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Autores convidados: Vai pra onde?.. México!

03/03/2015

Hoje apresentamos mais uma autora convidada do Brasil com Z. A Melissa que mora no México! 

 

bz_mexicoMelissa Lima  – San Luis Potosí/México.

 

Minha mãe costuma dizer que fui criada para o mundo.

Pra mim, sempre o mais importante foi “viver coisas” e não “ter coisas”.

Acredito que esse meu jeito de ser me ajudou muito quando meu marido chegou em casa, com uma proposta feita por sua empresa, de mudarmos 180 graus, enfiarmos nossa vida em 8 malas de 32 kgs e embarcamos com nossa filha (de 8 anos na época), pra San Luis Potosí, no México.

Eu, contadora, empregada, pensei assim… 5 minutos! Não sabia nem onde ficava SLP, de México só sabia que tinha Cancún e que o Chaves era de lá. Mas, abraçamos a oportunidade!

Igreja - San Miguel de Allende, Guanajuato.

Igreja – San Miguel de Allende, Guanajuato.

Eu nunca vou me esquecer o desespero estampado na cara das pessoas, quando eu contava com um sorriso no rosto o que estávamos prester a fazer. As perguntas eram sempre as mesmas: “Você fala espanhol? R: Não, nada! “ , “Você vai trabalhar por lá? R: Não, não posso!”, “Mas o México é subdesenvolvido, perigoso. Você não tem medo? R: Não! De jeito nenhum!”. Sim, meus amigos acharam que eu tinha enlouquecido.

As únicas (e poucas) informações que eu tinha do México, do lugar que iríamos morar foram obtidas pela internet. Fui conhecer quando, depois de uma viagem super estressante, aterrizamos aqui. No caminho do aeroporto até minha casa temporária, o desespero foi tomando conta, e eu tive que “respirar no saco”.

O México é um país que você tem que estar aberto a conhecer… Um país de contrastes muito fortes, tudo misturado, bagunçado. Mas a partir do momento que você se dá a chance, você se apaixonada perdidamente. E aprende que o México não é Cancún. Também tem Cancún.

Cachoeira - Huasteca Potosina , Cascada de Tamul.

Cachoeira – Huasteca Potosina , Cascada de Tamul.

Eu pensei que a Europa era o lugar no mundo com mais museus, até conhecer a Cidade do México. Eu pensei que todos os patrimônios da humanidade estavam no velho continente, até andar por aqui, e tropeçar em várias placas da UNESCO. Eu não sabia que além das fantásticas e enigmáticas pirâmides, o México tinha sua gastronomia como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade.

Descobri o patriotismo e o orgulho das origens que todo mexicano tem. Descobri também que o espanhol é muito, mas muito mais complicado que o inglês. E fui presenteada com a simpatia e o calor da amizade mexicana! Que a partir do momento que você a conquista, cria laços de família mesmo.

E pra quem gosta de cultura, de tradição, de diversidade natural , você encontra tudo aqui! De montanhas geladas com neve, florestas imensas, desertos … Paisagens de tirar o fôlego! Porque esse conceito do cacto, não é 100% verdadeiro. Temos cactos, muitos, mas além disso temos uma infinidade de espécies.

Pirâmide - No topo da pirâmide do Sol, Teotihuacan, DF. (foto arquivo pessoal)

Pirâmide – No topo da pirâmide do Sol, Teotihuacan, DF. (foto arquivo pessoal)

E se você pensa que vai chegar no México e se deparar com um senhor sentado na calçada , com sombrero e um burrico, vai SIM! Mas se andar mais um quarteirão vai se encontrar com um shopping center de última geração…

México é a terra dos adoráveis contrastes. E pode vir tranquilo, não tem balas perdidas e nem cabeças fincadas nas estacas como vários meios de comunicação tentam pregar.

Tem um povo e um país de braços abertos, esperando por você! É só se permitir.

Melissa_brasileira_no_Mexico

Cancún

 

 

Melissa Lima, 34 anos, mora com a família em San Luis Potosí/MEX há um ano e 4 meses, sem prazo pra voltar pro Brasil (se voltar!). Estuda, aproveita e toma conta de casa! Seu blog pessoal ‘Viviendo en el Mexico Magico’ surgiu a partir da necessidade de mostrar um México que ninguém conhece, além do Caribe.

 

10 coisas que aprendi vivendo em um outro país

02/03/2015

bz_italiaCarla Guanais - Roma/Itália

Tenho lido na rede vários textos que falam das mudanças que sofremos quando fazemos a escolha de viver em outro país. Aprendemos sim! E muito! Resolvi então publicar hoje 10 coisas que aprendi com a minha decisão de vir morar na Itália.

1. Aprendi sobre a vida 

Já tinha ouvido dizer que não existe nada melhor do que sairmos da nossa zona de conforto, ou seja, a família, os amigos, a cidade onde sempre vivemos, onde se fala o idioma que aprendemos desde sempre, para nos fazer perceber que, independente da idade, temos ainda muito a aprender e amadurecer. E aconteceu comigo!

2. Conheci pessoas inesquecíveis

Aquela coisa né? Morar em um mesmo lugar nos faz manter sempre as mesmas amizades, ou pelo menos um mesmo círculo, onde nos sentimos seguros e aceitos, proporcionando relações sólidas e profundas.  Quando saímos desse meio, ou melhor, quando fazemos uma mudança grande que é mudar de país, se  conhece tanta gente nova (pessoas que vieram de lugares diferentes, tiveram experiências de vida até opostas das nossas, têm outros gostos, outras visões, outra cultura, etc.), e isso fornece uma visão muito mais ampla de diferentes realidades e possibilidades de vida. Pessoas com uma bagagem e história tão diferentes da nossa realidade que se, estivéssemos naquele círculo fechado de amigos com os quais nos identificamos em tudo, nunca as conheceríamos, ou ainda,  essas pessoas nunca teriam a oportunidade de fazer parte daquele círculo.

3. Conhecidos são muitos, mas amigos de verdade são raridade.

Sim. É difícil fazer amigos. Pode ser  porque temos já uma certa idade (no Brasil a maioria dos amigos são da época escolar ou adolescência), mas principalmente porque passamos a viver no meio de outra cultura e costumes, nos quais é difícil entrar, conseguir um espaço e assim, ter uma amizade verdadeira. Acontece muito entre nós expatriados, fazermos amizade com também expatriados, seja brasileiro, latino americano, ou outra nacionalidade que não a do país no qual estamos vivendo. Isso porque temos histórias parecidas, fica mais fácil de nos identificarmos e encontrarmos pontos em comum facilitando a construção de uma sólida amizade.*(escrevi um texto a respeito no meu blog pessoal, leia aqui)

4 . Vi realmente que o mundo gira e é imenso!

Sim, quando saímos do nosso país natal percebemos que nosso mundinho é um mundão! E queremos conhecer tudo, queremos aprender a falar outras línguas, queremos ver mais, saber mais… Queremos cada vez mais novas aventuras pra revigorar o coração e sentir-se novo, pronto pra outra! Viajar torna-se muito mais valioso do que ter um celular ou um carro de última geração!

Em Paris

Em Paris

5. Aprendi a inovar a cada dia

Novas situações, novos meios de enfrentá-las e novos meios de surpreender-se, quebrando barreiras como a timidez, o medo, a insegurança e o negativismo. Afinal tem que fazer acontecer em um universo muito diferente do qual se estava habituado, sem medo do fracasso, afinal o que vier é lucro. Falar outra língua, fazer atividades que de repente no Brasil jamais faríamos (principalmente no que diz respeito a emprego – já fui faxineira, babá, caixa de posto de gasolina, operadora de telemarketing… num período curto e intenso).

6.  Aprendi a me valorizar e me tornei mais confiante

Realmente! Nos vemos em situações na qual tiramos força e coragem que não sabemos de onde. A solidão e a saudade de “casa” são as primeiras coisas mais pesadas. O medo do novo e do desconhecido também. Mas pra quem tem coragem de sair da tal zona de conforto, isso é fichinha. Vemos que querer é poder. E que se temos um sonho e objetivos traçados, batalhando e dando o nosso melhor, chegamos lá.

Muitas das vezes chegamos a nos redefinir. Seja na relação que temos conosco mesmo e na relação que temos com os outros. Passamos a nos importar muito menos com que os outros pensam de nós. Enfim, nos descobrimos!

7. Ampliei meus horizontes

Morar fora expande a nossa mente. Portanto, velhos preconceitos vão por água abaixo. Graças à Deus! E começamos a ver que tantos dos nosso conceitos, dos nossos amigos e familiares são preconceituosos. E, sim, ao meu ver o brasileiro em geral é preconceituoso; é racista, xenófobo, homofóbico e transfóbico e, principalmente, é um povo muito machista. Ver a situação de fora e vivendo outras realidades em outro país nos muda totalmente, pra melhor. Convivemos com outros estrangeiros, vivemos na pele a situação de imigrante e “seu rótulo”, vemos muitas realidades diferentes à nossa, enfim, se cresce, amadurece e se enriquece!

8. Ampliei meu paladar e aprendi a ser mais criativa na hora de cozinhar

Sim, porque muitos perguntam, e o arroz e feijão, sente falta?? Pois é, no começo queremos ou apenas tentamos manter uma rotina alimentar como estávamos acostumados no Brasil, mas depois tudo muda. Que arroz e feijão nada! Novos pratos, novos ingredientes, novos sabores e combinações. Aprendi a respeitar “o tempo da natureza”, ou seja, usar o que a natureza oferece segundo as estações, porque aqui na Itália é assim. As bancas nas feiras e supermercados mudam de acordo com as estações do ano, e isso influi na saúde também. Passei a comer menos carne, a temperar com muito menos sal e também a comer doces muito menos doces do que aqueles brasileiros. E viva a dieta mediterrânea!

9.  Aprendi mais sobre o que significa a liberdade 

Somos responsáveis pelo nosso destino, somos livres. Tomamos nossa decisão e somos responsáveis por elas e suas consequências. O futuro depende das nossas ações de hoje. Fica muito mais fácil depois que se deixou o Brasil com apenas 2 malas, encher outras duas e ir pra onde o destino mandar ou permitir!

Sim, porque a nossa casa é onde estamos nos sentindo bem no momento, onde estamos tendo oportunidades, o lugar onde nos sentimos felizes e realizados. E se de repente não for mais aqui, é possível fazer as malas e partir, prontos pra uma nova vida, novos caminhos, novas realidades, com a bagagem cheia de sonhos e coragem!

Em Veneza

Em Veneza

10.  Aprendi que voltar para o país natal pela primeira vez, depois de nos mudarmos, é uma experiência única e enriquecedora

Procuraremos os velhos amigos, mas nos daremos conta que assim como não somos os mesmos, eles também não são. Portanto, não procurar pelo velho, ou seja, não achar que reviverá momentos divertidos ou prazeroso iguaizinhos aos de antigamente. É preciso abrir-se para novos momentos. Momentos nos quais ambos são pessoas diferente, com bagagem diferente.

Inevitavelmente vamos nos derreter com o cheirinho da comida da mamãe, vamos querer comer tudo o que não comemos há tempos (e assim engordar); vamos querer tirar o atraso e rever todo mundo, fazer um monte de coisas que temos vontade e saudade, mas de repente, vamos nos decepcionar, pois não há tempo pra tudo; tem coisas que não existem mais, tem pessoas que não estão mais ali, alguns não vão nos receber da mesma maneira, enfim.. Vai até bater uma vontade de ir embora logo, pois, pode acontecer de percebermos que, apesar daquele lugar estar em nós, ele não é mais a nossa casa. É assim. Foi assim comigo e com muitos.

*Você que mora no exterior concorda com algum ponto? Se não fez ainda a experiência de morar fora e,  tem vontade, como acha que aprenderia mais com a experiência? Comente! Obrigada!

Arrivederci!

Dica Cultural: Eventos na Bélgica

27/02/2015

bz_belgicaTouché Guimarães – Antwerpen/Bélgica

Alguns eventos interessantes que acontecerão nestes próximos meses, em diversas cidades na Bélgica. Caso o leitor queira saber mais, não só sobre estes, mas quaisquer outros acontecimentos culturais, terei prazer em ajudar na busca de maiores informações.

Flanders Horse Expo

HorsesDe 27 de fevereiro à 1°de março

Este é o maior evento realizado anualmente nos países que compõem o Benelux (Bélgica, Holanda e Luxemburgo) voltado aos apaixonados por cavalos e pelas diversas atividades relacionadas a eles.

A exposição oferece, além da beleza dos animais, a oportunidade para participação em competições, assistir algumas demonstrações e obter-se várias informações sobre como cuidar de cavalos. Também é possível adquirir-se selas e outros artigos para equitação.

Onde: Flandres Expo

Endereço: Maaltekouter, 1 – Gent

Ingressos: €12 adultos (venda online: €14 + taxa de reserva) e €10 crianças entre 6 e 12 anos

Informaçõesinfo@flanders-horse-expo.be

      Batibouw Batibouw 2015

   De 27 de fevereiro à 8 de março – (de 10 tot 18:30hs; (5a feira 5/3 de 10 à 23hs).

Batibouw-2015

Este evento anual é destinado a todos que se interessam, necessitam ou curtem as novidades para construção, com possibilidades de se comprar tudo a melhor preço.

Onde: Brussel Expo (Heizel)

Endereço: Place de Belgique – Laken

Ingressos: €12 e €6

Website: batibouw.be

Exposição: Lascaux

LascauxAté 15 de março

Considerada Patrimônio Mundial, pela Unesco, a gruta  de Lascaux, na França, foi descoberta em 1940 e seus desenhos tem aproximadamente 20.000 anos de idade! Nesta mostra fabulosa, se pode admirar esta arte da última fase paleolitica.

Organizada pela Lascaux International Exhibition e o Museu de Ciências Naturais, aproximadamente 30 reproduções dos desenhos feitos nas paredes da gruta formam uma oportunidade única para se ver algumas destas maravilhas, pois, a fim de conservá-la, a gruta está fechada para visitação.

Onde: Jubelparkmuseum – KMKG

Endereço: Jubelpark, 10 – Bruxelas

Ingressos: €12 – €6 – €4

Delirium Blues Festival : Back to Rory Gallagher

Sábado 4 de abril – das 18 às 00:30 horas

Delirium

Trata-se de uma homenagem a realizada por 7 bandas ao ex-líder da banda inglesa Nine Below Zero (NBZ), falecido em 1995. A banda, que já existe há 35 anos, é conhecida internacionalmente, e neste momento faz novasapresentações em diversos países, incluindo a Bélgica, nesta ‘35th Anniversary tour‘, momento em que se reunirão outros nomes famosos, como o gitarrista irlandês Carl Wyatt, o cantor e guitarrista inglês Sean Webster e sua The Sean Webster Band, bem como a banda belga The Refugees.

O festival é um must para os apaixonados do blues!

Onde: De Nieuwe Deure

Endereço: Zegemseaardeweg, 1 – Beveren

Ingressos: € 20

Websitewww.facebook.com/dominiek.hemeryck

Informaçõesinfo@hd-b.be

ou 00 32 477 61 83 88

Reservas:

00 32 477 61 83 88

Primeira Degustação de 10 Trappistas – Ceia Campestre – Noite anos 80 e 90

10 Trappistes6a feira- 10 de abril – das 18:30 às 02hs

A partir das 18:30, degustação das seguintes cervejas: Spencer, Engelszell, Zundert, La Trappe, Westvleteren, Orval, Rochefort, Westmalle, Achel, Chimay

Para a degustação serão utilizados copos de 33cl do tipo ‘trappiste neutra‘, mas também haverá a possibilidade de se beber no copo original da marca da cerveja, com pagamento de caução.

Para quem desejar, é possível reservar uma trappiste ‘Spencer': uma garrafa por pessoa, a consumir no local. Não serão vendidas mas a tampa e a garrafa vazia poderão ser levadas como souvenir.

20:00 > ceia ‘campestre’, prato frio (4 carnes, frios, pãozinho, manteiga) > € 10 === incluindo a “Soirée anos 80 e 90” > reservas obrigatórias

22:00 > Soirée anos 80 e 90 > €3 – bar trappiste aberto até 02:00hs

Onde: Place de Biercée

Endereço: Rue Grignard – Biercée

Websitewww.carnavaldebiercee.be

Informações :raphael_roger@hotmail.com

ou 0032 478-26.28.60

Exposição:  De Pablo Picasso à Joan Miró

até 1°de maio, das 10 às 17hs

além destes dois artistas geniais, também se pode apreciar obras de Henri Matisse e Georges Braque. Para quem vai a Brugge, uma boa dica cultural.

Onde: Oud Sint-Jan

Endereço: Mariastraat, 38 – Brugge

Websitewww.expo-brugge.be

Informações: 00 32 50 47 61 00

Fonte e ilustrações: http://www.netevents.be/

Espanha, um país onde pega mal ser patriota.

25/02/2015

bz_espanha

Edu Justo – La Coruña/Espanha

Se tem uma coisa que sempre me chamou a atenção (positivamente) é a onipresença de nossa bandeira verde amarela nos eventos mais importantes do mundo. Quando um novo papa é anunciado diante de uma multidão na Praça São Pedro, quando um piloto de Fórmula 1 de qualquer país sobe ao pódio ou quando o Rolling Stones surge no palco de qualquer grande estádio de futebol, ela está sempre presente, tremulando faceira e mostrando ao mundo que em qualquer canto do nosso planetinha tem um brasileiro marcando o território.

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No Brasil este fenômeno não poderia ser diferente. A Copa do Mundo, por exemplo, é um destes eventos que multiplicam sua presença nas ruas, pracinhas, favelas e mansões. É algo bonito de se ver, apesar de que, particularmente, acho mais patriótico votar conscientemente do que exibir bandeirinhas na janela, mas isso fica para outro post. No quesito “exibição pública de bandeira”, só perdemos para os americanos, que adoram ostentar orgulhosamente sua “Star-Spangled Banner” no quintal de suas casas, na roupinha de seus mascotes e até na cabeceira de suas camas.

Além da bandeira, outro símbolo forte de patriotismo é o hino nacional. Recentemente, o nosso país chamou a atenção da imprensa mundial durante a Copa de 2014 quando a torcida brasileira, num belo gesto, diga-se de passagem, começou a cantar a versão quase completa do nosso hino “a capela” para todo mundo ouvir (manifestação imitada pela torcida chilena que logo foi vaiada pela falta de criatividade).

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Bom, a Espanha tem uma peculiaridade que eu não acredito que se repita em nenhum outro país. O hino nacional não tem letra!!! Além disso, exibir a bandeira espanhola publicamente não é lá um bom negócio. Trata-se de uma triste realidade que tem suas origens na ditadura franquista e que tentarei explicar de forma breve neste post, já que se trata de um assunto polêmico que costuma render muito pano para manga. Comecemos pelo hino espanhol.

O hino da Espanha, denominado como “La Marcha Real” foi estabelecido em 1770 durante o reinado de Carlos III e não tinha letra pelo fato de se tratar de uma peça musical de origem militar. Durante a revolução de 1869 foi organizado um concurso a nível nacional para a escolha de um hino novo (de preferencia com letra), mas a escassa participação popular fez com o que o governo mantivesse a “Marcha Real” como o hino oficial do Estado Espanhol, que continua vigente até os dias de hoje.

A letra (finalmente!!!) chegou em 1843, da mão de Ventura de la Vega, mas nunca foi utilizado. Outra tentativa surgiu em 1909, durante o reinado de Alfonso XIII. Escrita por Eduardo Marquina, sua composição chegou a ser cantada em alguns atos oficiais, mas nunca caiu no gosto popular, desaparecendo gradativamente.

Em 1939, com o fim da Guerra Civil Espanhola, deu-se início a um período de ditadura que durou longos 36 anos. Como todo o ditador que se preze, Francisco Franco tratou de exaltar o orgulho nacional através de seus símbolos máximos: a bandeira e o hino. E aí começaram os problemas. A ditadura espanhola não foi diferente de outros regimes autoritários: os chamados “inimigos da pátria” foram fuzilados, milhares de cidadãos fugiram para o exílio e a população se viu obrigada a obedecer as ordens impostas pelo novo governo. Tudo isso com um pacote que incluia racionamento de alimentos, prisões sumárias e inúmeras restrições. Ou seja, a receitinha básica de qualquer ditadura convencional. Onipresente e faceira, a bandeira espanhola marcou sua presença nos quatro cantos do país como símbolo máximo de um período que hoje todo o espanhol prefere esquecer. Coitada da bandeira, ela não tem culpa da ignorância humana, mas foi ela quem acabou pagando o pato.

A ditadura franquista terminou após a morte de Franco em 1975, dando lugar a uma democracia sólida que continua vigente até os dias de hoje. O ressentimento daqueles anos, no entanto, ainda se faz presente, e muitos espanhóis associam a bandeira espanhola com aquele tenebroso período da história, criando estereótipos infundados, mas que se tornaram “verdade popular” no país. Portanto, se você tem um carro com um adesivo da bandeira espanhola, ou costuma pendurar uma bandeira da Espanha na varanda da sua casa, você certamente será taxado de fascista. É verdade ! Se você quiser ser politicamente correto, você tem duas opções: ou não usa bandeira nenhuma ou usa a bandeira de sua região autônomica (Andaluzia, Baleares, Galicia, etc… ) Para fugir de polêmicas, o Fernando Alonso –  piloto espanhol mais famoso do momento – costuma exibir a bandeira de Astúrias (sua terra natal), preocupação que parece não incomodar a Rafael Nadal, 3º melhor tenista do mundo no ranking da ATP, que tem sempre à mão uma bandeirinha espanhola para adornar os seus troféus. Mas ele é ídolo do esporte, então pode (a não ser que fosse catalão, aí sería odiado, mas vamos também deixar isso para outro post – ô país complicado !!!).

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Para fechar este tema, existe uma lei espanhola de bandeiras (Ley 39/1981) que regula o seu uso em prédios públicos. Basicamente esta lei determina que todos os prédios que acolhem organismos públicos devem hastear (pelo menos) a bandeira da região autonômica correspondente, a bandeira da Espanha e bandeira da União Européia. Em alguns edifícios públicos das regiões consideradas históricas (Galicia, Pais Basco e Cataluña) a bandeira espanhola costuma estar ausente. Mais do que desobedecer a lei de bandeiras, se trata de um ato simbólico de repúdio à Espanha, já que existe nesta região um forte sentimento de independência. A foto abaixo, da fachada da prefeitura da cidade de Montgat na Catalunha, ilustra perfeitamente essa postura. Reparem que o prédio tem três mastros, mas só tem duas bandeiras: a da Catalunha e a da União Europeia. O mastro onde deveria estar à bandeira espanhola está intencionalmente vazio, uma situação que se repete em dezenas de outros municípios rebeldes.

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A Alemanha, que também teve seus duros anos de ditadura teve melhor sorte. Ao subir ao poder, Hitler retirou dos mastros a tradicional bandeira alemã para dar lugar à bandeira nazista. Já hino nacional alemão “Das Deutschlandlied“ foi substituido pelo nazista “Horst Wessel Lied”. Após a derrota na Segunda Guerra Mundial, todos os símbolos nazistas desapareceram, dando lugar à antiga bandeira e hino alemães, completamente livres de qualquer associação ditatorial, ao contrario do que ocorreu com a Espanha, cuja bandeira e o hino não mudaram com o fim da ditadura franquista.

Em 2008 o Comitê Olímpico Espanhol fez mais uma tentativa de criar uma letra para o hino, atendendo a uma antiga petição de seus atletas, que se sentiam inferiorizados ao verem seus rivais enchendo os pulmões para cantar a letra de seus hinos nacionais. Mais de 7.000 letras de todo o país chegaram ao COE e o ganhador foi Paulino Cubero, um simples agricultor de  Granátula de Calatrava (Ciudad Real). Fico imaginando a alegria desse senhor, que entraria para história como autor do hino nacional espanhol, uma façanha praticamente impossível para qualquer outro ser humano já que todos os países do mundo – com exceção de San Marino e Bosnia-Herzegovina – tem letra e não estão dispostos a mudá-la.

Bom, sua alegria durou pouco. A letra criada por Cubero não foi capaz de agradar a gregos e troianos. Muitos diziam que o hino tinha conotações fascistas por conter palavras como “Pátria” e (pasmem) “España”… !!! O Comitê Olímpico Espanhol decidiu então anular o concurso e tudo voltou ao ser o que era antes (menos para o senhor Cubero que deve estar revoltado até hoje!).

Nas olimpíadas de 2016 no Rio de Janeiro, podem reparar, os atletas espanhóis cantarão o hino da Espanha com monossilábicos “lá lá lá” e aqueles que chegarem ao pódio talvez exibam as bandeiras de suas cidades natais. Aqui na Espanha eu uso um chaveiro com a bandeira brasileira. Assim não sou taxado de fascista. Sou apenas um “ser tropical exótico!”

P.S. A foto que encabeça este post foi tirada em um estádio durante um evento esportivo aqui na Espanha. Alguém conseguiu achar alguma bandeira espanhola ? Deve estar com o Wally !

*Eduardo Caamaño é blogueiro e autor de biografias históricas, seu último livro, a biografia do Barão Vermelho (Piloto da Primeira Guerra Mundial), está à venda em português e espanhol. Filho, neto e bisneto de espanhóis, mora há 11 anos na cidade de La Coruña.

Uma crise intrigante e duvidosa

23/02/2015

bz_holanda Ana Fonseca - Holanda

Leitores e  gente do meu círculo pessoal de amizades no Brasil às vezes me perguntam sobre crise econômica na Holanda. Vou tentar falar muito rápido e superficialmente a respeito nas próximas linhas.

Pra começar, penso que é claro para todos que a economia holandesa é bem administrada e dinâmica. Junto com a Alemanha a Holanda continua sendo um dos países mais fortes da zona do euro – e até mais forte que a Alemanha. Porém como membros fortes da zona do euro os holandeses se ressentem muito de terem que “pagar” por ajuda a países muito corruptos e extremamente mal administrados. Por aqui as pessoas trabalham até os 65 anos (muito em breve será até 67 anos), a produtividade é uma das mais altas do mundo os impostos são vorazes.  Por isso acham absurdo ter que financiar estradas em Portugal onde há pouco tráfego ou ajudar a Grécia a sair da crise, por exemplo.

Apesar de ser uma economia bem administrada como afirmei acima, desde 2008 ficou muito difícil arrumar emprego “part time” ou obter promoções/bônus/benefícios  se você já está empregado. O auxílio desemprego sofreu muitos cortes. O mercado de trabalho continua dinâmico (há ocupações variadas) mas é bem pouco flexível. Por exemplo: para quase tudo você precisa ser certificado, até para ocupações bem banais. E alguns cursos para se obter certificado só são oferecidos para jovens durante o ensino secundário (ex.: decorador de interiores, florista, etc.). A Holanda também protege seu mercado de trabalho ao máximo e a equivalência do diploma estrangeiro é muito difícil.  Mesmo pessoas que já chegam aqui formadas e com diploma de doutorado necessitam aprender holandês, tirar diploma de proficiência na língua e sentar em bancos universitários durante um par de anos.

O varejo é um bom espelho para ilustrar o que acontece no consumo do país. Nos últimos meses três cadeias de lojas muito importantes estão com a imagem aos solavancos: a Blokker, a Hema e a V&D. A Blokker, de perfil similar a uma Casa & Vídeo no Brasil,  semana passada anunciou que vai despedir 440 pessoas (a cadeia tem um total de 7.200 funcionários atualmente). Acho duvidosa a crise por qual a Blokker passa, afinal seus lucros com vendas online aumentaram em 40%.

Blokker hema

A Hema tem filiais no exterior (Bélgica, Alemanha, Luxemburgo e desde o ano passado Espanha) e principalmente na França – vai muitíssimo bem por sinal. Mas os rumores sobre sua falência na Holanda são constantes na imprensa. De fato, as liquidações e promoções são constantes e até absurdas no meu parecer. Do tipo “só hoje” e depois é prolongada por uma semana…. 70% de desconto, uau ! Ou 40% de desconto para albuns de fotografia (como pode???). Super bom para o consumidor, sim. Mas parece que a qualquer hora vai acontecer uma queima total para fechar as portas. O que é uma pena pois a Hema é muito inovadora, com produtos de design próprio, bom preço e duráveis.  Super queridinha dos holandeses com seus produtos descolados e indispensáveis. A fome da Hema de se expandir pela Europa é grande – já que o o mercado consumidor holandês anda cerrando os cordões da bolsa…

VD

E por fim temos a V&D (loja de departamentos). Uma marca de difícil posicionamento e que propôs o escandaloso 6% de redução de salarial aos funcionários para que não feche as portas. A Blokker, a Hema e a V&D são ícones do varejo holandês e andam mal das pernas. Por outro lado a crise testa a criatividade, flexibilidade e resiliência dos seus administradores de empresas. Buscam também avidamente mercados alternativos na China e no Brasil. Essas empresas podem sair fortalecidas dessa crise e talvez até maiores e mais poderosas – o tempo dirá.

Há crise na Holanda ? Há, fato inegável. Por outro lado todos os setores da economia se ajustam rápido e os próprios holandeses também – para ilustrar esse fato: “Milhares (!) de médicos holandeses partem por ano para trabalhar na Suécia”, foi notícia de destaque na imprensa semanas atrás. E cerca de 1% da população holandesa emigra definitivamente por  ano, principalmente para o Canadá, Escandinávia, Austrália e Nova Zelândia.

A Holanda foi um dos primeiros países a abolir o pagamento de taxas em produtos estrangeiros, ainda na idade Média, o que atraiu muitas trocas comerciais. Historicamente o aprendizado de no mínimo 3 línguas estrangeiras é incentivado desde a mais tenra idade para que toda a população possa ter chances de emprego no exterior e fazer-se entender em qualquer tipo de transação. Seus governantes calvinistas ao longo dos séculos sempre convidaram e acolheram perseguidos políticos, e comerciantes que sofriam perseguiçoes religiosas (historicamente os holandeses sempre foram chamados pejorativamente de “os judeus brancos da Europa” e atualmente século XXI são “os chineses da Europa”). Com exceção de alguns bolsões de gás no mar do norte o país praticamente não tem matéria prima nenhuma e ainda assim possui um número imenso de multinacionais – está no topo da lista dos países mais ricos do mundo. Por isso sempre digo que vivencio na Holanda uma situação de “crise –sem crises !”. Dramas contornáveis e calculados. Ou seja: a crise existe – e as oportunidades também.

Autores convidados: De Porto Alegre para o velho mundo!

20/02/2015

Hoje como autora convidada apresentamos a Isis, que conta um pouco sobre sua vida de expatriada. 
bz_alemanhaIsis Cansi
Frankfurt – Alemanha

Nunca parei muito tempo em um mesmo lugar. Desde pequena, por causa do trabalho do meu pai, nossas estadias em uma cidade eram, em média, de 3 anos. Isso nunca ajudou muito a fazer amizades duradouras, mas foi ótimo pra desenvolver minha independência e adaptabilidade.

Até o final da faculdade minhas andanças se restringiram ao meu estado, Rio Grande do Sul, mas não demorou muito pro coração pedir um pouco mais.
Em 2008 surgiu a oportunidade de ir pra Londres. Uma amiga estava indo por uns meses e pensei: é agora ou nunca!
Em dois meses arrumei escola, visto, passagens aéreas e fui-me embora cheia de sonhos, mas também medo. Como seria viver em um país do outro lado do mundo?
Ao desembarcar no aeroporto e encarar mais de 2h na imigração com direito a raio-x confesso que queria dar meia volta e ir pra casa deitar no colo da minha mãe. O que aconteceu com o meu inglês intermediário?
Londres - Inglaterra

Londres – Inglaterra (foto arquivo pessoal)

 

O início não foi fácil e muitas vezes me perguntei o que eu estava fazendo ali. Na primeira semana arrumei um emprego de rua, fazendo pesquisa com brasileiros (tinha que ficar ouvindo as conversas dos transeuntes e abordar os que falavam a minha língua). Também fiz faxina, fui atendente no Mc Donalds, fui garçonete em casamentos judeus, e me acomodei como funcionária de uma loja de comida natural.

Estudava 3h por dia, trabalhava 8 e assim quase 3 anos se passaram, meu inglês foi de intermediário a fluente, minha experiência de vida também! Fiz mil amizades, algumas relâmpago e outras que duram até hoje, dividi casa com mais 7 pessoas e um mísero banheiro, fiz mais festas nesses 3 anos do que nos outros 29 de vida que tenho e conheci o amor da minha vida!

E foi assim, num dia de escola nada comum que o destino traçou pra mim novos rumos. Aquele cara lindo e bacana que entrou na minha turma ficaria em Londres apenas por mais 1 mês, mas foi o tempo que precisávamos para nos conhecermos. Ele voltou pra Alemanha, seu país de origem. Foi iniciar o mestrado em Köln (Colônia). Um ano depois, cansados de gastar uma fortuna em passagens, resolvemos morar juntos e lá fui eu para a cidade do Karneval alemão.

Permaneci em Colônia por 18 meses. Cidade de estudantes, com muitos bares, coktails bem acessíveis e gente de tudo quanto é lugar.

Em 2012 decidimos dar uma chance ao Brasil. Arrumamos empregos, casamos, meu marido aprendeu português e tivemos um filho. Mas a vida nas terras tupiniquins nunca foi fácil e em setembro de 2014 decidimos que teríamos melhores condições de criarmos nosso filho na Europa do que no Brasil e assim regressamos. Após 3 meses morando em Würzburg, cidade natal do meu marido, nos mudamos pra Frankfurt. Essa foi a minha 15 mudança e espero que pelos próximos anos seja a última!

Frankfurt - Alemanha

Frankfurt – Alemanha (foto arquivo pessoal)

 

Londres é de todos os lugares em que vivi a cidade mais multicultural. Também é a mais cheia de brasileiros. Basta pegar o metrô uma vez para ouvir pessoas conversando nas mais variadas línguas. Mas não se engane! Embora o número de turistas seja impressionante em todos os meses do ano quem vive por lá está sempre em “modo de trabalho” e isso significa estar sempre correndo, mesmo nos finais de semana. E não é só com a direção do transito que você deve se acostumar! É bom lembrar que os ingleses deixam sempre o lado esquerdo nas escadas rolantes livre para aqueles que estão com muita pressa. Ficar parado só do lado direito!

Em  Colônia a vida é bem diferente. O número de turistas e imigrantes não é tão grande e a vida não é tão corrida. Você não vai encontrar brasileiros em tudo quanto é lugar, mas se sentir muita falta da terrinha pode ir em um dos restaurantes ou bares brasileiros atrás daquele pastel de carne ou daquela coxinha. A vida noturna é bem agitada nos bares e os cocktails tem fama de qualidade e preço baixo comparado a outras cidades da Alemanha e Europa.

Já Frankfurt é a cidade do trabalho! Muita gente de terno e gravata, muita correria. Afinal de contas estamos no maior centro financeiro da Europa. Também é a cidade mais “internacional” da Alemanha e a menor metrópole do mundo. Dados apontam que uma em cada três pessoas que aqui se encontram não tem um passaporte alemão e mesmo assim eu não encontrei por aqui bares, casas noturnas e restaurantes onde a maioria dos frequentadores são brasileiros como há em Londres. Parece que aqui os estrangeiros estão mais inseridos na cultura local.

Alemães e ingleses, de um modo geral, trabalham muito e bem. As empresas aqui, ao contrário das brasileiras, investem muito em seus funcionários e esperam que este permaneça ali por toda a sua vida profissional. Mas isso é conversa para um próximo post.

Devo dizer que de todas as cidades em que ja vivi o lugar do meu coração é Londres. Um dia quem sabe eu volto pra lá. Ou me apaixono por outro lugar! Vai saber porque caminhos a vida ainda vai me guiar? Dessas andanças todas uma lição eu levo pra vida: se você está com o coração aberto para o novo você se adapta em qualquer lugar do planeta… e é feliz!

Até mais!

Tem carnaval nos Estados Unidos?

18/02/2015

EUARenata Kotscho Velloso
San Francisco, EUA
 

O pessoal do Brasil com Z pediu para eu escrever sobre o carnaval para gente conhecer as tradições ao redor do mundo dessa festa tão popular no Brasil. Foi aí que eu me dei conta que estávamos em pleno carnaval!

Aqui nos EUA, especialmente na Califórnia a gente nem ouve falar sobre o carnaval. Por isso se não fossem os amigos brasileiros comentando sobre o assunto nas redes sociais a gente facilmente esqueceria da data.

Aqui nos EUA não há feriado de carnaval, é uma semana como outra qualquer seja na escola, seja no trabalho. Claro que nas regiões onde tem mais brasileiros, como em Nova Iorque e na Flórida, mais pessoas comemoram o carnaval e, alguns americanos acabam entrando na festa, mas não é a regra.

Em alguns lugares, principalmente nos estados de origem colonial francesa, como a Louisiana, existe o Mardi Gras. O termo significa terça feira gorda e corresponde à terça feira de carnaval. Nesse dia a tradição é encher a cara de bebida e comida e aproveitar para festejar antes do período da quaresma, ou seja, colocar o pé na jaca.

O Mardi Gras, cujo termo em inglês é Fat Tuesday hoje é considerado basicamente uma festa dos solteiros, em resposta ao Valentines Day que é o dia dos namorados , que foi comemorado no dia 14 de fevereiro e que obviamente, é uma festa de casais.

Mas pelo menos por aqui a popularidade do São Valentino, o padroeiro dos apaixonados é bem maior. As lojas estão todas decoradas de corações vermelhos e rosa. Quem quer confete e serpentina tem que procurar.

 

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Não tem carnaval por aqui, mas a gente sempre dá um jeitinho de sambar.

 

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