se não sarar sozinho você volta e então faremos mais exames”.

No consultório, um calendário com o tema "Brazil-futebol-Rio"

No consultório, um calendário com o tema "Brazil-futebol-Rio"

Alguns segundos de silêncio se passaram até que eu confirmei “Você está me dizendo para esperar doer MAIS para começar algum tratamento?” – no que retrucou: “Sim, não é nada grave. Deve ser estresse. Procure se divertir mais” disse. Concordei, meio chocado, e fui pegando minhas coisas. No corredor, quase saindo daquela área, o jovem médico veio correndo atrás de mim, com a típica expressão de quem se lembrou de algo subitamente. Com o indicar em riste perguntou “Você quer algum analgésico para aliviar a dor?”. Balançando a cabeça negativamente, pensei comigo “Não, vou esperar até começar a sangrar. Muito obrigado”. Com um sorriso se despediu dizendo: “Odaiji ni!”. Termo que ouvi de cada pessoa por quem passava até sair do hospital.

Quais são as chances de encontrar uma coisa dessas no hospital?

Quais são as chances de encontrar uma coisa dessas no hospital?

Não quero gerenalizar, mas ouvi muitas histórias do tipo aqui. Portanto acho que as chances disso acontecer são grandes. O Centro Médico Internacional é um complexo enorme que tem todos os tipos de clínicas, com a vantagem dos médicos falarem inglês. Minha experiência lá não foi das melhores, mas pode ser que tenha tido azar.

O melhor mesmo é cuidar da saúde para não ficar doente. Mas como ninguém tem saúde de ferro, Odaiji ni!

またね!

お大事に!

6 comments Agosto 6, 2009

O sistema de saúde na Inglaterra

Flor do Exílio
Londres, Inglaterra

NHSDheader

NHS (National Health Service) é o nome do sistema de saúde público na Inglaterra, o equivalente ao SUS do Brasil. Emprega 1.3 milhões de pessoas, atende a 1 milhão de pacientes a cada 36 horas e é considerado a maior estrutura de saúde pública do mundo. Devido ao seu tamanho gigantesco e complexidade, a qualidade dos serviços prestados poderá variar dependendo da região onde se mora. O NHS é frequentemente criticado pela mídia britânica, mas as pesquisas mostram que a maioria da população inglesa se diz satisfeita com o atendimento recebido.

Tem direito à atendimento gratuito:

  • Residentes legais com residência permanente;
  • Refugiados;
  • Estudantes matriculados em curso de no mínimo 15 horas semanais e com visto de estudante válido por mais de seis meses, e seus familiares;
  • Solicitantes de asilo e
  • Pessoas com permissão de trabalho (work permit)

Turistas e estudantes com menos de seis meses de curso devem providenciar um seguro de saúde internacional antes de deixar o Brasil para cobrir eventuais custos com despesas médicas.

Qualquer pessoa, incluindo aí imigrantes em situação irregular (ilegais), tem direito ao atendimento de emergência gratuito (1) em qualquer hospital caso sofram um acidente ou estejam passando mal. Basta se dirigir ao setor de emergência de qualquer hospital (A&E – Accidents and Emergency Department) ou em um “Walk-in centre” para ser prontamente atendido. Se você tem dificuldade em se expressar em inglês, vá com algum conhecido que possa te ajudar na tradução ou solicite um tradutor, pedido esse que dependerá da disponibilidade de um no momento do atendimento. Caso não tenha condições de se locomover, ligue para o serviço de emergência discando 999 e uma ambulância irá te transportar para o hospital mais próximo.

(1)     Se o seu problema médico for considerado grave, precisar de internação e você estiver em situação irregular, é provável que você tenha que pagar por todos os serviços prestados a partir da internação no hospital.

 

Registro no General Practicioner (GP)

Assim que chegar na Inglaterra e tiver um endereço fixo, procure o GP mais próximo de onde você mora. A maneira mais simples é ir no site do NHS e digitar o seu Post Code (CEP) para obter uma lista dos GPs da região. Ligue para marcar uma consulta e verificar quais os documentos necessários para fazer o registro. Após preencher um cadastro, um médico te atenderá para um exame de rotina onde você deve declarar se tem ou teve algum problema de saúde. Pronto, você receberá um cartão com o número do registro pelo correio e as portas do NHS estarão abertas para você.

O GP será seu “médico de família” ou o seu “clínico geral”. Se tiver qualquer tipo de problema é só marcar uma consulta com o seu GP. Para problemas mais complexos, o GP te encaminhará para um médico especialista. Diferentemente do sistema brasileiro onde você vai direto ao médico especialista, aqui você precisa primeiro passar pelo GP que fará uma avaliação para verificar a gravidade do problema, que em algumas vezes pode ser resolvido por ele mesmo.

Caso necessite de remédios, o GP ou médico especializado te dará as receitas médicas necessárias. Em linhas gerais, idosos, crianças, mulheres grávidas e pessoas com baixo rendimento não pagam por medicamentos, logo verifique se você é isento. A taxa para cada receita é fixa em £7.20 que você paga e obtém direto em qualquer farmácia.

Farmácias

A maior rede de farmácias é a Boots que está presente em toda parte do país. Embora nem sempre tenha o melhor preço, terá praticamente tudo o que você possa ou não precisar. Além dela há também a Superdrug e Lloyds Pharmacy. Há farmácias situadas dentro dos grandes supermercados como Tesco e Asda. E complementando há as farmácias de bairro.

É importante notar que as farmácias daqui não vendem remédios que precisam de receita sem a receita médica como no Brasil. Antibióticos por exemplo só podem ser obtidos com a receita médica. Há, no entanto, uma variedade imensa de remédios genéricos disponíveis nas prateleiras para a maioria dos problemas comuns que você poderá comprar sem necessidade da receita médica. Em relação ao preços dos remédios (sem contar os que são prescritos pelo GP que custam £7.20), a diferença de preço entre as farmácias geralmente não varia muito, mas se você precisa de um medicamento muito caro, pesquise bem e verifique a possibilidade de o seu GP te passar uma receita médica.

Quem está vindo para a Inglaterra e está sob medicação mas não tem o direito a se registrar em um GP, venha com estoque suficiente para o período de sua permanência. Caso você tenha conseguido se registrar, leve o seu medicamento para o GP, explique o problema e peça pela prescrição de um equivalente. Aos que estão acostumados com os remédios do Brasil, é possível encontrar aqui medicamentos tão bons como os do Brasil ou até melhores e com sorte até mais baratos.

Camisinhas são facilmente encontradas nas farmácias mas também podem ser obtidas gratuitamente em alguns postos de saúde. Para outros métodos anticoncepcionais, marque uma consulta com o seu GP para discutir a melhor opção para o seu caso. Anticoncepcionais são gratuitos pelo NHS. Para quem está habituado a pagar uma fortuna todo mês pela pílula anticoncepcional no Brasil, vale a pena ter que ir ao GP para pegar a receita médica. Você então retira em qualquer farmácia sem custo algum.

Plano de saúde particular

São tão caros como os do Brasil. No entanto, grande parte da população acaba recorrendo ao “bom e velho NHS” por confiar nos serviços prestados ou por não ter condições de bancar um plano privado. Existem vários planos, porém o mais conhecido de todos é o Bupa. Antes aderir a qualquer plano de saúde particular, certifique-se do que tem e não tem direito, já que às vezes vale mais a pena utilizar os serviços disponíveis pelo NHS.

Maternidade

O NHS cobre todo atendimento desde o pré-natal até o pós-parto gratuitamente para quem é registrado. A primeira consulta deve ser feita com o GP que te indicará para o hospital local (você poderá mudar caso prefira um outro hospital). Há muitas mães brasileiras que resolvem ir para o Brasil para o parto, com medo da má reputação das maternidades inglesas. Isso também ocorre com mães oriundas de outros países europeus onde o serviço de saúde público é melhor do que o inglês. Mas há também quem resolva encarar o serviço oferecido pelo NHS. Algumas não tem problema algum, outras acabam traumatizadas. Cada caso é um caso e vai depender da sua escolha pessoal.

Dentista

Quem está registrado no NHS tem acesso a tratamento dentário a preços reduzidos. Idosos, crianças, mulheres grávidas e pessoas com baixo rendimento não pagam por tratamento. Verifique no site do NHS onde achar um dentista mais próximo e que esteja aceitando novos pacientes.

Experiência pessoal

GPs – Quando fiz minha primeira consulta com o meu atual GP há cinco anos atrás, não fiquei com uma boa impressão, talvez por preconceito meu, já que ele é indiano e certamente já passou dos 60 anos. O atendimento foi curto e frio. O consultório fica numa casa localizada há cinco minutos de distância de onde eu moro. Tem uma recepção, uma sala para o médico e outra para a enfermeira, bem diferente do consultório do meu clínico geral em São Paulo onde eu pagava um plano de saúde particular. Hoje sei que aqui não devemos esperar nem por um aperto de mão ou por qualquer pergunta relacionada a sua vida pessoal, tipo como vai a família. No NHS, não há tempo para esse tipo de coisa. Sempre que preciso ir ao GP, a sala de espera está lotada com pacientes que marcaram consulta ou precisam de atendimento urgente. Hoje me considero uma pessoa de sorte por ter esse GP como meu médico. Se o atendimento é seco, ele nunca falhou comigo. Fui descobrir depois que ele foi condecorado pela Rainha Elizabeth II com um OBE (Officer of the British Empire) pelos serviços prestados à saúde pública.

Maternidade – Quando fiquei grávida do meu filho em 2007, fui encaminhada ao Newham Hospital na zona leste de Londres que fica a quinze minutos da minha casa. Mesmo sabendo da má reputação tanto das maternidades do NHS em geral como daquele hospital em particular, resolvi ter meu parto ali mesmo por questões práticas. Enfrentei muita fila de espera para cada exame pré-natal e quando fui ao hospital para o parto, era claro que o lugar estava superlotado e havia escassez de recursos para manutenção e limpeza das alas. Acabei tendo que passar por uma cesariana de emergência devido a uma pequena complicação mas meu filho nasceu sem qualquer problema. Fui relativamente bem atendida e levando em conta as condições do hospital não tenho do que reclamar. Alguns dias após o nascimento, recebi visitas das midwives (enfermeiras) em casa que vêm para checar se tanto você como o bebê estão bem. Depois disso, somos encaminhadas para as health visitors, que irão acompanhar o desenvolvimento do bebê assim como checar se as vacinações estão em dia e se há qualquer problema.

Plano de saúde particular – A empresa onde eu trabalho paga um plano de saúde básico para mim e para a minha família no valor de £175 por mês, sendo que eu pago apenas o imposto decorrente do benefício. É um benefício opcional que felizmente até hoje nunca precisei usar. Acho que vale a pena ter a tranquilidade de saber que estamos cobertos se houver algum problema mais grave. O plano funciona como um seguro de carro: custos até £100 são pagos do próprio bolso e acima disso o seguro paga. Maternidade e odontologia não são cobertos pelo plano básico. Para ter acesso aos serviços disponíveis, você precisa ir ao seu GP e pedir uma carta te indicando para uma consulta.

Dentista – Nunca precisei ir ao dentista na Inglaterra. Visito o meu dentista sempre que vou ao Brasil de férias. Meu marido precisou recentemente consertar uma coroa e teve que ir a um dentista local. O problema foi resolvido, custou pouco, mas ele achou as condições do consultório muito precárias.

1 comment Julho 27, 2009

Saúde vai bem Obrigado

bz_colaborador Oscar Augusto

               Colaborando de Cingapura

Cingapura Flag

O sistema de saúde em Cingapura é reconhecido internacionalmente por estar entre os melhores do mundo. Em seu último Relatório Mundial sobre sistemas de Saúde Publica, a Organização Mundial de Saúde (OMS) classificou Cingapura como sexto melhor sistema entre 191 países e foi ainda considerado o melhor sistema de saúde publica da Ásia.

É difícil imaginar um país que poderia fornecer um exemplo mais valioso do que Cingapura. Esta cidade-estado do sudeste asiático é reconhecida como um superstar de saúde, especialmente quando se comparam indicadores demográficos diretamente ligados a saúde, quando comparado aos Estados Unidos por exemplo. A Expectativa de vida nos E.U.A é de 78 anos, em, Cingapura é 82 anos. A taxa de mortalidade infantil é quase insignificante com apenas 2,3 óbitos por 1.000 nascidos vivos, contra 6,4 nos E.U.A.

Um fato interessante de ser observado os E.U.A tem 2,6 médicos a cada 1.000 pessoas, contra 1,4 em Cingapura. Os Estados Unidos têm 9,4 enfermeiros por 1.000 pessoas; Cingapura, apenas 4,2.  Mas certamente não menos importante, é a questão dos gastos em saúde publica: os E.U.A gastam quase 16 por cento do seu PIB em cuidados de saúde, enquanto Cingapura gasta menos de 3,7 por cento.

Para citar exemplos, Cingapura oferece um poderoso estudo de caso. A população é saudável, o seu sistema não está sobrecarregado por profissionais médicos, e a despesa com os cuidados de saúde não consomem grande parte do orçamento domestico.

Então como é que Cingapura conseguiu fazer isto?

Oitenta e cinco por cento de cobertura de saúde e feita através da Medisave, um conta poupança nacional de saúde (HSA), programa introduzido em 1984. Tal como os encontrados nos E.U.A, as contas Medisave são isentas de impostos, possuem rentabilidade, e ainda recebe parte desta poupança depois da morte. Porem, o  dinheiro só pode ser utilizado em tratamentos médicos como hospitalização, cirurgia e radioterapia.

Além da Medisave, as pessoas podem pagar mais por seguro facultativo chamado MediShield que ajuda a cobrir os cuidados associados com doenças prolongadas, que podem acabar custando muito caro.

O elemento escolha do consumidor e evidente em Cingapura, no que se refere as praticas de internação, embora 80 por cento da assistência hospitalar no país seja feita por hospitais públicos. Nestes hospitais públicos, os pacientes podem escolher diferentes classes de acomodação.

O Ministério da Saúde também tem uma página web, que relaciona os custos de um vasto conjunto de condições e procedimentos para informar os pacientes sobre as prováveis despesas médicas, uma vez internados.

Para garantir que todos seus cidadãos tenham acesso a preços acessíveis a saúde básica, serviços médicos de básicos são fortemente subsidiados pelo governo, através de hospitais públicos e policlínicas com receita proveniente da tributação geral.. Alem de existir uma tabela única referente aos procedimentos. O ministério da saúde de Cingapura regulamenta todos os prestadores de saúde.

1 comment Julho 22, 2009

Itália: Pão, Amor e Serviço Sanitário (parte II)

(acima um fax simile da “receita vermelha”)

O médico de família também é o responsável por prescrever as receitas médicas. Aqui na Itália existe um certo controle na venda de remédios. Muitas farmácias só vendem anticoncepcional com receita do médico… às vezes a gente até pode achar um farmacêutico que venda sem, mas depende exclusivamente da sua boa vontade, etc.

Existem duas receitas: a receita “branca” e a receita “vermelha”. Normalmente o receituário branco é usado para prescrição de remédios que não são cobertos pelo Sistema Sanitário. Já o receituário vermelho é usado para remédios e exames médicos com cobertura total e/ou parcial do SSN.

Um exemplo prático: semana passada comprei um remédio para asma. Sem a receita vermelha eu teria pago 51 euros. Com a receita vermelha eu só paguei 4 euros pelo remédio. Muitos remédios para tratamento de doenças crônicas têm 100% de isenção, mas o paciente tem que levar a receita vermelha.

A mesma receita é usada para exames médicos. Nesse caso funciona da seguinte maneira: quem ganha até 8.263,00 euros por ano ou se todas as rendas da família não superarem 11.362,05 é totalmente isento do pagamento de uma parte dos exames médicos.  A isenção também engloba crianças até 6 anos de idade; idosos acima de 65 anos, desde que a renda último não supere 36.151,98 euros; desempregados; inválidos e doentes crônicos; deficientes visuais e auditivos; inválidos graves de guerra; acidentados no trabalho; menores de 18 anos que precisem de acompanhamento médico; mulheres com gravidez de risco, portadores de HIV.

Todos aqueles que não se encaixarem nessas categorias pagam um percentual para realizar os seus exames em hospitais públicos, além de clínicas e hospitais particulares conveniados com o SSN.

O valor que pagamos, porém, pode ser abatido no imposto de renda, desde que as despesas médicas anuais (entre exames médicos, consultas e remédios) superem uma quantia de mais ou menos 124 euros. Agora não lembro bem a quantia, mas me informarei, para passar a informação correta para os nossos leitores.

Aprendeu um pouco sobre a saúde italiana? Depois de muito burocratês, no próximo post falarei da minha experiência pessoal como paciente, e passando da teoria para a prática veremos o que funciona e o que não funciona. [continua]

Add comment Julho 20, 2009

Itália: Pão, Amor e Serviço Sanitário

Em 2007 o governo italiano veiculou uma campanha publicitária, com a foto de uma jovem e bela enfermeira, e cujo título era: Pane, Amore e Sanità. A campanha queria ilustrar, através do sorriso e das bochechas vermelhinhas da enfermeirinha, que o ser humano precisa de três coisas para ser feliz: pão (comida), amor e saúde pública.

Claro que houve quem criticasse a campanha publicitária do Ministério da Saúde, principalmente por colocar uma jovem bonitinha, dando a entender (segundo a opinião de alguns) que as enfermeiras são objeto de desejo dos pacientes.

Enfim… aqueles debates políticos, por vezes inúteis, mas que não chegam às entranhas da discussão: como é o serviço sanitário italiano? Ele funciona? Ele é bom? Os pacientes confiam na saúde pública?

Na Itália não é como no Brasil: oito ou oitenta, onde o oito é ter que ser medicado pelo SUS. O oitenta é ter condições de pagar um plano de saúde e/ou médico particular.

Por aqui todos os cidadãos têm direito ao SSN (Serviço Sanitário Nacional) que corresponde ao nosso SUS no Brasil. O serviço também se aplica a todos os residentes legais, sendo eles cidadãos italianos ou não.

Então, na norma, tanto o cidadão de baixa renda quando o cidadão mais privilegiado fazem uso do SSN. E muitas pessoas com um poder aquisitivo maior, nem cogitam a possibilidade de se consultar com médicos particulares se elas podem se consultar com um médico público.

Parece o paraíso, não é? Mas infelizmente nem tudo funciona às mil maravilhas. Pessoalmente, eu posso dizer que a minha experiência com o serviço sanitário local é muito positiva.

Então como funciona?

Inicialmente a gente vai até a sede da ASL (Azienda Sanitaria Locale), que seria uma espécie de posto de saúde, e lá apresentamos todos os documentos necessários para fazer a carteirinha do SSN. Os estrangeiros devem apresentar o permesso di soggiorno (permit of stay) e o número do codice fiscale (CPF). Junto com a emissão da carteirinha, a gente tem que escolher o médico de família. Normalmente no corredor do posto de saúde existe uma lista com os médicos mais próximos à nossa casa. A minha médica está a mais ou menos 50 metros da minha casa.

O médico de família é um clínico geral ao qual cada paciente é designado. Por lei cada médico pode ter até 1.500 pacientes e ele ganha por paciente, não por consulta. Se o paciente for a 100 consultas por ano ou a nenhuma, ele ganha sempre a mesma coisa. Normalmente, seguindo a praxe da saúde pública local, para se chegar a um médico especialista, primeiro deve-se passar pelas mãos de um clínico geral. O clínico geral atende todos os dias da semana, normalmente alternando um dia pela manhã e um dia pela tarde. Pacientes (muito) idosos e/ou com problemas graves de saúde podem pedir que o médico os mediquem em casa, em casos mais graves. Mas muitos médicos enrolam e não vão.

O clínico geral será aquele que escutará as nossas mazelas, e se achar que o problema é mais grave, ele nos encaminhará para um outro médico. Mas, inicialmente, ele pode pedir exames de laboratório, raio-X, e qualquer outro tipo de exame para o qual ele seja capaz de dar um laudo. Tudo está na “sorte” de encontrar um médico bom, capaz e que se interesse realmente pelo problema do paciente. Até agora eu tive 3 médicas, e apesar de ter tido uma discussão com uma delas (assunto para outro post), eu as considero muito competentes. A médica atual além de competente, é muito fofa e atende ao paciente como se ele fosse um membro da família.

O médico de família também é o responsável por nos dar as receitas médicas. Aqui na Itália existe um certo controle na venda de remédios. Muitas farmácias só vendem anticoncepcional com receita do médico… [continua]

1 comment Julho 16, 2009

Expatriados

bz_colaborador Oscar Augusto

               Colaborando de Cingapura

Crise no Mundo

Saiu no Final da Semana passada uma pesquisa encomendada pelo HSBC Bank International, este é o maior levantamento global de expatriados. Agora em seu segundo ano, a pesquisa contou com mais de 3.100 expats que descreveram as oportunidades e os desafios que eles enfrentam vivendo longe de casa. O estudo fornece uma visão abrangente de como a vida de um expatriado difere de país para país, continente a continente.

Na edição 2009 12 novos países foram incluídos representados por expats de 29 diferentes industrias. Entre as principais constataçoes do estudo estão:

A riqueza está se movendo rapidamente ao Oriente, a Ásia é a casa dos mais bem pagos expats do mundo, enquanto os seus homólogos mais pobres pode ser encontrados na Austrália e na Europa Ocidental.

As pessoas poupam mais quando eles se tornam expats, Muitos expatriados são capazes de tirar partido da sua mudança para outro país, a fim de aumentar a quantidade de dinheiro economizado.

O crise economica mundial mudou a vida dos expats, muitos deles estão poupando mais, gastando menos com artigos de luxo e supérfluos

Clique aqui para saber mais

3 comments Julho 8, 2009

Uma Mineirinha na Alemanha!

bz_divul

Glenda Dimuro
Divulgação

 

Olá! Há tempos sou leitora de um blog muito legal chamado “Mineirinha n’Alemanha”. É escrito pela Sandra Santos, que vive por lá há mais de 15 anos. Recentemente, ela lançou um livro com o mesmo título que fala sobre como driblar o choque cultural no país, descrevendo muitos de seus costumes e desvendando aspectos nem sempre claros de sua cultura. “A autora não só retrata o sentimento de como é viver em um país diferente do país natal, mas também fala dos requisitos para obter a cidadania alemã, de questões ligadas ao mercado de trabalho alemão para estrangeiros, além de contar muito da vida dentro do país e falar de temas da atualidade brasileira e alemã”.

Abrindo  espaço para colaboradores, a própria Sandra nos conta um pouco sobre seu livro:

 

De onde saiu esse “trem” da Mineirinha?

untitledO Mineirinha n’Alemanha se propôs desde o princípio, em março de 2003, a ser mais do que um blog onde eu escrevia sobre mim e minha vida. Escrevia também textos que falavam do Brasil e também relacionados à vida e à cultura alemã, textos esses que pudessem servir de reflexão nao só para quem quer vir para a Alemanha, como também para quem já vive no país ou tem um familiar morando aqui, ou mesmo para aqueles que quisessem só saber como é a vida de uma brasileira no estrangeiro.

Tendo sido identificada na internet, logo no início da minha “carreira” de blogueira fui convidada para fazer parte dos colunistas da página Viver na Alemanha, que é um portal para brasileiros na Alemanha, para o qual eu contribui durante 4 anos. Ano passado, em agosto, depois do 2° lançamento de um livro da minha família (minha mãe e minha tia também são escritoras) pensei que com os contatos que elas ja têm eu poderia transformar meu blog em livro. Em seguida recebi a oferta valiosa da designer brasileira Cecília Palmer, que fez para mim todas as ilustrações e a capa do livro, adaptando também o blog ao mesmo estilo do livro e criando assim para mim uma corporate identity (obrigadíssima, Ceci!).

Do ponta-pé inicial ao lançamento do livro em si se passaram menos de 5 meses. Tentando reconstruir esses meses, eu nao sei ainda como conseguimos lançar o livro em tempo hábil, pois ele foi fruto do trabalho intensivo de poucas pessoas, separadas por muitos mil quilômetros entre o Brasil e a Alemanha. Primeiro fiz a escolha dos textos, resultado de 5 anos de escrita, e comecei a montar a estrutura do livro. No final de agosto, eu tinha quase todos os textos escolhidos e estávamos comecando a montar a capa. Enviei os textos para algumas amigas e familiares, que me deram muitas contribuições valiosas e foram formando o livro com suas ideias. Escolhi a pessoa que faria a introdução do livro, que não poderia ter sido outra a não ser a Claudia Dannemann, que foi quem coordenava o Viver na Alemanha e tinha me convidado para ser colunista daquela página. Com os textos escolhidos, fui em busca de um corretor que dominasse as alterações da língua portuguesa, que vigorariam logo depois do lançamento do meu livro, a partir de janeiro de 2009. Olhando pela perspectiva de hoje, tive a atitude corajosa de procurar um local para colocar o livro no mercado e marquei uma data para o d lançamento do mesmo: 23/12/2008 no Bar Inusitado, na minha cidade natal, Belo Horizonte. Depois da primeira correção, o livro passou por muitas outras correções. Hoje admiro quem faz esse tipo de trabalho, pois esta foi a etapa mais árdua de todo o projeto!Tenho a dizer que sem minha mãe e minha tia, que já foram ambas professoras de português, não teria chegado ao resultado final! Enquanto isso, a Cecilia ia desenvolvendo a capa do livro (ela fez mais de 50 capas até chegar ao resultado final!) e teve que refazõer todas as suas ilustrações, que eram coloridas e tinham que ser em preto e branco para um bom resultado na impressão do livro. Numa outra ponta, minha prima Lílian preparava a propaganda do livro e cuidava do contato com o Bar Inusitado para o lançamento….

Contagem regressiva

 Foram muitas e muitas noites em que eu dormia às 3h da matina e acordava às 7h da manhã para ir trabalhar…. Tudo o que fizemos foi praticamente resolvido virtualmente, sendo que às vezes me encontrava com a Ceci ao vivo e a cores. Para a diagramação do livro, novos desafios: eu queria incluir as ilustrações em um tamanho razoável “dentro” do texto, o que fez com que a diagramação  ficasse bastante difícil e trabalhosa. E o livro teve que ser diminuído, pois eu não sabia até aquele momento, mas os livros são sempre feitos com quantidades de páginas que têm que poder ser multiplicadas por 8. Eu e a Ceci escolhemos tudo: a letra, o tamanho dela, o espaço entre os textos, os espaços da parte de cima e de baixo de cada página, o tamanho das ilustrações, a distribuição das informações dentro do livro, a qualidade das folhas, o formato em si do livro… cada detalhe foi alvo de nossas observações cuidadosas.
 
Nessa altura já estávamos chegando no final do ano e daí foi uma contagem regressiva para o lançamento:  enquanto durante todo aqueles meses eu tentava conseguir uma editora, fazia ao mesmo tempo contatos com a gráfica para receber os preços de impressão e acertava a data de entrega do livro. Não consegui uma editora, mas olhando o resultado final, estou muito satisfeita do livro ter saído com uma qualidade satisfatória e pelo fato de eu ter me tornado produtora independente, pois assim posso ter o contato direto com o leitor, o que é muito enriquecedor para mim como pessoa e escritora. A diagramação foi entregue em uma semana, e logo depois eu e minha mãe tivemos que ler o livro pela milionésima, eh…. última vez para fazer as últimas alterações antes da impressão. Quase na reta final, as ideais ainda borbulhavam e ainda decidi colocar uns textos e tirar outros, alguns até inexistentes no blog e exclusivos no livro.

Todas as decisões foram tomadas na base da imaginação de como o projeto final ficaria, pois dada a distância não podíamos tirar provas de nada, só imaginar como cada detalhe ficaria. Depois que a propaganda do lançamento estava pronta, contei com a valiosa colaboração de várias blogueiras espalhadas pelos 4 cantos do mundo, que gentilmente fizeram propaganda do meu livro em seus blogs. Uma amiga em Beagá também contribuiu fazendo a distribuição dos flyers e cartazes, anunciando a novidade.

Lançamento no Brasil

O livro ficou pronto numa sexta-feira, eu cheguei no sábado no Brasil e na terça-feira, na ante-véspera do Natal, fizemos o lançamento. Um dia antes, a Taísa, minha filha, que estava tomando antibiótico, caiu de cama com uma febre forte que beirava os 40 graus, fruto de uma infecção bacterial que ela tinha trazido da Alemanha, e até a tarde do lançamento eu ainda não sabia se ela iria ter que ser internada no hospital ou não… o que felizmente não foi necessário! Antes da vinda para o Brasil, eu e a Ceci ainda fizemos camisetas e cuecas (!) com o logotipo da Mineirinha, e no dia do lançamento eu, meu marido, meus filhos e minha mãe estávamos todos de “uniforme”.

Como não poderia deixar de ser, choveu torrencialmente na nossa ida do apartamento da minha mãe até o Bar Inusitado, e por causa da chuva chegamos um pouco atrasados, o que aumentou consideravelmente o meu nervosismo. Quantos amigos! Familiares! Pessoas que liam meu blog e estavam lá pra comprar o livro! A grande surpresa foi a presença do meu apadrinhado do GAC-Kinderhorizonte, que estava lá também para me prestigiar junto do seu irmão e da sua mãe, que eu tinha conhecido um dia antes quando visitei o projeto. Eu e meu marido já apoiávamos o GAC através de dois apadrinhados, e passei a apoiar o projeto também através do meu livro, pois 10% da renda do livro é destinada a ele.  Às 7h30 comecei a autografar livros, e só fui parar às 11h da noite, cansada, mas acima de tudo super satisfeita!
 
Até esse dia eu não tinha a menor ideia da repercussão que o meu livro teria. Depois do lançamento descobri que meu livro preencheu uma lacuna, pois não havia até então no mercado um livro atual no qual um brasileiro relatasse sobre a vida na Alemanha.

 Lançamento na Alemanha e o futuros projetos da Mineirinha

O lançamento na Alemanha foi dia 02/05/09 junto do DBKV (Associação Cultural Teuto-Brasileira) em Munique, com a presença do consul brasileiro daquela cidade. Hoje, com quase 7 meses de vida, o livro da Mineirinha já foi vendido quase 200 vezes e já encontrou leitores em vários cantos do mundo, tendo recebido inúmeras críticas positivas.

Agora estou batalhando para lançar meu livro também em alemão, preparando um flyer/marcador de páginas como propaganda e buscando uma livraria ou distribuidor no Brasil, com boa presença no sul/sudeste do país que tenha interesse em comercializar meu livro no Brasil, assim como a LiBrasil já o faz com sucesso aqui na Alemanha. Os projetos da Mineirinha nao páram por aí! Ainda há muito por vir e acontecer. Aguardem!…

Um dos meus sonhos é fazer parte de um grupo de escritores brasileiros e também estrangeiros que tenham como objetivo a divulgação de culturas e que busquem a queda de barreiras e a aproximação entre pessoas de culturas diversas. Vocês, leitores do Mineirinha e blogueiros espalhados pelo mundo, têm tudo para participar desta empreitada. Quem é o próximo a lançar seu livro?

 

Para quem quiser saber mais informações sobre o livro é só visitar o blog!

1 comment Julho 7, 2009

Revista Digital

Ingrid Mantovani

Paris, França

Gostaria de indicar aos leitores do Brasil com Z a revista Digital PolaroidMag.Uma revista de moda, arte e cultura pop que, nesse mês fez uma edição em homenagem à França.
O Gus Magnago, editor chefe, gentilmente me convidou para escrever alguns relatos sobre a periferia parisiense.
A revista é caprichada. Vale a pena acompanhar.

3 comments Julho 1, 2009

Singapore River Festival

bz_colaborador Oscar Augusto

              Colaborando de Cingapura

Clark Quay Singapore River Festival

O Singapore River Festival 2009, começou dia 19 Junho e termina dia 27 deste mes,e tem como objetivo dar uma “incrementada” na vida noturna de Cingapura. Ocorre ao longo do Singapore River, começando no Boat Quay e Empress Place indo ate o Clarke Quay e Robertson Quay, conta com diversos eventos e atividades, que incluem shows de ilusionismo, baladas, ate mesmo um clima especialmente romântico. Toda noite há um desfile de bumboats, uns barquinhos todos iluminados, em homenagem a historia e ao povo de Cingapura, que deve muito de sua historia ao rio.

Alem disso tudo uma vasta gama de restaurantes das mais diferentes especialidades estão localizados ao longo do rio, com uma serie de promoções irresistíveis para complementar esta experiência imperdivel.

Singapore River Festival

1 comment Junho 23, 2009

Londres em um dia: do West End até a City

Flor do Exílio
Londres, Inglaterra

map

Dá pra fazer a pé esse roteiro básico: comece no Buckingham Palace (seta azul no mapa), atravesse o Green Park, ande até Picadilly Circus, siga em direção à Leicester Square, desça até a Trafalgar Square onde fica a National Gallery, continue até Houses of Parliament/Big Ben passando por 10 Downing Street e pela Westminster Abbey, atravesse a ponte para o South Bank, vire à esquerda em direção ao London Eye (vale a pena dar um giro se o tempo estiver bom), continue andando à beira do Rio Tâmisa até o museu Tate Modern, atravesse a Millenium Bridge e suba até St. Paul’s Cathedral que fica no meio do centro financeiro de Londres, mais conhecido como City of London. Se você ainda tiver disposição, siga no sentido leste até a Tower of London (seta vermelha no mapa) e Tower Bridge.

1 comment Junho 21, 2009

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